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31/10/2015

Especial: Top 5 Vampiros na Obra de André Vianco




 Olá pessoas.
                E então, preparados para o Halloween? Fantasias prontas? Filmes horripilantes a postos? Livros de meter medo na mesinha de cabeceira? Lembrando que fizemos uma listinha para ajudar vocês nesse último item (veja aqui).
                Por mais malignos e assustadores que sejam, alguns monstros e seres da noite nos cativam de forma inexplicável. Todo mundo tem o seu preferido. E os meus preferidos são os VAMPIROS!!! Adoro histórias de vampiros! Quando era criança e a novela Vamp estava sendo exibida na Globo pela primeira vez, eu amava (olha a pessoa entregando a idade =P). Arrumei uma caixa de papelão que tinha exatamente o meu tamanho sei lá onde, deitava dentro, dizia que era meu caixão e que eu era a Natasha. Só faltava o Vlad para a brincadeira ficar perfeita. Pois bem, eu cresci, me tornei adolescente e era louca por filmes e séries onde os dentuços eram protagonistas ou caçados pelos protagonistas. "Entrevista com o vampiro", "Garotos Perdidos", "Buffy" e "Angel" são alguns dos integrantes da lista nada pequena. Quando estava estudando para o vestibular, fui apresentada ao mestre Vianco e suas crias da noite e então o fantástico mundo dos vampiros na Literatura Brasileira se abriu para mim. E desde então me tornei super fã desse Contador de Histórias morador de Osasco.
O mestre André Vianco
                Aproveitando o clima de doces ou travessuras do Halloween, hoje vou compartilhar com vocês alguns dos meus vampiros preferidos na obra de ANDRÉ VIANCO. Mas antes tenho que avisar: gosto de vampiros tradicionais, aqueles bem poderosos, sedutores, ardilosos e macabros. Malvados, de preferência. Se for para ser bonzinho, tem que ser exceção na história, e não regra. Para mim, histórias de vampiros é sinônimo de sangue. Já deu pra sacar que não vou muito com a cara de livros como "Crepúsculo"  e companhia, né?
                Vem comigo. Deixa eu apresentar alguns dos sugadores de sangue mais legais que tive o prazer de conhecer.


***


5
 Samuel
Livro "O Senhor da Chuva" e trilogia "O Turno da Noite"
Samuel é um original, ou seja, um homem que se tornou um vampiro ao ser possuído por um demônio durante uma Batalha Negra. É interessante essa "origem" dos vampiros que o autor  propõe. Interessante também a maneira com ele aborda a questão do começo da "vida" de um vampiro. Samuel era um pacato fazendeiro, boa gente e muito amado pela esposa. Ao se tornar um vampiro, ele precisou aceitar sua nova condição e aprender sozinho as regras da sua nova não-vida. Obviamente ele teve que se adaptar, mas sua essência de homem bom não se perdeu. Assim, Samuel é discreto e comedido. Mata pela necessidade de se alimentar e não por sadismo ou prazer. E por ser um original, é mais forte que a média dos vampiros.

4
 Sétimo
Livros  "Os Sete" e "Sétimo"
Sétimo (sim, é o nome dele) é integrante de um grupo de sete vampiros que viviam num castelo às margens do Rio D'Ouro em Portugal a pouco mais de quinhentos anos atrás. Eles fizeram um pacto com o Diabo (o próprio) em troca de poderes muito além dos vampiros normais. O diabo aceitou e, como pagamento, um deles teria que servi-lo como escravo. Sétimo, por ser o mais jovem (foi transformado ainda adolescente) e por possuir desavenças com alguns dos outros, foi traído. Cada um dos seis restantes ganhou um poder a lá X-Men (só pra ter uma ideia, um deles produz e controla tempestades) e Sétimo foi enviado ao inferno. Acontece que o Diabo é traiçoeiro. Após 150 anos, considerou o pacto pago, devolveu Sétimo à Terra e, de quebra, o transformou no mais poderoso vampiro dos Sete. Resultado: ele voltou furioso e sedento por vingança pela traição. Os outros? Se pelam de medo dele. E com razão. Mas essa história é apenas narrada por um deles porque o livro se passa no presente, muitos anos depois de os Sete Vampiros terem sido capturados, trancafiados numa caixa de prata e enviados para o Brasil, onde ficaram séculos incógnitos no fundo do mar, submersos no navio naufragado.

