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29/04/2017

RESENHA – Quando a Bela domou a Fera (Eloisa James)

Eloisa James
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: JAMES, Eloisa. Quando a bela domou a fera – série “Contos de Fadas”. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2017. 320 páginas. Tradução: Thalita Uba.
Gênero: Romance de época
Temas: Dr. House, A Bela e a Fera, médico
Categoria: Literatura Estrangeira, Literatura Americana
Ano de lançamento: 2011 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Quando a Bela domou a Fera (Livro 1)

“Ninguém nunca vai amar você como eu – garantiu ele, segurando as mãos dela e levando-as até sua boca. Ninguém a amou como eu amo. Você é meu coração e minha vida”.
Quando a Bela domou a Fera – Livro 1. (pág. 238)

Leitores, esta é uma série composta por cinco livros inspirados nos contos de fadas. Como os livros não possuem relação entre si, a editora Arqueiro aproveitou que ia ser lançado o filme “A Bela e a Fera” (clique aqui para saber mais) e lançou este livro, também inspirado nesses personagens, já que no exterior, este foi o segundo volume da série.
Apesar da história do livro ser inspirada no conto A Bela e a Fera, a autora se inspirou no personagem Dr. House, da série de TV, para criar o personagem principal, Piers Yelverton, Conde de Marchant. Como sou muito fã daquele personagem, não tinha como não amar o Piers.
Além de ser um nobre, o Piers era também um médico. Ele transformou o seu castelo, no país de Gales, em um hospital, onde recebia todos os enfermos da cidade. Lá, ele contava com a ajuda do seu primo, o francês Sébastien, e de quatro estudantes de medicina – Penders, Kibbles e Bitts. Ele não tinha paciência para muita baboseira e, muitas vezes, era sincero até demais, tornando muitas situações constrangedoras.
Quando era mais novo, ele sofreu um acidente, por culpa do pai, o Duque de Windebank. Esse acidente resultou em uma lesão na sua perna. Aproveitando-se disso, ele deixou que todos acreditassem que esse acidente afetou as suas partes “baixas” e que ele era impotente. Essa farsa era porque ele não tinha intenção nenhuma de gerar um herdeiro para seguir a linhagem do ducado de Windebank.
Já a Linnett Berry Thrynne é a nossa “Bela” da história. Sim, ela é belíssima. Talvez uma das mulheres mais bonitas do país, tanto que estava cotada para se casar com o príncipe da Inglaterra, Augustus. Porém, por conta de um mal-entendido, todos pensaram que ela estava grávida. Por causa disso, a moça ficou arruinada aos olhos da sociedade.
Todavia, a sua tia, Zenobia, achou um plano perfeito para ela, que era casá-la com o Piers. Afinal, o duque estava desesperado, pois seu filho não poderia gerar herdeiros para a família. Então, a solução seria que o conde assumisse a gravidez da Linnett e eles vivessem felizes para sempre.
Porém, leitores, a história não seria tão boa se fosse tão simples assim, não é mesmo? O duque adorou a ideia e levou a Linnett para conhecer o seu noivo. O Piers odiou a ideia, afinal não queria herdeiro, esposa e muito menos agradar ao pai. Contudo, ela e o Piers não esperavam que fossem tão parecidos. Sim, ela tinha uma língua até mais afiada que o conde. Então, pensem no turbilhão de confusão que esses dois causaram no castelo e com os pacientes.
A Eloisa James, autora do livro, escreveu seu primeiro romance depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois de obter mais alguns diplomas e arranjar emprego como professora especializada em Shakespeare, ela tentou novamente, dessa vez com mais sucesso. Mais de 20 best-sellers depois, ela dá cursos sobre Shakespeare na Fordham University, em Nova York, é mãe de dois filhos e, numa ironia particularmente deliciosa para uma autora de romances, é casada com um legítimo cavalheiro italiano.
O livro possui 35 capítulos mais o epílogo, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito pelo ponto de vista do Piers e da Linnett, em terceira pessoa. Ao final tem uma nota da autora que explica a criação do personagem e a relação com os personagens da Disney. Confesso que no início da leitura pensei que não fosse gostar muito do livro. Porém, com o virar das páginas, peguei-me ansiosa para avançar cada vez mais na história. Agora, estou aqui morta de ansiedade para pegar o próximo livro da série.
Por fim, aproveito para registrar que a sequência, “Um beijo à meia-noite”, ainda sem previsão para ser lançado aqui no Brasil, foi inspirado na história da Cinderela, minha princesa favorita. Será que estou ansiosa? Muito!  
Bibliografia da Eloisa James (ordem cronológica):
Quando a bela domou a fera

