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20/08/2013

Autor Independente

             

A situação é clássica: o aspirante a escritor termina a última linha de sua obra. Depois de dias, meses, anos de trabalho, finalmente está pronto. Ele, todo feliz, leva seu livro ao correio e endereça seu original a uma editora. Empolgado, ele espera roendo os dedos de tanta ansiedade. Quando a resposta finalmente chega, o baque: não. O resto do texto pouco importa. A editora não aceitou publicar seu livro. Aquele sentimento de tristeza bate forte no peito e o desânimo toma conta de suas ações. Alguns continuam tentando, outros desistem. Alguns poucos conseguem. E a história tem se repetido ao longo dos anos.
                Mas isso está mudando.

                Nas palavras do escritor Hugh Howey, autor de Wool (série que vai ter seu primeiro volume lançado pela Intrínseca em 2014), “nunca houve um tempo melhor para ser escritor, ou leitor”. Ele tem bons motivos para dizer isso. Seus livros já venderam mais de 600.000 unidades. O detalhe é que foram livros em formato digital e o mais impressionante: sem editora.
                Ele é o que o mercado chama de “autor independente”, um profissional que faz carreira pelas beiradas do mercado do livro tradicional, colocando suas obras em vitrines virtuais. Um mercado que vem crescendo muito e tornou-se possível e tangível (de certa forma) graças a plataformas de autopublicações, que permite ao autor ofertar, sem qualquer intermediação (ou seja, sem editora) suas obras online. Na Amazon, uma das gigantes do mercado de livros eletrônicos, a publicação é simples e gratuita. 70% dos lucros obtidos com a venda de cada livro vão para o bolso do escritor. A única regra é que ele mantenha o preço da obra abaixo de 25 reais. Outro diferencial é a rapidez impressionante do processo: uma vez enviado ao site da empresa, o livro é disponibilizado para venda em apenas um dia.
                Porém, existe um perfil claro para esse tipo de publicação. Estudos apontam que as obras de ficção científica, romance e fantasia são os gêneros que predominam, sendo que todos os outros mal aparecem se comparados a esses. 


             Isso tudo tem uma explicação plausível: Os jovens são os mais “antenados” na rede e os que passam mais tempo com Notebooks, Tablets, Smartphones e similares e esses gêneros são os que mais atraem esse tipo de público. Uma pesquisa recente feita na Inglaterra mostra que 20% dos e-books desses gêneros populares já são de autores independentes.
                  Mas e o Brasil?
             O Brasil infelizmente está longe da escala americana, mas já existe esse tipo de mercado. A escritora Vanessa Bosso é um bom exemplo. Autora de romances juvenis e ficção científica, chegou a figurar em primeiro lugar nas listas da Amazon com o livro “A aposta” e mais recentemente com “O Homem Perfeito”, que esteve entre os 30 mais vendidos (veja entrevista feita pela Amazon aqui). Outra autora de grande destaque nesse tipo de publicação é a Janaina Rico. Seus livros “10 dias para roubar o Namorado da Vizinha” e “Apimentados” estavam entre os e-books mais vendidos no mês de julho.
                A conclusão que podemos tirar disso é que o mercado de livros tradicionais ainda é absoluto (ao menos no Brasil) e ainda vai levar um tempo para que a moda pegue de vez. Porém, para aqueles que não se valem de paciência para esperar uma carta resposta das editoras ou não têm dinheiro para bancar uma gráfica e publicar o livro por conta própria, vale a pena investir na publicação digital. O retorno pode não ser o esperado no começo, mas ao menos, já pode dizer: "Sou um escritor".  

Fonte: Revista Veja.

Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. *-* Deu até vontade de ser um Autor Independente. Será que se eu investir em "Eu, meus amores e ex-amores" chego a entrar numa lista? HAHA
    Mas é isso mesmo galera, não é um obstáculo que vai te impedir de ser escritor, corra atrás e verás que seu trabalho será reconhecido.

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  2. Muito legal essa matéria. E isso abre novas oportunidades para os autores iniciantes. E para os veteranos também. E então, Luciano, que tal terminar algum dos seus vários livros e publicar pela Amazon????

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  3. Acho que entra em. Ainda mais se for com os meus comentários Thais. rs
    Pois é, Helkem, só falta terminar.

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  4. Auto publicação vai acabar virando a melhor coisa! =D

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  5. Opa amei *3* quem sabe não publico uma das histórias que estou trabalhando no momento? -QQ

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  6. Publique! Depois nos conte como foi sua experiência. ;)

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