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29/06/2017

Considerações: 2° Encontro de blogueiros e jovens escritores




Olá, queridos leitores da Academia, como estão? No último final de semana (24 e 25/05) aconteceu o 2° Encontro de Blogueiros e Jovens Escritores na Feira do Livro de Brasília e hoje vou dar minhas impressões sobre o evento.Convido a todos e todas a para se sentirem à vontade para dar as impressões de vocês também. A casa é nossa! Vou adorar falar com vocês nos comentários.


Obs: vou me focar no encontro, pois não tive a oportunidade de ver outras palestras e debates ao longo dos dias em que a Feira foi realizada. E obviamente, darei minha visão de blogueiro literário, pois é isso que eu sou. ;)


A Ideia
Alguns de vocês podem não saber, mas o Encontro de Blogueiros e Jovens Escritores foi uma ideia antiga minha em parceria com o jornalista e escritor Marcos Linhares, lá em 2015. Porém, nada foi feito na época pois não dispunhamos de recursos financeiros para tal empreitada. No ano passado (2016), o Marcos foi convidado a integrar a Organização Geral da Feira do Livro e conseguiu abrir as portas para que a ideia saísse do papel. Eu e a autora Marina Oliveira fomos convidados para tocar o evento e assim foi realizado o 1º Encontro de Blogueiros e Jovens Escritores. Este ano o bastão foi passado para outra pessoa: a autora e blogueira Bárbara Morais e, junto a outros colaboradores, ela colocou na grade da Feira o 2° Encontro de Blogueiros e Jovens Escritores.


O espaço


Arena Jovem - Palco Cultural Lateral. Esse foi o nome proposto pela Feira para alocar os eventos da programação de literatura jovem. Onde nomes como FML Pepper, Thalita Rebouças, Pam Gonçalves, Eric Novello, M.S. Fayes, Day Fernandes e outros iriam conversar com o público. A Arena Jovem também seria o local onde aconteceria a cerimônia de abertura do evento, no qual escritores seriam homenageados. Um lugar que, em teoria, deveria ser projetado para receber um grande número de jovens e deveria ter a cara deles, como é comum ver em grandes eventos como a Bienal do Livro do Rio e São Paulo.
Mas não foi isso que vimos lá. O que vimos foi um palco (ou tablado, como alguns o chamaram), montado quase que de qualquer jeito e pior: totalmente aberto, sem nenhuma proteção para os convidados. Como você espera receber autores e blogueiros locais e de outros estados sem um mínimo de estrutura? Eu falo que fiquei decepcionado com essa falta de zelo da organização. Ninguém se ligou que estávamos na época mais fria do ano? Que haveria debates noturnos, onde o frio seria ainda maior? Será que não havia recursos para colocar um toldo que fosse para proteger as pessoas? Não poderia ter feito um espaço como foi o Café Tropicália: fechado, protegido das rajadas de vento. Isso é algo a se pensar para o ano que vem, caso a Feira seja realizada no Pátio Brasil novamente. O som também estava péssimo. Quem estava sentado nas últimas fileiras mal conseguia ouvir o que era falado no palco, apesar das caixas de som (estas posicionadas somente na frente. Qualquer pessoa que entenda um pouquinho de sonorização sabe que são necessárias, além das caixas da frente, também caixas atrás para que o som seja ouvido claramente por todo o “ambiente”).
(imagem)
O espaço montando para servir de palco para os debates da Arena Jovem.
Foi quase como se tivessem deixado o que “sobrou” para o encontro (coloco aspas aqui porque nessa Feira fiz parte apenas do público e não tenho ideia do que ocorreu nos bastidores). Havia o Pátio Eventos (aquela salinha no 3º Piso). Porque não colocaram algumas palestras, principalmente as noturnas, lá? Me pergunto se a organização da Feira tentou negociar com o shopping alguns horários na agenda de eventos desse espaço para locar algumas das palestras noturnas por lá. O interessante é que uma delas, inclusive, chegou a ser divulgado que seria lá, mas quando chegamos fomos “expulsos” de volta para a Arena por motivos que até o momento desconheço e que acredito não terem sido passados para os participantes do evento.
Aquilo que eles chamaram de palco foi sim uma vergonha.
Estavam sem verba? Estavam. Fiquei sabendo que houveram muitos cortes por parte do poder público para a realização desta Feira. Cortes maiores, inclusive, que no ano passado. Porém, para um local onde foi realizado a cerimônia de abertura, poderiam ter tratado desta questão com mais cuidado e planejamento.
Uma curiosidade: na quinta-feira foi montado toda uma estrutura para o show da Luciana Mello (acho que era ela, se não for, podem me corrigir nos comentários). Fico imaginando o quanto teria sido bom para os frequentadores da Arena se o espaço montado (foto abaixo) tivesse sido usado para todos os dias do evento e não apenas para um dia específico.