Livros:
     Quando a Bela domou a Fera – Arqueiro (2017)
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25/04/2017

RESENHA – Simplesmente o paraíso (Julia Quinn)

Julia Quinn
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: QUINN, Julia. Simplesmente o paraíso – série “Quarteto Smythe-Smith”. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2017. 272 páginas. Tradução: Ana Rodrigues.
Gênero: Romance histórico
Temas: família, música, amigo de infância
Categoria: Literatura Estrangeira, Literatura Americana
Ano de lançamento: 2011 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Simplesmente o paraíso (Livro 1), Uma noite como esta (Livro 2), A soma de todos os beijos (Livro 3) e Os mistérios de Sir Richard (Livro 4)



“Era como se nunca o houvesse visto antes. Honoria o encarou nos olhos e viu mais do que cor, mais do que forma. Não importava que a íris fosse castanha e a pupila, negra. Era o fato de ele estar ali e de ela poder vê-lo, cada mínima parte dele, e Honoria pensou...eu o amo”.
E viveram felizes para sempre – Livro 9. (pág. 177)

Leitores, este é o primeiro livro da série “Quarteto Smythe-Smith”. Para quem acompanhou a série “Os Bridgertons”, deve ter percebido que esse quarteto aparece muito por lá. Para quem não sabe, anualmente, a família Smythe-Smith promove um recital. Esse recital é uma tradição da família, em que todas as filhas Smythe-Smith aprendem (ou não) a tocar, desde cedo um instrumento para quando forem apresentadas à sociedade, elas comporem um quarteto. Uma vez formado esse quarteto, a moça permanece até encontrar um marido. O problema é que elas são todas desafinadas. Porém, como é uma tradição, elas não têm como escapar da apresentação.
Aqui no livro vamos conhecer a Honoria Smythe-Smith, violinista do quarteto.  A família dela lembra os Bridgertons, por ser grande e afetuosa. Tanto é que ela tinha cinco irmãos e trinta primos. Quando criança, ela era muito apegada ao seu irmão Daniel. Ela queria estar sempre próxima dele. Inclusive, o apelido que ele deu a ela foi de “carrapato”.
O Daniel, que era uns cinco anos mais velho que ela, formou uma grande amizade, ainda na escola, com o Marcus Holroyd, herdeiro do condado de Chatteris. O Marcus sempre ficava com a família Smythe-Smith nas férias. Tendo em vista que sua mãe havia falecido quando era menino e o pai não era muito afetuoso.
Por conta de um jogo de cartas, em que foi acusado de roubar, o Daniel foi ameaçado de morte e, por causa disso, ele teve que fugir para a Itália. Como a Honoria era a sua única irmã que ainda não havia se casado, ele pediu ao Marcus que cuidasse dela e que não a deixasse se casar com nenhum imbecil.
Já o Marcus, que sempre gostou da família do amigo, passou a frequentar as festas de Londres para afastar os pretendentes indesejáveis da Honoria.
Um belo dia, a Honoria resolveu ir à casa de campo da sua amiga Cecily Royle com as suas primas, Sarah, que também era sua melhor amiga, e Iris. A casa da Cecily era vizinha da casa do Marcus. Como ele era um conde solteiro e bonito, ele se tornou um ótimo partido para as jovens solteiras. Então, a mãe da amiga quis aproveitar a amizade de longa data que a Honoria tinha com ele e fazer uma festa. Como o Marcus queria observar os pretendentes da Honoria, ele resolveu não ir à festa, já que não gostava muito de festas, mas aparecer durante o dia com a desculpa que passeava pelas terras da vizinhança. Todavia, aconteceu um acidente com ele, e por conta desse acidente os dois se aproximaram muito.
Obviamente, não contarei mais nada aqui nessa resenha. Só digo que o livro foi uma delícia de ser lido. O casal é muito fofo e me peguei com um sorriso imaginando a apresentação do recital. Ah, lembrei de uma coisa! A tia avó do Marcus é a condessa Danbury, uma personagem que aparece em quase todos os livros dos Bridgertons. Agora não me recordo se o Marcus apareceu em algum dos livros, mas é provável que sim e que eu não tenha percebido L
 A Julia Quinn, autora do livro, começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
Julia Quinn
Livro autografado
O livro possui 23 capítulos e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito pelo ponto de vista do Marcus e da Honoria, em primeira pessoa. Após o epílogo, é apresentada uma relação com a formação de todos os quartetos que já existiram na família, desde 1807 até 1825, quando a Honoria participou.
Como sou muito fã da Julia já vou pegar o meu próximo livro da série, “Uma noite como esta”, que conta a história do Daniel e da Anne Wynter, governanta que trabalhava na casa da Sarah.
Por fim, gostaria de causar uma invejinha em vocês e dizer que o meu exemplar do livro foi autografado pela Julia Quinn, quando ela esteve aqui em Brasília. Agora, pensem em uma pessoa feliz com este livro.