3
 Guilherme,  o Inverno
Livros  "Os Sete" e "Sétimo"
Imagine aquele vampiro orgulhoso de ser um vampiro, que gosta de usar e abusar de seus dons sobrenaturais e que adora tocar o terror. Esse é Guilherme, o mais arrogante dos Sete Vampiros do D'Ouro. Por ser capaz de produzir gelo e nevascas, poder que ganhou ao fazer um pacto com o Diabo, recebeu a alcunha de Inverno. Foi o primeiro a acordar quando a caixa de prata em que estavam enclausurados foi resgatada do fundo do mar e aberta. E o cara chega chegando. Faz um estrago e tanto logo de primeira e seguiu por toda a história mostrando a que veio.

2
 Raquel
Trilogia "O Vampiro-Rei" e série "Crônicas do Fim do Mundo"
Raquel, a vampira caolha ruiva. Essa é aquela personagem que enche de orgulho a mulherada. Na trilogia "O Vampiro-Rei", 30 anos após os inexplicáveis eventos da Noite Maldita, ela se mostra como uma vampira forte, ardilosa e extremamente inteligente e estrategista. Por essas características, ela tornou-se a responsável por ensinar a arte da caça aos vampiros novatos do covil. Diferente da maioria, que somente se preocupavam em satisfazer sua sede de sangue, Raquel lutava a seu modo para consolidar a supremacia vampírica. No primeiro volume da série "Crônicas do Fim do Mundo", série que narra a Noite Maldita e os eventos subsequentes, ela é uma promotora e mãe dedicada que iria até as últimas consequências por seus filhos e pelo que julga certo, mostrando traços de sua personalidade forte que, mais tarde, a tornaria uma vampira tão letal.

1
 
Trilogia "O Turno da Noite"
Jó é "O" vampiro, o mais poderoso já criado por André Vianco. O português foi enviado na caravela de Cabral (sim, esse Cabral que você está pensado!) para ser trancafiado no seio da floresta virgem, tendo por guardiões pequenas, poderosas e ferozes criaturas reptilianas de cabelo de fogo e pés virados ao contrário (sim, exatamente esses que você está pensado!!). Isso tudo porque o cara era tão poderoso, mas tão poderoso, que havia se tornado uma ameaça. Não se sabe ao certo qual a idade de Jó. Sabe-se apenas que ele é muito antigo. Ao ser liberto, ele protagoniza eventos absolutamente fantásticos no centro de São Paulo, cenas de fazer cair o queixo.  Carismático, protetor e, até certo ponto, sentimental, Jó não é bom nem mau. Muito menos arrogante. Ele é sim poderoso o bastante para revelar sua existência aos humanos sem qualquer preocupação e oferecer abrigo e proteção aos vampiros que aceitarem suas regras. Não há como falar muito sobre Jó sem spoilers então, só vou dizer mais duas coisa: o cara é f*** pra c*** e não há nada nem ninguém que seja páreo para ele! Pode acreditar!

***

                E então, gostaram? Esses são os meus vampiros preferidos  do mestre Vianco. Confesso que precisei deixar alguns de fora da lista e tive certa dificuldade em definir a  ordem dos cinco eleitos. A única coisa inquestionável foi o posto de primeiríssimo  lugar do Jó.
                Já deu pra sacar que várias das séries de André Vianco se conectam entre si, certo? Se quiserem conhecer mais sobre os livros de fantástico escritor, clique nos títulos abaixo. Aproveitem para ler nossas resenhas da obra As Crônicas do Fim do Mundo: A Noite Maldita e O Caminho do Poço das Lágrimas clicando aqui e aqui.

Livros:


Livros Infantis:


HQs:

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28/10/2015

Especial: Top 5 Nacionais para ler no Halloween


Olá, leitores!
Falta só alguns dias para o Halloween e a Academia não podia deixar passar a oportunidade para fazer uns posts especiais para a data! Então, preparem suas sacolas e vamos de post em post pedir “doces ou travessuras”!

Bom, para começar, estamos com um sorteio super bacana do livro “A Senhora dos Mortos”. Para participar, basta clicar na imagem que você sera redirecionado a promoção.


Ao longo do mês, fizemos resenhas apenas de livros de terror (ok, o da Vivianne não é nada aterrorizante, mas tem vampiros, então está valendo). Tivemos a resenha do livro “A Senhora dos Mortos” (link), o terceiro da série “As Crônicas dos mortos” do autor nacional Rodrigo de Oliveira, a resenha do livro “Resident Evil – Cospiração Umbrella” (link), que narra os episódios vividos por Chris e Jill na Mansão Spencer. A resenha “O Guia de sobrevivência a Zumbis” (link), que como o nome diz, é um guia para ajudar pessoas como eu e você a sobreviver aos mortos-vivos (ou pelo menos sobreviver um pouco mais que a maioria) e finalmente, a resenha do livro “A Caçadora – Sussurros das Sombras” (link), da autora nacional Vivianne Fair, que narra à história de uma caçadora de vampiros atrapalhada.