(imagem)
Palco montado para o show. Que diferença, não acham?


O evento


Houve mudanças em relação a programação do ano passado. Ao invés de dividir o evento em dois finais de semana Encontro de Blogueiros em um e Encontro de Jovens Escritores no outro a curadoria decidiu colocar os dois no mesmo final de semana e com a programação mesclada. Ou seja, tudo junto e misturado. A programação sugerida (imagem abaixo) colocou os autores e blogueiros no mesmo lugar.
(imagem)


Poderia ser um momento de troca de experiências, mas não foi bem assim. Qual foi o erro na minha opinião: por mais que você tente juntar, blogueiros são uma coisa e autores são outra. Mesmo que um blogueiro seja um autor, ou vice-versa, as profissões são diferentes e é complicado tratá-las com propriedade na mesma roda de assunto. Inevitavelmente o foco vai cair mais para um que para o outro a depender de quem está falando.
Faltou delimitar o que era para blogueiro e o que era para escritor. Para vocês terem uma ideia, senti mais representatividade para os blogueiros no painel Novas Plataformas de divulgação e publicação, onde as autoras convidadas falaram super bem sobre a importância do blogueiro na divulgação de jovens escritores do que no painel A Internet é feita para que?, onde os convidados focaram, na minha visão, muito mais nos projetos pessoais deles do que no trabalho de um blogueiro. O que não é ruim, claro. Eles são inspiração para muita gente e se tem algo que temos de ter é respeito e admiração pelo trabalho maravilhoso que fazem. O próprio tema e algumas perguntas feitas acabaram por levá-los por esse caminho (de falar sobre projetos pessoais). Talvez se o tema fosse menos abrangente, eles poderiam explorar melhor a respeito do trabalho dos blogueiros e ainda poderiam falar um pouco sobre seus projetos.
Na minha opinião, cada dia deveria ser inteiramente dedicado a cada uma das profissões. Assim poderiam dar o poder de escolha para blogueiros e autores participarem do que mais poderia interessá-los. E mais ainda: focar os debates, que por mais que na proposta pudessem favorecer ambos os lados, o evento foi muito mais focado para quem quer ser um autor do que para quem quer ser um blogueiro.
A proposta do encontro era para que os blogueiros pudessem se encontrar e trocar experiências e para isso, a organização convidou os Booktubers Pam Gonçalves e Pedrugo para o painel de abertura A Internet é feita para que?. O painel era um debate sobre as experiências desses blogueiros na internet, mas se a maioria dos blogueiros é daqui, porque nenhum blogueiro local foi convidado a conversar junto com os três sobre a realidade local? Seria o momento ideal para alavancar a blogosfera e produção literária regional. E não apenas nesse debate, mas no encontro como um todo. A sensação que ficou foi que os blogueiros do DF foram meros espectadores do seu próprio encontro.
Entendam que foi bom trazer pessoas que são bem sucedidas no meio, que possam inspirar novatos a trilhar o mesmo caminho, mas eles não são nossa realidade (localmente falando). Eles moram no Sul. Lá os eventos, os leitores, as livrarias, e tudo o mais que remete à literatura é de um jeito. Aqui é outro. Faltou representatividade. Faltou um nome local para dizer: em Brasília é feito assim, falta isso e temos isso.