Bibliografia da JULIA QUINN (ordem cronológica):
Simplesmente o paraíso
Livros:
  • O Duque e Eu – Arqueiro (2013)
  • O Visconde que me amava – Arqueiro (2013)
  • Um perfeito cavalheiro - Arqueiro (2014)
  • Os segredos de Colin Bridgerton – Arqueiro (2014)
  • Para Sir Phillip, Com Amor – Arqueiro (2015)
  • O Conde Enfeitiçado – Arqueiro (2015)

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22/04/2017

RESENHA- A parede branca do meu quarto (Marina Oliveira)

 Ficha técnica:
Referência bibliográfica: OLIVEIRA, Marina. A parede Branca do meu quarto. 1ª edição Brasília, Thesaurus, 2015. 382 páginas.
Gênero: Jovem adulto
Temas: Futuro juvenil, ensino médio, juventude brasiliense, amor, família, paz interior
CategoriaLiteratura brasileira
Ano de lançamento: 2015














“Chorava por coisas quem nem pareciam ter tanta importância.Mas tinham.”
*A Parede Branca do meu quarto (pág.197).

Essa obra literária conta a história da Mariana, uma menina que está indo para o terceiro ano do Ensino Médio em um colégio novo por conta de um vídeo onde ela aparece dando um surto psicótico durante uma prova. O tal vídeo tomou uma proporção tão grande que o fato vira a vida da garota de cabeça para baixo, além de ficar conhecida como a Lunática do PAS, Mariana acaba por se afastar do melhor amigo e tem que se adaptar à nova escola. As coisas realmente ficam complicadas e no livro veremos como essa garota passa por tudo isso e o mais importante, como ela muda diante dos acontecimentos.
Sobre a protagonista, primeiramente gostaria de dizer que nos capítulos iniciais tive vontade de esganá-la. Em seus primeiros dias na escola nova a garota, que é a própria narradora, se mostra muito arrogante, como se fosse superior devido à sua inteligência acima da média. Felizmente, esta é somente uma primeira impressão, muito bem elaborada pela autora, inclusive, já que ao longo dos capítulos ela nos mostra quais partes dos pensamentos de Mariana são inseguranças e quais delas fazem parte da sua real essência. Com o tempo, acreditem, vocês se colocarão no lugar da Mariana, ou melhor, se identificarão com os dilemas que ela está vivendo. 
Quanto aos outros personagens, sua família é muito presente na história, o que eu, particularmente, acho um ponto extremamente positivo e essencial para o desenrolar da trama. Dentre os integrantes dessa família temos o irmão da Mariana, Lucas, que como a própria vai nos cativando aos poucos; a Carla, mãe da dona Mariana, que acaba por ganhar destaque mais para o final do livro; e a Vó Fatinha, de longe a personagem mais carismática de todas, apaixonante, quem não gosta de uma avó que vê além do superficial, que nos dá um afago e também nos leva à realidade de forma sutil? A Vó Fatinha é assim, e ainda por cima traz um pensamento fantástico para o livro, o de que não há distinção entre as religiões. Se elas estiverem no seu coração, há espaço para todas as culturas e pensamentos. Para vocês entenderem melhor, a Vó Fatinha frequenta todos os cultos, de todas as religiões que vocês possam imaginar, ela tem amigos de todos os tipos. Dentro da família ficou faltando comentar apenas do pai da Mariana. Ele representa um certo mistério dentro da história, e a garota em sua narração sempre fala dele com um certo rancor por ele ter deixado a família. Mas quem for ler o livro verá que as coisas nem sempre são como aparentam ser.