Hoje, o post vai ser sobre terror nacional. Vamos comentar aqui sobre 5 livros legais para ler no Halloween. Lembrando que essa é uma opinião minha e apenas de livros que eu já tive a oportunidade de ler, até porque, não da para você falar do que você não conhece, não é? 



Os Sete (André Vianco)

Esse foi o primeiro terror nacional que eu li na vida e fiquei impressionado com o trabalho que o autor desenvolveu nesse livro. A história fala de sete vampiros que despertam no nosso tempo, depois de muito tempo adormecidos em um caixão de prata. Ao serem despertos, eles começam a tocar o terror para o lado dos vivos. O livro é maravilhoso e bem escrito. Os personagens são bem construídos e em certos momentos até torcemos um pouco para o time dos sangue-sugas. Não é a toa que o Vianco é um dos maiores representantes da literatura fantástica nacional. Vale a leitura. O livro tem uma continuação chamada “Sétimo”, que também é muito bom e é obrigatório se você leu o primeiro volume.

O Vale dos Mortos (Rodrigo de Oliveira)

Depois de Apocalipse Z, achei que demoraria para um livro de zumbi  me empolgar tanto. Tiro o chapéu para o autor Rodrigo de Oliveira por entregar uma história “original” no sentido de enredo. O Vale dos Mortos é o início de uma épica narrativa sobre sobrevivência e valores humanos. O livro faz parte da serie “As Crônicas dos Mortos” e todos os volumes lançados até agora foram resenhados aqui. São eles: “O Vale dos Mortos”, “A Batalha dos mortos”, “A Senhora dos Mortos” e o Spin off “Elevador 16”. Quem curte o gênero, recomendo muito a leitura.


À Sombra da Lua (Marcos DeBrito)
Ao ler a sinopse, fiquei muito interessado pela obra, pois ela trata de um tema com o qual eu não era muito familiarizado nas narrativas de terror: O mito do Lobisomem. A obra do autor vem sem muitas pretensões no início, mas como nos filmes de terror dos anos 80, o mal se oculta até o momento certo de dar o bote. Com uma narrativa tétrica e cheia de reviravoltas, À Sombra da Lua é instigante e empolgante. Recomendo a obra para aqueles que querem sentir na alma o terror que é a aproximação da lua cheia. Fizemos uma resenha da obra aqui na Academia, basta acessar esse link.



O Vilarejo (Raphael Montes)


Esse foi o terror mais recente que eu li e um dos mais impressionantes. Apesar de ser bem pequeno (menos de 100 páginas), as histórias são muito bem elaboradas e carregadas de uma narrativa tétrica que pode dar calafrios. Cada conto fala de um personagem do vilarejo que é “acompanhado” por um pecado capital. Logo, temos sete histórias conectadas entre si, mas não necessariamente na mesma ordem cronológica que quando unidas no fim, revelam coisas... perturbadoras. E por falar em perturbadoras, as ilustrações são um show a parte, mostrando em seus traços o terror da narrativa escrita por Raphael Montes. O autor merece sua alcunha de “O Príncipe do Terror Nacional”. Fizemos uma resenha do livro na Academia, só clicar aqui.



A Branca dos Mortos e os 7 Zumbis (Abu Fobiya)

Você acredita em conto de fadas? Abu Fobiya mostra de forma macabra doze histórias de conto de fadas convertidas em terríveis narrativas digna dos contos dos irmãos Grimm. O autor, inclusive, se apoia nessas narrativas para dar a sua faceta a histórias como “Branca de neve e os Sete anões”, “João e Maria”, “Os três porquinhos”. Todas essas fabulas infantis transformadas em assustadoras histórias de terror. Outra coisa bem legal é que os contos tem uma sutil conexão entre si, mostrando o cuidado do autor ao escolher suas histórias. O livro vale a pena ser lido, pois, além das narrativas bem desenvolvidas, há ilustrações magníficas em preto e branco que dão um sabor a mais na obra. Acreditem, vocês verão com outros olhos as fabulas infantis depois de dar uma lida nesses contos.


É isso ai, leitores. Essa foi a minha lista de livros de terror para ler no Halloween. Conte nos comentários qual seria a sua lista ;)

E não se esqueça de participar do nosso Top Comentarista! Ta acabando \0/


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27/10/2015

RESENHA - A Caçadora: Sussurro das Sombras (Vivianne Fair)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: SOBRENOME, Vivianne. A Caçadora – Sussurros das Sombras. 1ª edição. São Paulo, Editora Dracco, 2015. 190 páginas.
Gênero: Comédia Romântica
Temas: Vampiros, Caçadores, Romance.
Categoria: Literatura Nacional
Ano de lançamento: 2015
Série: A Caçadora – Sorriso de Vampiro (Livro 1), A Caçadora – Sussurro das Sombras (Livro 2), A Caçadora – Temporada de Caça (Livro 3).