(imagem)
Pessoas essas que são inspiração para muita gente! 😍
Alguém pode até argumentar que a Raphaela, do Equalize da Leitura, blogueira aqui do DF, estava representando os blogueiros do Centro-Oeste, mas ela estava lá como mediadora. E como meu amigo Paulo Souza, do blog Ponto para Ler, falou muito bem no seu texto (link) sobre a atuação do mediador: “quem media apenas conduz os debates e só quem é convidado tem o papel de falar e expor suas opiniões no diálogo. Claro que o mediador pode hora ou outra expor sua opinião, mas o foco da conversa é dentro das experiências dos convidados”. Ou seja, por mais que a Raphaela tenha conduzido muito bem o debate, seu papel ali era apenas esse.
Felizmente tivemos a Anne Caroline Quiangala, do blog Preta, Nerd e Burning Hell  representando os blogueiros de Brasília no bloco Fantasia, Scifi e Diversidade. Infelizmente não consegui assistir o painel inteiro para expressar uma opinião sobre. Mas fica aqui o registro da participação dela. Também não cheguei a tempo de assistir ao bloco Meu reino por esse ship" - Fãs e suas manifestações culturais. Mas não é preciso fazer muita matemática para ver que tivemos pouca representatividade local.
Acredito que a falta de identificação foi outro problema. Os inscritos deveriam ter recebido um crachá. Imagem a situação: conheci um blogueiro X hoje. Ele me disse seu nome e o nome do blog, que não é um nome fácil de gravar. A feira ocorre normalmente, aí no dia seguinte encontro esse blogueiro e esqueço o nome do blog ou pior, o nome dele. Não fica uma situação chata? Para os novatos então nem se fala. Para um encontro desses, no qual você pode conhecer dezenas de pessoas, o crachá é um item mais do que básico que fez muita falta. Não ficou claro quem era blogueiro e quem não era. Estavam todos no mesmo lugar. Houve uma tentativa de identificação através de pulseiras no sábado mas que acabou por não ajudar em nada, pois foram usadas apenas para identificar as prioridades na hora dos autógrafos, e somente no sábado. Nem isso teve no domingo.
E por último: o encerramento. Após o encontro com as autoras FML Pepper, M. S. Fayes e Day Fernandes, ficamos “a deus dará”. Estávamos na sessão de autógrafos com as autoras e começaram a retirar os equipamentos da Arena. E nos informaram que tudo havia acabado. E o encerramento? Havia sido dito no dia anterior que haveria interação e sorteios no fim. Ninguém da organização foi à frente dizer que não haveria encerramento. Pelo menos eu não vi ou ouvi. Soube que a Bárbara ficou doente (muitos outros ficaram por conta do local do evento), mas e os outros que não ficaram sabendo de nada? Muitos ficaram perdidos sem saber se iria acontecer o encerramento e não ter ninguém da organização para passar informações foi um erro até grosseiro, eu diria.

Mas Luciano, então você não curtiu o Encontro?

(imagem)
Isso faz valer a pena 💗
Costumo dizer para alguns amigos que são as pessoas e não os lugares, que realmente fazem os momentos serem bons. Então o que tiro de maravilhoso do encontro foi as pessoas que lá encontrei. Os amigos que marquei de encontrar, os que reencontrei depois de algum tempo sem os ver, os que conheci “ao vivo”. Por essas pessoas valeu a pena passar frio, valeu a pena sair doente da Feira. Eventos como esse são oportunidades interessantes para quem quer fazer network e novas amizades. Então, mesmo que o Encontro não tenha sido as mil maravilhas, tivemos sim bons momentos. Os fãs encontrando a Pam, o casal Pedrugo, o Vitor, a Pepper e fazendo a festa na hora dos autógrafos. Os blogueiros encontrando leitores e colegas de profissão, fazendo novas amizades no meio. Jovens autores fechando parcerias e aprendendo um pouco mais sobre o mundo da literatura. Debates sobre o mercado editorial, sobre formas de se promover. Teve tudo isso e um pouco mais.
Temos a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas pelo caminho.


Conclusão


O evento teve muitos problemas. Isso é fato. Problemas esses que precisam ser sanados pela organização geral no próximo ano.
Mesmo que a Feira tenha aberto espaço para que o público conheça o trabalho dos blogueiros e jovens escritores, acredito que estão fazendo o mínimo do mínimo que deveriam fazer para apoiar a literatura jovem local. Dizem querer incentivar os jovens a ler, mas não dão o apoio necessário para os jovens que querem incentivar outros jovens. Esses que estão na linha de frente abrindo o caminho a duras penas.

Torço para que a Feira melhore. Que apareçam pessoas visionárias o suficiente para ver que os jovens precisam ser ouvidos e merecem mais espaço e apoio na hora de divulgar seu trabalho. Infelizmente, o cenário é ainda pior para os blogueiros, que ainda são colocados de escanteio nos grandes eventos e lamentavelmente não consigo ver mudanças a curto prazo.

No fim das contas, falando da minha visão de blogueiro, o Encontro de Blogueiros e Jovens Escritores serviu mais como um encontro de amigos e fãs do que um encontro de profissionais da área. E enquanto essa visão não mudar, não seremos reconhecidos pelo trabalho que realizamos pela literatura.

E que venha a Feira do Livro 2018.



E você querido leitor? Foi a Feira? O que achou? Concorda? Discorda? Quer levantar alguma questão que não abordei no texto? Vamos conversar nos comentários ;)

Ah, tem fotinhas no nosso Facebook! ;)




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27/06/2017

RESENHA – Broken (Liz Spencer)

ATENÇÃO!
A obra resenhada apresenta cenas eróticas. Leitura não recomendada para menores de 18 anos.
Liz Spencer
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: SPENCER, Liz. Broken: até que ponto você iria por vingança – série “Quebrando regras”. 1ª edição. Independente (Amazon), 2017. 714 páginas.
Gênero: Romance, Erótico, Dark Romance
Temas: bad boy, vingança, crime, contrabando, drogas
Categoria: Literatura Nacional
Ano de lançamento: 2017 no Brasil
Série: Broken (Livro 1), Wild (Livro 2) e Bad (Livro 3)