Agora comentando sobre os colegas de Mariana nesta trama, temos a Lara e o Maurício como principais na nova escola e o Ian, o amigo de quem ela se distanciou. O que dizer da Lara? Ela é quebra de padrão, eu arriscaria dizer, linda, rica, de cabelos cacheados, morena e fã de bandas coreanas. Lara é realmente uma garota incomparável e fará Mariana conhecer novas facetas de si mesma. Maurício, por sua vez, é um garoto que conquista desde o início, todo na dele, estiloso (cabelo grande) e transparece uma certa segurança. O Ian é uma peça-chave do surto que Mariana deu durante o PAS (programa de avaliação seriada), um certo segredo dele foi descoberto e isso fez Mariana se afastar de quem outrora era seu melhor e único amigo. Ainda sobre o Ian, digo que ele é o personagem de quem eu gostaria de ler mais no livro, mais retalhos dessa amizade poderiam dar um bom toque a este personagem.

O desenvolvimento da história ocorre em um tempo perfeito, ponto de grande importância, pois é o que confere fluidez à leitura. Afinal, ninguém gosta de obras onde os acontecimentos se atropelam ou se arrastam. Ao longo dos capítulos a autora de fato nos prende, e ter que parar para dormir ou fazer qualquer outra coisa pode se tornar um problema. Algo que chama atenção são os títulos dos capítulos: além de servirem como lembretes do que ocorreu em cada um, eles também dão o tom, trazem um sentido a mais.
Com tudo o que disse dá para ver que é um livro que aborda bastante os assuntos como família, amizades e escola. Além disso, ela fala de algo primordial na vida de cada ser humano: o autoconhecimento. Não basta ser alguém, você precisa saber quem você é de verdade, suas limitações e qualidades.
Alguns diriam que se trata de um livro adolescente ou no máximo jovem. Eu digo que é um livro para todos que buscam conhecimento, para os que procuram entender os atos dos que estão ao redor e até mesmo os seus próprios, para os analíticos de plantão.
Se eu tenho mais para falar? Muito, mas quero que os leitores deixem-se envolver por este livro.
Nota à autora: Marina, tudo bem? Queria dizer que te conhecer me deu mais esperança de conseguir fazer perguntas sobre a dona Mariana e suas peripécias, mas gostaria que soubesse que o livro me cativou verdadeiramente, não elogiei pelo fato de ter a certeza de que leria esse post.  Você fez um belíssimo trabalho.



Bibliografia de MARINA OLIVEIRA:

Livros:

  • A Parede Branca do meu quarto - Thesaurus (2015)


É isso, pessoal. Espero que tenham gostado da minha resenha. Saibam que muitas outras estão a caminho.

Obs.: Bem, sempre existem as resenhas e postagens do meu blog pessoal: www.variavels.com

Beijão, até a próxima!!! 

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21/04/2017

Horóscopo dos livros: Touro

Horóscopo dos livros

Olá, leitores da Academia, como vão?