AVISO: Esta é a resenha de um livro que pertence a uma série, portanto, há spoilers referentes aos livros anteriores. As resenhas das obras anteriores estão nos links acima.






“Eu pensei naquele momento enquanto segurava a mão de Zack que ele era minha caça, e não de outra pessoa.
E caça me lembra comida.
Comida me lembrou que eu estava com fome.
Então pensei em que gostaria agora e que nada me faria mais feliz que um grande pote de sorvete. Afinal, eu estava suando à beça.
Eu não tenho pensamentos coerentes à beira da morte, sabe? Aposto que você também não teria.”
*A Caçadora – Sussurro das Sombras (pág. 72).


Jéssica, caçadora incompetente, 29 anos (com cara de 19), filha do “embaixador”, excêntrica por definição e atrapalhada por natureza aprontou mais uma. Claro, isso não é lá grande novidade, mas o que ela fez foi muito grave e afetará não só sua condição como caçadora, mas todos a seu redor. O que será de Jéssica se descobrirem o que ela fez? Será que Zack vai admitir seus sentimentos por ela? Quem é o homem misterioso da capa? E o baile? Com qual roupa ela vai? Essas e outras questões são reveladas em A Caçadora – Sussurro das Sombras, segundo livro da trilogia A Caçadora.
Vivanne Fair volta a arrancar risadas (algumas histéricas, outras nem tanto) dos leitores no segundo volume da trilogia A Caçadora. Após os eventos do primeiro livro (resenha aqui), Jéssica permaneceu na universidade, com a desculpa esfarrapada de que sua missão de liquidar com a raça de Zack ainda não havia sido concluída. O fato é que ela estava perdidamente apaixonada pelo vampiro e não queria sair de perto dele, mesmo que isso fosse contra todos os princípios do Conselho (e do bom senso). Porém, um revés acontece: Zack deixa a pobre caçadora na “Friendzone” (eu ri).
Como se não bastasse, os pais de Jéssica mexeram seus pauzinhos e o conselho enviou uma ajuda totalmente inesperada: Vicent, o maior dos caçadores de vampiros que eles tinham em sua folha de pagamento. O homem não media esforços para alcançar seus objetivos e ainda tinha uma rixa antiga com Zack. Para piorar o que já estava ruim, um homem misterioso vestido de branco começa a rondar a universidade sempre que Jéssica passa por algum tipo de aperto. E para fechar a bagunça, um novo aluno aparece e de cara se apaixona por Jéssica. O que essa mulher tem? Mel? Todo mundo de alguma forma parecia estar atrás dela. E assim a narrativa da obra se desenrola.
Bem, quem me conhece, sabe que eu não sou lá muito chegado a livros de romance. Mas eu tenho de dar os devidos créditos à autora por criar uma obra que me fez rir numa temática que me faz ficar entediado. Ok, o livro é uma comédia romântica, mas comédias românticas me deixam entediado também. O fato é que o livro é ótimo. A autora volta a usar suas piadas hilárias para dar seu toque de humor singular na narrativa, que por sinal, ficou em minha opinião mais dinâmica que no primeiro volume (vai ver porque tem menos “melosidade” hahahaha). Usando de seu humor natural, Vivianne confere leveza à narrativa e mesmo nas situações mais tensas da obra, algum personagem sempre vinha com alguma piada.

- Jessi – Zack o ignorou – Pare com isso! Não entre nesse carro!
- Você pode ver alguma intenção errada de Sean, Zack?
Ele olhou para baixo.
- Não... eu não consigo ver... Mas tem algo errado aqui, Jessi.
- Do que raios está falando? – Meteu-se Sean, irritado. – Andou bebendo? Ela quer ir comigo, cara!
Andou bebendo. Só rindo, mesmo.
Deve haver sangue alcoólico, por que não?
Sangria! Rá rá rá.
Desculpa, parei. Sempre que estou tensa por causa de alguma coisa eu começo a fazer piadinhas, reparou? Mas dessa vez não mencionei minha irmã gêmea do mal.
*A Caçadora – Sussurro das Sombras (pág 117).

Jéssica, que daria uma ótima comediante de Stand Up, continua com suas piadas afiadas e autoestima baixa. Além da conta bancaria, da moral, da sanidade... Zack continua sarcástico e misterioso, porém, pela primeira vez na narrativa, eu pude ler uma descrição em que ele sentia algo parecido com medo. Pontos para a autora. As Otakus e o nerd ainda são mais sensatos que a caçadora e os novos personagens, que apesar de simples em suas descrições (o aluno bonito, o homem misterioso e o caçador valentão), não são nada tradicionais no modo de agir, vai por mim.
                Jéssica em alguns momentos da obra chega a conversar diretamente com o leitor, como se toda a história fosse uma conversa que ocasionalmente é contada em uma roda de amigos. E não vamos esquecer as referências! Tem muitas nessa obra. Menções a Conde Drácula, Star Wars, Crepúsculo, os mais variados animes e até mesmo uma menção ao Chuck Norris. É quase como ficar procurando Easter Eggs (veja o conceito no link) em um jogo de videogame de tanta referência que aparece.