“Você tem razão, mas todos nós teremos que morrer um dia. O que determina se sua existência vale a pena ou não, é a forma como você a vivencia.”
Broken – Livro 1 (posição 803 – Ebook Kindle)


Queridos leitores, inicialmente, quando escolhi este livro para ler foi pelo simples motivo dele estar no Kindle Unlimited – um plano mensal que você assina na Amazon para ler livros de “graça” (para saber mais, clique aqui). Confesso que não fui com expectativas muito altas. Porém, pensem em um livro que me surpreendeu de tão bom que foi. Sério! Foi uma baita surpresa me deparar com uma história que conseguiu me prender do início ao fim nas 714 páginas (sim, é tudo isso de página mesmo).
O livro conta a história do Derek, um cara com vontade de vingar a morte da sua namorada, Samantha, que havia morrido na mão do seu pior inimigo, Marcel.
O Marcel era um mafioso, envolvido com contrabando de armas e drogas, além de tráfico de mulheres. Sendo que a Samantha era amante dele. Aos olhos do Derek ela era mais uma vítima desse bandido. Como os dois se apaixonaram, eles resolveram roubar do Marcel e fugir. Afinal, ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Certo? Não mesmo! Pois, a fuga deles deu errado e a Samantha foi morta. O Derek só não morreu porque o Ryan, um ex-policial que depois se tornou seu melhor amigo, o encontrou inconsciente e o ajudou a se recuperar.
Por conta disso, quatro anos depois, o Derek resolveu retornar e vingar a morte da amada. Então, ele teve a ideia de sequestrar a irmã do Marcel, Faith. A garota não sabia nada do que seu irmão fazia. Para ela, o Marcel era apenas um empresário de sucesso.
Leitores, muita coisa acontece após esse sequestro. Quando você pensa o que vai acontecer no livro, a autora faz uma reviravolta na história. Por isso, e outras coisas (lógico!), eu adorei essa leitura.
A Faith é extremamente determinada e corajosa. Ela me surpreendeu, pois pensei que ela fosse ser aquelas personagens cheias de “não me toque”. Já o Derek é aquele cara raivoso e explosivo, mas que mesmo assim você vai querer colocar ele no colo e dizer que “está tudo bem, isso vai passar”.
A autora do livro, Liz Spencer, nasceu em 1995, no estado da Bahia. Atualmente, reside no Rio de Janeiro. Estudante de Letras, é loucamente apaixonada por livros, descobrindo, desde cedo, um amor imensurável pelo ato de contar histórias. Totalmente a favor dos bad boys literários e finais felizes. Ela é escritora de Dark Romance e New Adult, considera-se discípula da deusa Ward e da rainha Winters.
Esta história se passa nos Estados Unidos da América, porém, tentei pesquisar na internet o motivo pelo qual ela não optou por ambientar aqui no Brasil, mas, infelizmente, não consegui localizar nada. Se eu descobrir, passo por aqui e atualizo este o post.
O livro possui 43 capítulos e um epílogo, sendo que ao final a autora disponibilizou uma playlist com algumas músicas.  A trama é bem fluida e de fácil entendimento. A história é narrada sob o ponto de vista da Faith e do Derek, em primeira pessoa. Porém, ao longo da história temos um capítulo narrado pelo Marcel e pelo Simon, que trabalhava para o Marcel e namorou a Faith. A autora também disponibilizou um book trailer do livro, para assistir clique aqui.
Por fim, ressalto que de acordo com o facebook da autora (@MLSpencerPT), o segundo livro desta série, Wild - Almas Selvagens, já foi iniciado. Sendo que os capítulos serão postados na plataforma Wattpad (para saber mais, clique aqui). Além disso, ela prometeu que ao completar a história nessa plataforma, o livro será publicado na Amazon. Agora me resta a dúvida, não sei se já começo acompanhar por lá ou se espero ele entrar na Amazon, o que acham?
Broken

Bibliografia de LIZ SPENCER (ordem cronológica):

Livros:

  • Broken - Amazon (2017)
  • Para a Garota Que Tanto Amei - Amazon (2017)



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24/06/2017

RESENHA – Resident Evil: Incidente Caliban Cove (S. D. Perry)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: PERRY, S.D. (Stephani Danelle) Resident Evil - O Incidente Caliban Cove. 1ª edição. São Paulo, Editora Benvirá, 2014. Tradução: Gustavo Hitzschky, 208 páginas.
Gênero: Ficção Científica/Terror
Temas: Zumbis, mortes, assassinatos, armas biológicas
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Norte-Americana
Ano de lançamento: 2014
Série: Resident Evil - Conspiração Umbrella (1), Resident Evil - Incidente Caliban Cove (2)








            “Muitas coisas já haviam acontecido, e esse era apenas o começo da batalha. Ainda havia pessoas que trabalhavam no S.T.A.R.S. em quem confiava, com quem podia contar, e não seria pego novamente, talvez eles não precisassem correr. E, se Rebecca e David fossem bem-sucedidos na operação no Maine, teriam o necessário para acabar com a empresa de uma vez por todas.
         A Umbrella havia mexido com as pessoas erradas. Barry queria estar lá quando descobrissem isso. ”
*Resident Evil - O Incidente Caliban Cove (pág. 55).