A partir de hoje, 21/04, até o dia 20 de maio o sol estará na casa de Touro. Apesar de não conhecer muitas pessoas desse signo, já ouvi falar que são pessoas muito determinadas.

Nota do editor: Você me conhece, já é mais que o suficiente 😎

Então, vamos ver o que o horóscopo reservou para este signo hoje?

Caso queiram ler o que os astros disseram para os signos de gêmeoscâncerleãovirgemlibra, escorpiãosagitáriocapricórnioaquáriopeixes e áries basta clicar nos respectivos links. ;)



Touro (21 de abril - 20 de maio) - Signo da Terra



De acordo com o site Tão Feminino, descrevemos abaixo o perfil do signo de uma taurina:

O que as taurinas mais querem é criar raízes na vida. A nativa de Touro toma as responsabilidades nas mãos, trabalha duro para alcançar um padrão de vida melhor e não gasta dinheiro com bobagem. Quando tem um objetivo, não há quem faça esta mulher mudar de ideia! A taurina é uma amiga que vai adorar se arrumar junto com você para a balada e terá um abraço firme para animá-la nas horas difíceis (mas ela não tem muito saco para manha, viu?). Não pise no pé dela, porque a nativa de Touro pode ser vingativa. Às vezes, demora a achar uma cara-metade que atenda a todas as suas exigências, mas quando encontra... Ela ativa um charme de sedução irresistível e “pega de jeito”.

Características da pessoa deste signo: teimosa, cautelosa, persistente, determinada, alegre, valente, habilidosa, possessiva...

Lisa Kleypas.
Personagem feminina: Amelia Hathaway do livro “Desejo à Meia-Noite”, da autora Lisa Kleypas. 
Sinopse do livro: Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.
Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?
Breve avaliação da personagem: Ela é uma personagem responsável, pois, após, a morte dos seus pais, ela se dedica, exclusivamente, a cuidar dos seus irmãos mais novos. Ela é uma das personagens mais determinadas e independentes que já conheci. Tem muito senso de responsabilidade com sua família. 

Deborah Harkness. Personagem masculino: Matthew Clermont do livro “A Descoberta das Bruxas”, da autora Deborah Harkness. 
Sinopse do livro: A professora Diana Bishop foi convencida pelo medo de que é melhor ser humana do que bruxa. Mas quando descobre um antigo manuscrito com a origem de espécies sobrenaturais, fica muito próxima do mundo do qual sempre fugiu. Demônios e vampiros passam a cruzar seu caminho, e o instinto de sobrevivência dessas criaturas faz Diana ser uma presa vulnerável. Até que ela seja capaz de dominar os próprios dons e usar seus poderes.
Breve avaliação da personagem: O Matthew é um vampiro determinado e teimoso. Além de ser protetor com a família e com a sua amada, Diana. Ele vai fazer de tudo para cuidar dos familiares que ama.



E aí, leitores, o que acharam das características dos taurinos? 
Até o próximo mês. Vamos aguardar as novidades que os astros trarão para nós!

Astróloga literária (rsrsrs) Gabi Crivellente


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20/04/2017

7 motivos para ler Guanabara Real: A Alcova da Morte

Olá, queridos leitores da Academia! Como devem saber, a Academia acompanhou bem de perto a divulgação da obra Guanabara Real: A Alcova da Morte. Nesse meio tempo fizemos divulgação exclusiva, entrevistamos editor e autores e em breve (quero eu) sai a resenha. Enquanto ela não vem, resolvi estrear uma TAG que já estava querendo fazer a algum tempo, que é uma lista de motivos para dar aquele empurrãozinho aos leitores que estão em duvida se vale ou não a pena ler um determinado livro. Antes de mais nada, quero deixar registrado que trata-se de uma opinião minha (assim como as resenhas) e ninguém é obrigado a segui-las (ou concordar com elas). Ok? Dito isso, vamos à lista:



1- Tem mistério


Você curte um bom mistério? Que te deixa de cabelo em pé a cada nova página? Que te faz devorar o livro em dias só para saber o que rola no final? Eis aqui uma boa adição a sua estante. Guanabara Real apresenta uma trama de mistério que envolve um assassinato na noite de inauguração de um importante monumento construído pelo Barão do Desterro, um dos mais influentes empresários e filantropos do Brasil. Não bastasse isso, no local do crime foram encontrados pictogramas feitos com sangue (e não era o sangue do morto). Quanto mais os protagonistas se embrenham na investigação, mais perguntas aparecem, aumentando ainda mais o mistério do que parecia, ao primeiro momento, ser "apenas" um assassinato.