Ele pousou a xícara no pires e deu um sorriso discreto.
- Eu não saio para caçar porque caçar implica possibilidades de erro. Eu saio para matar.
- Você tirou isso de um site de piadas de Chuck Norris.
- Ele é outro que vive me dando dor de cabeça...
*A Caçadora – Sussurro das Sombras (pág 117).

Minha única critica vai para o fato de que Jéssica é muito fútil para a idade dela. Não é um problema da autora, ela criou a personagem assim de propósito. É o personagem que incomoda um pouco com alguns pensamentos de adolescente (nada contra, mas não é algo que se espera de uma mulher de 29 anos). E não que seja uma constante, ela não faz isso o tempo todo. E acabei me acostumando com isso, sabe? Então, já ficou natural imaginar ela pensando/falando sobre sapatos, vestidos e bailes, enquanto algo realmente sério acontece ao seu redor. E olha que legal, não suspirei tantos “Affz” como na obra anterior. Isso é um bom sinal.
Ilustração do livro
A obra é narrada em primeira pessoa. A narradora é a personagem principal, Jéssica. E toda a história gira em torno dela. Com narrativa bem fluida, vamos avançando rapidamente a leitura à medida que acompanhamos as trapalhadas da caçadora. Os personagens são simples no sentido de não terem profundidade narrativa, assim como as descrições da autora. O recurso pode estranhar um pouco alguns (é como se ela estivesse te contando à história pessoalmente), mas logo acostuma e diverte. A relação temporal é toda linear. A revisão está ótima, um errinho ou outro, nada demais. A formatação está muito boa também, com uma boa fonte e espaçamentos adequados para a leitura. As ilustrações estão maravilhosas. A própria autora (que também é ilustradora) as fez e mostra de cara o tom cômico da obra. E por fim, a capa muito bem desenhada que faz referências diretas a passagens da obra.
Vivianne Fair (Chefa, para os subordinados ou Vivi, para os íntimos) nasceu no Rio de Janeiro e atualmente mora em Brasília.  É artista plástica e escritora desde que aprendeu a escrever, pois escrevia pequenos livros, enchia de desenhos e grampeava as páginas, passeando com eles por aí. Tornou-se ilustradora, quadrinista e também é professora de inglês e desenho e cosplayer nas horas vagas.
A caçadora – Sussurro das Sombras é um livro divertido. Vivianne tem um jeito singular de contar histórias (quase como se estivesse em uma roda de amigos, contando uma piada). E por falar em piadas, elas são engraçadas e vem em momentos que o leitor menos espera. Recomendo esse livro, primeiramente as pessoas que querem uma leitura despretensiosa e relaxante. Não podemos esquecer, é claro, das referências. Se você gosta de quadrinhos, filmes, series, animes, RPG e tudo o mais que a cultura pop nos proporciona, vai adorar encontrar nesse livro muitas referências divertidas. Como é um romance, recomendo também para quem curte o gênero. Quem quer passar vergonha no ônibus/metrô/locais públicos, recomendo também, pois isso vai acontecer hora ou outra por conta das divertidas situações na qual a autora coloca seus personagens. Afinal, se o amor pode parecer uma piada, que ao menos seja bem contada. Certo?
A caçadora – Sussurro das Sombras é a continuação de uma comédia romântica que cumpre aquilo pelo qual foi feito e pelo qual a autora se destaca: arrancar sorrisos dos leitores.



Bibliografia de Vivianne Fair (ordem cronológica):

Livros:
  • Cavaleiros do RPG – Editora Livronovo (2009); republicado e renomeado como “Quem precisa de heróis?” pela Editora Lexia (2010);
  • A caçadora (vol. 1): Sorriso de vampiro – Editora Livronovo (2010);
  • A caçadora (vol 1, segunda edição): Sorriso de vampiro – Editora Draco;
  • A caçadora (vol. 2): Sussurro das sombras – Editora Lexia (2011);
  • A caçadora (vol. 3): Temporada de caça – Editora Lexia (2012);
  • O caçado (vol. 1): Os olhos da caçadora – Editora Lexia (2012).


E-books:
  • Steph, a super-hiperativa – à venda pela Amazon.com (2013).