                Após os acontecimentos de Resident Evil - Conspiração Umbrella os membros do S.T.A.R.S. acreditavam que tudo havia terminado na mansão Spencer. O esquadrão havia reunido provas contra a empresa farmacêutica para alertar o mundo sobre as terríveis armas biológicas criadas pela corporação, porém, tudo em vão: a Umbrella não apenas saiu impune, mas também conseguiu fazer os membros do S.T.A.R.S. envolvidos se tornarem criminosos foragidos. 
             Resident Evil - Incidente Caliban Cove é a continuação direta dos eventos de Resident Evil - Conspiração Umbrella (resenha), passando-se 13 dias após os acontecimentos da mansão Spencer. Os sobreviventes Chris, Jill, Barry e Rebecca, tentaram alertar o mundo sobre a Umbrella, mas ninguém acreditou na história de que a empresa estaria criando armas biológicas. Sem saber o que fazer e com a cabeça a prêmio, eles recebem a visita inesperada de um homem chamado David, membro dos S.T.A.R.S. que acreditou na história deles. Ele revelou que recebeu a visita do misterioso Trent, como Jill no livro anterior, e contou ao grupo que não haveria reforços. A Umbrella havia manipulado ou comprado o silêncio da alta cúpula dos S.T.A.R.S. Eles estavam sozinhos.
             Porém, Trent dera-lhe documentos que poderiam ser a esperança de desmascarar a Umbrella e ao mesmo tempo livrar a cara dos sobreviventes. Nos documentos havia informações de que outro laboratório, sediado na pequena cidade costeira de Caliban Cove, no Maine, perdeu o controle sobre os experimentos da mesma forma que aconteceu na mansão. David estava montando uma equipe para invadir o laboratório e veio recrutar a jovem Rebecca para o time.
Antes de falar minhas impressões, vamos a uma curiosidade: diferente do primeiro livro, esta é uma história totalmente desenvolvida pela autora, ou seja, não é mostrada em nenhum dos jogos da série. A autora deve ter muita moral para autorizarem uma história totalmente nova da saga...
Bom, a história agora foca em Rebecca, única sobrevivente do Bravo Team do livro anterior. Uma gênia em miniatura, a jovem bioquímica de apenas 18 anos parte em uma missão complicada de resgatar e estudar o agente mutagênico do vírus T. Em companhia do comandante David, do especialista em computadores e atirador Steve Lopez, do especialista em comunicação John Andrews, e da perita forense Karen Driver, a missão era simples: entrar no complexo, pegar amostra e documentos e sair de lá sem alarde. Porém, como nada em Resident Evil é simples, logo ao chegarem na instalação, eles são atacados por monstros criados a partir do Vírus T.

            “- Morram, caramba, por que não morrem? – berrou Steve atrás dela com tal descrença e horror na voz que o sangue da garota gelou.
‘Zumbis?’
Sem desviar o olhar do retângulo de madeira escura, Rebecca gritou o mais alto que pôde, a voz quebrada contra o ruído incansável das automáticas.
- Tiros na cabeça! Mirem na cabeça!.”
*Resident Evil - O Incidente Caliban Cove (pág. 99 e 100).
(imagem)


           Na obra somos apresentados a um tipo diferente de zumbi: os trisquads, armas biológicas criadas pelo Dr. Nicolas Griffith. Esses zumbis eram inteligentes o suficiente para seguir ordens básicas e utilizar armamentos. Eles utilizavam o fuzil M16 como armamento básico e serviam para proteger o perímetro da instalação, sempre andando em grupos de 3 indivíduos (daí o nome trisquads). Apesar de ser um grande avanço no controle das armas biológicas, os monstros foram vencidos pela equipe do S.T.A.R.S. chefiada por David. Além dos trisquads, o Dr. ainda conseguiu sintetizar uma variante do vírus T que lhe permitiria controlar os zumbis. Esses poderiam até mesmo se passar por pessoas normais se assim fossem ordenados.