2- Fantasia nacional


Escrever fantasia no Brasil é algo complicado. Não bastasse todo o preconceito em torno da literatura nacional como um todo, escrever fantasia se torna um desafio ainda maior pelo puro ceticismo dos consumidores desse tipo de literatura que se apoiam (e por vezes comparam) nossos nacionais com obras de grande destaque lá fora, como alguns títulos que frequentemente vemos em editoras como a Leya, Darkside e Record. Isso não é uma discussão para essa lista (talvez em um post específico sobre o assunto). O fato é que temos sim grandes nomes do gênero, embora (ainda) sejam poucos. Posso citar rapidamente: Leonel Caldela, Eduardo Spohr, Affonso Solano e Raphael Draccon. E cada vez que você apoia um, você da oportunidade para outros se aventurarem, trazendo conteúdos cada vez mais, perdão pelo trocadilho, fantásticos a nossa literatura fantástica nacional. E Guanabara Real é um ótimo exemplo de como temos bons expoentes dessa vertente. 

3- Ambientado no Brasil


Isso é algo que defendo com unhas e dentes: o autor que pede valorização de autores nacionais, tem de começar fazendo ele a diferença. Quantas obras não consumimos que se passam no exterior? Porque não ambientar a história em terras nacionais? Pra mim isso faz uma diferença enorme na aproximação com o leitor. Não que isso seja obrigatório nem nada e não existe nenhuma regra que diz que a história de autor x deva se passar no Brasil, mas tem algumas histórias que já li, que ficava pensando: poderia ser ambientado facilmente no Brasil. Existem coisas que simplesmente não fazem sentido dentro da própria narrativa e por vezes isso tira até o prazer da leitura. Quase sempre que pego uma história nacional e vejo que é ambientada no Brasil, fico pensando "não seria legal passar pelo local x que o autor colocou na sua história?" Posso até tentar escrever um Academia Opina sobre o assunto, se vocês se animarem. Sobre Guanabara, embora seja um livro de fantasia retrofuturista, ele é ambientado no Rio de Janeiro (fictício, mas ainda assim, Rio de Janeiro). Eu, como leitor, costumo olhar com um pouco mais de carinho para obras ambientadas em nosso território, embora, novamente, não veja como um problema narrar obra em qualquer canto do universo, desde que tenha uma proposta legal dentro da trama.


4- Vilão Foda (sim, com F maiúsculo)


Não adianta colocar em uma história grandes heróis, se o vilão não está à altura (ou acima) destes. E o vilão de Guanabara Real é tão foda, mas tão foda, que ninguém conseguiu descobrir o que ele fez até ser tarde demais. Se brincar, nem o narrador sabia até ler a última página rs. Além de dar muita dor de cabeça para os protagonistas, o final épico (e com gosto de quero MUITO mais) foi obra dele. Obviamente, não me estenderei nesse ponto, já que é um spoiler gigantesco enaltecer ainda mais o vilão da história. Nem preciso dizer que terá continuação, né?

5- Crítica Social 


Guanabara Real apresenta em sua narrativa muitas críticas à sociedade. A começar pela desigualdade social, retratada nas histórias de alguns personagens da trama e no próprio cenário que é o Rio de Janeiro até os dias atuais, com favelas sem saneamento básico para os pobres e opulentas mansões para os ricos. Eles em sua opulência e o pobre em sua miséria. O racismo, questões de gênero e o machismo também são pontos muito bem explorados na trama. E tudo isso é feito de forma natural dentro do que é proposto na história, sem forçar barra, sem levantar bandeiras. Apenas mostrando a coisa como ela realmente é.