Participações:
  • Drácula Eternamente – participação com o conto “Quando conheci o Drácula”, Editora Estronho (2012);
  • Sociedade das sombras: contos sobrenaturais – participação com o conto “Entre a caça e os caçadores”, Editora Estronho (2012).

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26/10/2015

DIVULGAÇÃO: E o céu de Miramar? - Oliver Fabio

Olá, leitores! Hoje é dia de divulgação de obras nacionais! Temos o prazer de divulgar o livro de estreia do autor brasiliense Oliver Fábio!


O Livro


Uma família partida, sem rumo e em busca da felicidade. É um drama familiar que se passa em Miramar, na Argentina, no qual uma família é desintegrada por um acontecimento e cada um vai viver sua vida de uma maneira muito displicente. No entanto, a vida vai tratar de honrar as escolhas de cada um. Perto de um desfecho nada animador, eles tentam se unir novamente, entretanto algumas coisas já foram longe demais e um final surpreendente para cada um é a condição de suas ações. 



Sobre o Autor:


Oliver Fabio nasceu em Brasília em 1983. No entanto, passou sua infância no Nordeste e foi nesta época que se apaixonou por literatura, lendo cordel com histórias fantasiosas em forma de rima. De volta à Brasília, passou a escrever e a desenhar carros, o que gerava admiração dos adultos por sua originalidade. Durante a adolescência, escreveu três livros ainda inéditos. Um de seus vários poemas foi publicado no Jornal de Brasília em 1999 e foi apresentado no auditório do colégio, onde foi ovacionado.
Unindo suas grandes paixões, o autor decidiu seguir carreira como Designer Gráfico e Criação Publicitária, realizando um dos vários sonhos profissionais. A carreira de escritor surgiu quando ele descobriu que seu padrasto achou um dos seus livros, escrito durante a puberdade, e confessou ter gostado. Em 2009, Oliver escreveu o primeiro esboço do livro E o céu de Miramar?, que conta a história de uma família despedaçada, tentando encontrar o rumo de sua própria alma por meio das reviravoltas, que acontecem com seus membros e as consequências nefastas de todas as escolhas que fizeram ao longo de suas vidas. O livro tomou forma com suas idas para a Argentina nos anos de 2008, 2011 e 2013 e sua paixão deu corpo à história.
O autor desponta no cenário literário como uma nova promessa nacional e promete conquistar o público com histórias intensas, personagens densos e perguntas que fazem parte da humanidade.



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23/10/2015

DIVULGAÇÃO: Booktrailer de "Surpreendente!", Maurício Gomyde

Olá, leitores! Hoje temos a honra e o prazer de finalmente divulgar o Booktrailer que fez muita gente se emocionar! Apresentado com exclusividade na Bienal do Rio de Janeiro, estávamos coçando os dedos para poder por aqui no blog! Sem mais enrolação, fiquem com o trailer sensacional do livro "Surpreendente!", do nosso autor parceiro Maurício Gomyde.



Ficha Técnica:

Roteiro: Maurício Gomyde e Alexandre Magno
Direção, edição e fotografia: Alexandre Magno
Elenco: João Gott (Pedro), Bianca Müller (Cristal), Mário Luz (Fit) e Gabriela Correa (Mayla)
Produção: Tatá Ervilha
Câmera: Daniel Alves e Alexandre Magno
Maquinária: Messias Filho
Maquiagem: Junior Leali
Produção de elenco: Daniela Vasconcelos
Dono do Opala: Fernanda
Pau pra toda obra: Enio Super

Músicas:

“Waiting for your love” – The William Breadman Project
“The Hollywood song” – Gagui

Imagens (clique para ampliar)


















E ainda tem uma promoção rolando no insta da editora Intrínseca! Confira no link.

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20/10/2015

RESENHA - O Guia de Sobrevivência a Zumbis (Max Brooks)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: BROOKS, Max. Guia de Sobrevivência a Zumbis. 1ª edição. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 2006. Tradução: Amanda Orlando e Gabriela Fróes, 327 páginas.
Gênero: Guia didático, Sátira.
Temas: Zumbis, Sobrevivência.
Categoria: Literatura Estrangeira.
Ano de lançamento: 2004 nos Estados Unidos; 2006 no Brasil














“Não desdenhe qualquer capítulo deste livro como drama hipotético. Cada migalha de informação foi acumulada mediante pesquisas e experiências árduas. Dados históricos, experimentos de laboratório, pesquisa de campo e eventos presenciados por testemunhas oculares (incluindo o próprio autor) foram utilizados na criação deste livro. Até mesmo o cenário apocalíptico é uma extrapolação de acontecimentos da vida real. Muitas ocorrências verdadeiras são relatadas no capítulo que reúne as insurreições registradas. O estudo desses casos irá provar que cada lição deste livro é baseada em um fato histórico.”
*O Guia de sobrevivência a zumbis (pág. 14).