“Retire a habilidade de um homem de escolher e a mente fica livre, vazia, pura. Com treinamento, torna-se um bicho de estimação; sem, vira um animal, tão inofensivo e serenamente simples quanto um rato. Cubra o mundo com tais animais, e somente os fortes sobrevivem...”.
*Resident Evil - O Incidente Caliban Cove (pág. 55).

           Conversando com meu amigo e revisor do blog, o Nillo, descobrimos uma possível referência interessante usada pela autora. Caliban é o nome dado há um personagem de uma peça de Shakespeare chamada A Tempestade (que ele recomendou muito a leitura). A história fala sobre um rei destronado e exilado numa ilha que aprende magia e usa seus poderes para criar uma tempestade e assim naufragar um navio que tem a bordo o usurpador do trono. Caliban é um morador nativo dessa ilha que é domado, por assim dizer, por esse rei feiticeiro.
             Não pegaram? Então vamos lá: O Rei destronado é o Dr. Griffith, que parou de receber apoio da Umbrella. Ele se exila em uma pequena ilha (a base da Umbrella) e aprende magia, que no caso são suas pesquisas do T Vírus. E assim naufragar um navio que tem a bordo o usurpador do trono, que no caso é a personagem Rebecca. E o personagem Caliban pode ser uma analogia aos zumbis que o Griffith controla. Curioso, não acham?
(imagem)
            À medida que o livro avança, ficamos cientes da motivação de cada membro, já que aquela não era uma missão oficial do S.T.A.R.S. E por estarem sem suporte, a missão seria ainda mais difícil. Quando a coisa começa a complicar, eles são atacados por sentimentos de dúvida e culpa sobre o sucesso da missão. Afinal, quem eram eles para desafiar uma gigante como a Umbrella? Teriam eles condições de enfrentar um inimigo que não sente dor? Medo? Fadiga? E pior: poderiam sair vivos do inferno? A autora traduz essas emoções inserindo na narrativa os pensamentos dos personagens, o que nos faz conhecer a personalidade de cada membro em meio ao frenesi da missão.

“Parei de confiar nos meus instintos. Sem a segurança do S.T.A.R.S. atrás de mim, eu me esqueci de ouvir aquela voz – com tanto medo de cometer um erro que perdi a habilidade de escutar, de saber o que fazer. Toda vez que o medo me atacou, eu o atravessei e ignorei  –  assim o fortaleci.”
*Resident Evil - O Incidente Caliban Cove (pág. 55).
(imagem)
           O que eu curti muito: essa carga de emoções que envolveu cada membro do time. Eles aparecem não apenas como soldados, mas também como pessoas, com sentimentos, medos e dúvidas. Idem para o grande antagonista da trama: a autora soube explorar muito bem os pensamentos de um cientista maluco com desejos megalomaníacos de tornar o mundo um lugar “melhor”. Também achei interessante a descrição dos quebra-cabeças. Quem joga Resident sabe que existem vários para resolver, que abrem portas, revelam itens e outras coisas.
O que eu não gostei muito: faltou mais ação. A missão focou-se principalmente em avanço e reconhecimento. Quase não havia inimigos para enfrentar. Não que isso torne a obra ruim, apenas menos empolgante (pra mim). O “survivor” ficou mais por conta do pouco tempo que eles tinham para sair de lá do que para os combates contra armas biológicas, pois algo grave havia acontecido com um dos membros do grupo.

“- Se… se eu começar a ficar… irracional, vocês vão fazer alguma coisa, não? Vocês não vão me deixar… machucar ninguém?”
*Resident Evil - O Incidente Caliban Cove (pág. 55).

(imagem)
A obra é narrada em terceira pessoa e se divide em dois tempos: na visão da equipe de Rebecca e na visão do antagonista da trama. A fluidez da narrativa é tranquila, eu apenas senti a falta de um mapa, pois fiquei um pouco perdido nas cenas que eles tinham de mudar de setor dentro do complexo. Isso ajudaria bastante a me situar dentro da trama. Somos apresentados aos personagens à medida que a obra avança. Quando a obra passa para a ótica do antagonista, somos apresentados às motivações que o levaram a cometer todas as atrocidades vistas no decorrer da obra. A revisão está boa, achei um erro evidente apenas. A diagramação também está ótima, com folhas amareladas e uma letra de fácil leitura. Quanto à capa, eu não curti muito. Não sei bem dizer o porquê. Achei os traços da personagem esquisitos.
S. D. Perry é autora de várias séries famosas como “Aliens”, “Alien vs. Predador” e “Star Trek”. Perry também escreveu os romances inspirados nos filmes “Timecop” e “Vírus”. É filha do escritor best-seller de ficção científica Steve Perry e mora em Portland, no estado norte-americano de Oregon, com o marido e dois filhos.
          Bom, embora não seja uma das melhores histórias envolvendo a franquia, Resident Evil - O Incidente Caliban Cove é uma obra que pode ser apreciada pelos fãs da franquia por trazer alguns elementos não vistos em outros jogos da série. Recomendo também para os curiosos que querem desbravar este vasto universo (mas não comecem por esse, senão vão boiar em alguns aspectos). Talvez não seja uma obra tão interessante assim para quem não gosta do gênero terror, mas se a curiosidade bater, a saga Resident Evil é um começo legal.
            Mesmo construindo uma boa narrativa dentro da saga e tenha bons momentos de suspense e terror, Resident Evil – O Incidente Caliban Cove não é um livro tão impactante dentro da franquia e talvez para alguns fãs seja apenas isso: um incidente dentro de uma conspiração maior.