6- Quebra estereótipos 


A líder da agência Guanabara Real é uma mulher. Um dos associados é um engenheiro negro. E o terceiro tem traços indígenas, é bissexual e lida com ocultismo. Dai você pergunta: sim, e dai? E eu respondo: estamos falando de uma obra ambientada no final do século XIX, onde o preconceito imperava escancarado na sociedade. Então imagine esses três, seres tão distintos do que a sociedade chamava na época de "gente civilizada" enfrentando tudo e todos para trazer justiça? Fora isso, apenas o simples fato de termos representantes das pretensas minorias como protagonistas, por si só, é algo digno de nota.


7- É uma obra escrita por três autores


Isso mesmo que você leu! Guanabara Real foi idealizado e escrito pelas mãos habilidosas de três autores nacionais. São eles: Andre Zanki Cordenonsi, Enéias TavaresNikelen Witter! Cada qual responsável por dar vida aos personagens Firmino Boaventura, Remy Rudá e Maria Tereza Floresta, respectivamente. Cada capítulo é narrado pela ótica de um dos personagens centrais da trama e é possível notar as peculiaridades na construção do texto de cada um, sem que isso prejudique a dinâmica do livro. Nunca tinha lido uma obra nesse formato e adorei a experiência.

Da esquerda para a direita: Andre Zanki Cordenonsi, Enéias Tavares e Nikelen Witter

É isso, queridos leitores! Espero ter ajudado vocês a darem uma chance a esse livro fantástico. Não só ele, mas a literatura fantástica nacional, que acreditem, tem um potencial enorme no Brasil e precisa demais do seu apoio.

E se estiverem pensando em adquirir o livro, saiba que ele está com desconto de 20% na Saraiva! Se este post te ajudou clique aqui e compre o seu exemplar ;)

Até a próxima.

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18/04/2017

RESENHA - A CABANA (William P. Young)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: YOUNG, William P.; tradução de Alves Calado. A Cabana. 1ª edição. São Paulo: Arqueiro, 2017. 248 páginas.
Gênero: Ficção.
Temas: Superação. Deus. Assassinato.
Categoria: Literatura Estrangeira. Literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2008.











“Mack concentrou-se no caminho. Enquanto rodeava as árvores, viu pela primeira vez um magnífico jardim e pomar, contido num terreno que não teria mais de 4 mil metros quadrados. Mack imaginara um jardim em estilo inglês, perfeitamente cuidado e organizado. Não era assim!
Era um caos de cores. Jorros ofuscantes de flores se espalhavam em meio a legumes, verduras e ervas plantados aleatoriamente, um tipo de vegetação que Mack nunca vira. Era confuso, espantoso e incrivelmente lindo.”
*A Cabana (pág. 121).

A ‘Grande Tristeza’ anda lado a lado com Mackenzie Allen Phillips desde a morte da sua filha mais nova, Missy. A criança foi sequestrada e o corpo nunca foi encontrado – apenas o vestido que ela vestia antes de sumir. A roupa foi achada ensanguentada em uma cabana velha, e Mack nunca esqueceu aquele lugar. 
Um dia ele recebe uma carta inesperada: Deus o convida para um encontro onde os seus pesadelos moram, naquela terrível cabana. Ele, então, aproveita a saída da esposa Nan e dos filhos em um fim de semana e vai até o local, sem saber se encontrará Deus, o assassino de Missy, ou pior: nada.
William P. Young nos leva a uma aventura ao lado de Mack, o homem que, compreensivelmente, se revoltou contra Deus após  o sumiço da filha mais nova. Ele não se conforma com a maneira como a vida dela foi tirada tão repentinamente. Nan, a mãe de Missy e esposa dele, é diferente: ela tem um apego especial com Papai, como ela chama Deus. 
A primeira parte do livro pode desestimular a leitura. Ela é monótona, melancólica e triste, sem atrativos para acompanhar o ritmo da história. O Mack do início é um homem comum que frequenta a igreja mas não se contenta nem se conforma com a visão que tem de Deus. Ao receber a carta, porém, tudo muda. Nós, então, vibramos com a possibilidade de uma história empolgante. E é exatamente isso que o autor nos dá. 
Mack conhece Deus (Papai), Jesus e Sarayu (o Espírito Santo). O autor estudou teologia e por isso podemos perceber em inúmeras passagens que ele acrescenta explicações e bases religiosas para os personagens criados por ele. Esses, por sua vez, personificam grupos que historicamente sofrem preconceitos: Papai é uma mulher negra e gorda; Jesus é israelense; Sarayu é oriental. A representação dessas pessoas é um dos grandes acertos da trama. 