Escolha suas armas. Prepare seu esconderijo. Trace uma rota de fuga. Eles estão chegando. E querem seu cérebro!
Se você considera os zumbis meros personagens de filmes de horror, está cometendo um grande erro. Eles estão mais próximos do que nunca e sua fome é implacável. O futuro da humanidade está em risco e este livro pode ser sua única salvação num mundo dominado por mortos-vivos.
O guia de sobrevivência a zumbis oferece proteção total contra os mortos-vivos. Oferece também, uma visão implacável das paranoias das superpotências através de doses generosas de humor bizarro.
Então, pegue seus suprimentos e boa leitura.
Max Brooks entrega aos leitores o guia definitivo para sobreviver ao Apocalipse Zumbi. O livro introduz os conceitos mais básicos até os mais avançados na luta diária que é sobreviver num mundo infestado pelos mortos que andam. Logo no início o autor explica que o guia foi escrito para ajudar pessoas comuns a se virar quando tudo vai pro ralo. Estão presentes no livro conceitos sobre a anatomia dos mortos vivos, formas de infecção, estágios da infecção, forma de mata-los, níveis de insurreições, como escolher os equipamentos certos para quase todo tipo de situação, fugas e locais de refúgio.
No capítulo sobre os mortos vivos, para se ter uma ideia, aprendemos sobre as características do vírus, os sintomas, o contágio e o que fazer quando alguém é infectado. Há também descrições sobre as habilidades físicas dos mortos, seus padrões de comportamento e métodos de caça. Além disso, o autor explica os diferentes níveis de insurreições, que são as intensidades com que o vírus se propaga pelo globo. Por exemplo: no filme Resident Evil - Hóspede Maldito acontece um insurreição de nível 1, que é a mais baixa e acontece em pequenos locais e dura pouco tempo. Já no filme Residente Evil – Apocalipse acontece uma insurreição tipo 2, que é a que afeta uma cidade inteira.

Em caso de Zumbis, quebre o vidro


Os outros capítulos se dedicam a mostrar ao leitor qual é a melhor arma, para o melhor terreno, para a melhor defesa. Qual é o melhor veículo para uma fuga e quando o melhor destino e quando tudo isso falha, qual o melhor ataque. Mantendo um tom sério e didático durante toda a obra.

Ilustração do livro


Uma das coisas que eu mais gostei nesse guia, é que muitas dicas podem ser uteis se retiradas do contexto de Apocalipse Zumbi. O autor da dicas de como, por exemplo, trabalhar em equipe e manter a disciplina em situações de perigo. Vai acampar? O livro traz uma lista com os melhores equipamentos entre outras coisas que podemos adaptar para o mundo real.

Um grupo que mantém o autocontrole, independente do número de membros, pode causar danos infinitamente maiores em um inimigo morto-vivo do que qualquer multidão bem armada.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis (pág. 175)

             De forma velada, o autor também tece críticas à sociedade ocidental, já que após os ataques de 11 de Setembro de 2001, ficamos ainda mais paranoicos com teorias da conspiração e do fim do mundo, principalmente os Americanos, que se mostram “preparados” para toda sorte de ataques. Max Brooks inclusive já deu uma palestra a militares americanos sobre como se preparar para desastres. (link).
             O ponto alto da obra são os ataques registrados. No último capítulo do livro, o autor faz um compilado de “registros históricos”, contando a história de pessoas que sobreviveram aos ataques para contar sua história. Algumas delas chegam a datar dos tempos dos egípcios! Curiosidade: Os egípcios, ao realizarem os rituais de mumificação, retiravam o cérebro dos mortos pelo nariz. O autor faz uma ligação brilhante entre a prática e os zumbis, sugerindo que eles começaram a fazer isso após os primeiros relatos de ataques sofridos pelos faraós mumificados. O mais interessante é que apesar de obviamente se tratar de ficção, a forma como o autor escreveu nos faz pensar “será mesmo?”. A riqueza de detalhes é o diferencial do capítulo. Algumas passagens, inclusive, tem o Brasil como cenário.