Bibliografia de NOME DO AUTOR (ordem cronológica):

Livros:
  • Resident Evil: Conspiração Umbrela (Livro 1) – Benvirá (2013).
  • Resident Evil: O incidente de Caliban Cove (Livro 2) – Benvirá (2014).
  • Resident Evil: A Cidade dos Mortos (Livro 3) – Benvirá (2014).
  • Resident Evil: Submundo (Livro 4) – Benvirá (2014).
  • Resident Evil: Nêmeses (Livro 5) – Benvirá (2015).
  • Resident Evil: Código Verônica (Livro 6) – Benvirá (2015).
  • Resident Evil: Hora Zero (Livro 7) – Benvirá (2016).




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22/06/2017

Horóscopo dos livros: Câncer

câncer
Fonte da imagem: https://www.altoastral.com.br/
Olá, amigos leitores,

Cadê meus amorzinhos cancerianos deste blog? Alguém por aí? Vamos ver o que os astros nos revelam hoje? Curiosos?

As revelações abaixo foram extraídas do site Personare, que contém os dados que tratam do signo de câncer e da carta de tarot sorteada.

Lembrando que este post tem o intuito apenas de descontrair.

Câncer (22 de junho a 22 de julho)


Elemento: Água (Possui uma força penetrante e sutil e está simbolicamente associado à função psíquica do sentimento.)


Regente: Lua (A Lua é o astro relacionado às questões emocionais. Ela mostra como você lida com a sua sensibilidade e as reações emotivas que você tem diante da sua vida. Aqui também são levados em consideração os condicionamentos que você traz da sua infância.)

Cor: Branco (O branco é, na verdade, a presença de todas as cores, representando paz, pureza, purificação, limpeza e harmonia. Também pode estimular a criatividade, pois oferece mais clareza e inspiração para a mente.)

Flores: Lírio D’água (Por ser um signo de Água, todas as flores aquáticas combinam com o signo de Câncer. O lírio d'água, por exemplo, representa sua pureza e doçura.)

Pedras: Opala, pedra da lua, cristal da rocha e pérola.

Perfil: No signo de Câncer, encontramos a ligação às origens. Este signo tem o poder de fazer com que a maioria das pessoas se sinta à vontade na sua presença. E adora mergulhar fundo no mistério dos sentimentos humanos.



Principal frase: “Emoção, afeição, imaginação”



horóscopo
Personagem feminina: Mari do livro “Cadu e Mari”, da autora A.C. Meyer.


Sinopse do livro: Mariana trabalha em uma badalada revista de moda. Tem um bom salário, é muito competente... E tem uma queda pelo chefe, daquelas bem poderosas. Eles vivem em mundos completamente diferentes, e Mariana sabe que nunca acontecerá nada entre os dois. Até que Carlos Eduardo repara que sua secretária é muito, muito bonita. O amor entre os dois é arrebatador, e Cadu e Mari sentem que nasceram um para o outro. Mas as coisas logo começam a desandar. Talvez Cadu ainda não esteja preparado para confiar em uma pessoa que teve uma vida tão diferente da sua; talvez Mari ainda não se sinta segura em dividir sua realidade com o chefe. Para viver esse amor, os dois precisarão enfrentar preconceitos e vencer intrigas. Será que estão prontos?

Breve avaliação: Ela é  uma profissional supercompetente, inteligente e dedicada. É uma personagem que se fosse real você se afeiçoaria rápido à ela.

Para ler a resenha deste livro clique aqui.

horóscopo literário
Personagem masculino: Gregory Bridgerton do livro “A Caminho do Altar”, da autora Julia Quinn.

Sinopse do livro: Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece. O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele?

Breve avaliação: Não sei o motivo, mas quando eu vi que o signo era de Câncer eu me lembrei logo do Gregory. Não sei se foi pela alma romântica dele ou pelo seu carisma. O que vocês acham?

Para ler a resenha deste livro clique aqui.