Edição especial de 10 anos de "A Cabana", publicada pela Arqueiro em 2017 

A edição especial de 10 anos de lançamento da obra – publicada pela Arqueiro aqui no Brasil – traz novidades. Além da capa ser uma cena do filme baseado na história de William P. Young – lançado neste mês –, há outras fotos dentro do livro, que mostram um pouco da representação dos personagens nas telonas. Há também uma nota do autor contando como a obra foi escrita e de que forma ela se tornou um sucesso de vendas. “A Cabana” foi traduzida para 50 idiomas e já vendeu 20 milhões de cópias pelo mundo.
Deus é tudo que a gente imagina de bom. William P. Young não nos acrescenta nada mais além da bondade divina que todos nós conhecemos. Apesar disso, vale a pena descobrir como se configuram intimamente esses três personagens. Podemos acompanhar também a "cura" da alma de Mack. Ele passa poucos dias com Papai e os demais em um ambiente celestial, que impressiona pelas transformações incomuns da natureza.

"- Mack, eu crio um bem incrível a partir de tragédias indescritíveis, mas isso não significa que eu as orquestre. Nunca pense que o fato de eu usar algo para um bem maior significa que eu o provoquei ou que preciso dele para realizar meus propósitos. Essa crença só vai levá-lo a ideias falsas a meu respeito. A graça não depende da existência do sofrimento, mas onde há sofrimento você encontrará a graça de inúmeras maneiras."  *A Cabana, pág. 177.

O livro é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente. A trama é fluida e o foco narrativo se restringe à mudança de Mack em relação ao seu relacionamento com Papai. A aventura do protagonista nos leva a um mundo perfeito, onde tudo é florido e é sempre verão – o que torna a leitura agradável, uma boa companhia em meio à correria do dia a dia.
William P. Young tem uma trajetória incomum: ele foi criado por pais missionários em uma tribo indígena em montanhas da antiga Nova Guiné Holandesa. Para pagar os estudos, trabalhou como DJ, salva-vidas e teve outros empregos temporários. Ele é formado em Religião, no Oregon, EUA.
“A Cabana” é um daqueles livros que nos deleitam por ser leve e nos proporcionar uma história que, apesar de triste, ainda assim é sobre felicidade e superação. Indico esse livro para aqueles que gostam de narrativas que envolvem o mundo espiritual e demonstram a força que a fé tem – ou pode ter – na vida dos personagens. Você pode ser ateu, mas se for um leitor de mente aberta, esse livro também pode te agradar.



Bibliografia de WILLIAM P. YOUNG (ordem cronológica):

Livros:
  • A Cabana – Sextante (2008).
  • A Travessia – Arqueiro (2012).
  • Eva – Arqueiro (2015).  
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17/04/2017

Clube do Livro - Todo Mundo Vê Formigas

Olá, queridos leitores da Academia! Esse mês tem clube do livro! 

O que é?

Alô leitores de Brasilia!
Ta chegando mais um clube do livro e dessa vez vamos com a Editora Gutenberg! O livro da vez é da maravilhosa ASKing, Todo mundo vê formigas! Com todo o suporte da Livraria Cultura e do blog mediador Nem um pouco epico e Academia Literária, temos um encontro marcado. Leia o livro e participe! Esperamos você! A entrada é gratuita!

Quando?

Dia 22 de Abril (sábado), às 16h00

Onde? 

Livraria Cultura - Casa Park

Link do evento: aqui.


Mapa:


Vamos?

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