- Quantas pessoas você viu?
- Cinco.
- Descreva-as.
- Homens brancos, com a pele acinzentada e quebradiça. Alguns estavam feridos, com marcas de mordidas em algumas partes do corpo. Todos tinham marcas de balas nos corpos. Eles mancavam e grunhiam. Seus olhos não tinham visão e seus dentes estavam manchados com sangue. O cheiro de carniça os anunciava e os animais fugiam.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis (pág. 294)

O livro é todo narrado em terceira pessoa, com exceção dos registros, onde o autor extrai relatos de sobreviventes. A fluidez da narrativa é descomplicada e rápida, já que não existe um enredo ou personagens. A revisão está boa, não encontrei quase nenhum erro. A formatação também está ótima, o problema mesmo fica por conta das páginas brancas, que não são legais para leituras em dias ensolarados. As ilustrações, apesar de simples, são muito uteis para explicar algumas passagens do livro. O guia é dividido em oito partes: “Os mortos-vivos: mitos e realidades”, “Armas e técnicas de combate”, “Na Defesa”, “A Fuga”, “O Ataque”, “Vivendo em um mundo de mortos-vivos” e “Ataques Registrados” e no apêndice há um “Diário de Insurreições”, onde o leitor pode anotar em um espaço reservado onde, quando e o que fazer em caso de possíveis ataques do vírus.
Max Brooks é filho da atriz Anne Bancroft e do comediante e diretor de cinema Mel Brooks. Seguindo os passos do pai, ele se dedica ao humor, mas prefere utilizar a escrita como ferramenta de trabalho. Integrante da equipe de redatores do programa Saturday Night Live de 2001 a 2003, Max Brooks mora em Nova York.
O guia de sobrevivência a Zumbis é uma divertida paródia dos livros de sobrevivência convencionais. Explorando de forma didática tais conceitos, o autor elaborou o guia definitivo de proteção contra os mortos vivos. Recomendo a obra para os entusiastas do gênero, pois neste livro há muitas dicas interessantes que podem ajudar a entender as decisões tomadas por personagens de outros livros de zumbis. E também entender que se tal personagem tivesse tomado uma atitude descrita no livro, poderia ter se livrado de alguma encrenca. Se você não é um fã, talvez essa não seja uma leitura para você, pelo simples fato de que a obra fala sobre zumbis.  E, por fim, indico também a todos aqueles que querem se preparar para a invasão iminente dos mortos, isso, claro, se você, leitor não quiser virar lanche de zumbi.



               
Bibliografia de MAX BROOKS (ordem cronológica):

Livros:
  • O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Editora Rocco (2006).
  • O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Ataques registrados – Editora Rocco (2011)
  • Guerra Mundial Z – Editora Rocco (2012)
  • O Desfile da Extinção – E outras histórias de Zumbis – Editora Rocco (2012)

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14/10/2015

Lançamentos: Arqueiro | Sextante - Outubro

O clima continua esquentando por aqui e em outubro, com Lançamentos interessantíssimos. Vamos ver?

Outubro é o mês das crianças e do Halloween e o nosso zumbi de Minecraft preferido está de volta! Diário de um zumbi do Minecraft - Parceiros e rivais vem com mais emoção e sustos! ;)


Vamos seguir nosso zumbi favorito:


A Arqueiro lança A primeira chance, novo livro da saga Rosemary Beach de Abbi Glines. 




Ainda em clima de romance, relançará Noites de tormenta, de Nicholas Sparks. (Quem viu o filme com Diane Lane e Richard Gere?)




Quem é fã de livros de colorir e estava na espera por Oceano perdido, pode ficar feliz! Outubro é mês de lançamento mundial do livro e ele está incrível!!!




Confissões de inverno, livro de estreia de Brendan Kiely, traz à tona um tema delicado e expõe o mal que os segredos mais profundos podem causar.



Mulheres em ebulição fala a verdade sobre os remédios que você (mulher! rs) está tomando, o sono que está perdendo, o sexo que não está fazendo e todas as coisas que estão tirando você do sério. Andrew Weil, autor de Felicidade espontânea diz: “Finalmente, um manual de valor inestimável sobre saúde que aborda a mente, o corpo e o espírito feminino.”



13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem explica como enfrentar as dificuldades sem se deixar abater.  


Entenda como ser mentalmente forte:

Inspirado na história de Santo Inácio de Loyola, O Caminho da Luz é uma jornada de quatro semanas rumo ao coração de Deus e o primeiro passo na busca pelo sentido da vida.



Em Detalhe final, de Harlan Coben, Myron terá de encarar o submundo nova-iorquino para provar a inocência de sua melhor amiga e sócia. 



A arte de fazer acontecer é um best-seller que ganha uma nova edição, revisada e atualizada. Foi publicado em 28 idiomas e se tornou uma verdadeira referência em organização pessoal.  Marshall Goldsmith, coautor de Aprenda como um líder e Melhores práticas em gestão de talentos diz: “Este livro descreve um processo incrivelmente prático, capaz de ajudar pessoas ocupadas a restabelecer o controle da própria vida, contribuindo para seu sucesso pessoal e profissional.”



ATENÇÃO AS PRÓXIMAS APOSTAS



Ansiosos? 
Não fiquem! 


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