Carta de tarot sorteada:

horóscopo literário
Fonte da imagem: www.iquilibrio.com

A Rainha de Paus (ou Bastos) sugere a necessidade de manutenção da fidelidade para com seus objetivos e ideais, por mais que todas as outras pessoas insistam para que você tome outros caminhos. A lealdade para consigo é condição fundamental para o sucesso neste momento. Persista e, por mais que você chegue a ter dúvidas de que irá conseguir, terminará obtendo o desejado – talvez não da maneira como você imaginava, mas de uma forma altamente satisfatória.

horóscopo literário
Livro relacionado à carta: Nossa, a Rainha de Paus (pelo menos o nome) remete a algo forte, não é mesmo? Sendo assim, pela descrição do site Personare, a personagem que mais me lembrou essa rainha foi a princesa Arabella Celestine Idris Jezelia (Lia) do livro “The Kiss of Deception”, da autora Mary E. Pearson. Lembrei-me dela porque a garota tem um ímpeto de agir conforme manda o seu coração, mesmo que suas decisões vá de encontro com o que os outros esperam dela. E vocês, o que acham?

Para ler a resenha deste livro clique aqui.




Por fim, quem quiser curtir uma boa música, basta acessar a playlist do Superplayer que apresenta uma seleção de músicas que se relacionam com os cancerianos (para acessar, clique aqui).



É isso, até a próxima, queridos leitores!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente
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21/06/2017

Conheça a nova obra da autora FML Pepper



Olá, queridos leitores! Como estão? Hoje estava navegando pela internet e fui pego de surpresa com o anúncio da capa e abertura da pré-venda do novo livro da diva FML Pepper 😱. Para quem não sabe, a autora assinou contrato com o Grupo Editorial Record e sua obra sairá pelo selo da editora, a Galera Record. Abaixo vocês podem conferir um pouco sobre a nova obra da autora da trilogia "Não Pare"


Que capa sensacional é essa? Meu Deus! 💓

"O Azar não existe. Nem a Sorte. A vida é uma balança e a estatística, os pesos. Será?"


Sobre a obra:

O azar pode ser a sua ruína. A sorte também. Da mesma autora da trilogia Não pare! Rebeca. Uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser ladra. O esquema para o novo e maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante. Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca.

Compre aqui na Pré-venda!




Sobre a autora:

"Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar."
Ser apaixonada por leitura não ia de encontro à minha origem. Vinda de uma família humilde, eu não tive acesso a livros de ficção no decorrer de minha infância. Eles eram caros e meus pais esforçavam-se por comprar os estritamente necessários (e chatos!), tais como: matemática, física, química, etc.
Tive que deixar minha paixão pela leitura de lado e começar a trabalhar desde cedo. O tempo se esvaía, como água entre os dedos, e não me sobravam minutos para os sonhos. Nunca. Minha vida foi tomando outros rumos e acabei me formando em Odontologia (que, por sinal, aprendi a amar também).
Porém, a mesma vida que me fez mudar de direção, deu uma guinada em sua trajetória e me colocou face a face com meu antigo e fulminante amor: Os Livros de Ficção, mais especificamente, os livros infanto-juvenis. Wokaholic assumida, vi meu mundo ficar de cabeça para baixo quando meu médico me disse que estava grávida, mas que era uma gravidez de risco e que teria que ficar de repouso durante os nove meses, caso realmente quisesse segurar o bebê em meus braços.
De início, achei o máximo ficar algumas semanas sem fazer nada, só comendo besteiras e vendo todos os programas da televisão ( que nuca tive a oportunidade de assistir!). Mas, os dias foram passando e, com eles, a minha paciência. Após um mês deitada, comecei a ficar nervosa e estava a um passo da depressão quando meu marido (e nas horas vagas, meu super herói) entrou em ação. Vou me recordar até os últimos dias de minha vida quando ele chegou em casa carregando um presente envolto num lindo embrulho e disse com um sorriso travesso nos lábios:
"Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar."
Abri o pacote e lá estava o meu grande amor piscando para mim: um livro de ficção e não de odontologia. E era infanto –juvenil!
Bom, dali em diante, devorei quantidades absurdas deles. Não sei se vale a pena dizer, mas eu li quase 100 livros em menos de um ano. Loucura, não? Mas é a pura verdade.
O resto são detalhes.
E aqui estou eu...

Quem comprar o livro na pré venda ainda ganha brinde! (foto abaixo)



A autora que participou da edição passada da 32° Feira do Livro voltará a Brasília (a saudade bateu!) para a 33º Feira do Livro de Brasília. A autora estará na Feira no dia 25/06 (domingo) onde fará uma palestra sobre “Novas plataformas de divulgação e publicação”, e sessão de autógrafos. Link do evento: aqui.



Vamos prestigiar a literatura nacional? 😉



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