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19/01/2018

Fazer ou não fazer críticas “negativas” de obras nacionais?


            Não muito tempo atrás publiquei um Academia Opina sobre como os leitores poderiam ajudar autores nacionais sem gastar muito com isso. Não viu? Olha aqui o post. Depois de publicado e receber elogios de alguns autores pela iniciativa, perguntei no stories do nosso Instagram (SIGA NOSSAS REDES! ❤) se os leitores que nos acompanham praticavam alguma boa ação para com a Literatura Nacional. Foi com felicidade que recebi no direct respostas de alguns leitores da Academia com depoimentos de suas ações e sugestões para alavancar a carreira dos autores nacionais sem necessariamente ter de comprar o livro.
            Porém, foi o direct da Luiza, do blog Choque Literário (visitem o blog!) que mais me chamou atenção. Ela disse o seguinte: eu tenho uma duvida sobre isso! Mesmo que o feedback seja negativo? (ela estava se referindo a resenhas “negativas” sobre os livros). Porque o que eu vejo às vezes são os autores ficarem chateados e não conversarem mais com você, aconteceu com parceiros aqui do blog”.
            Tentei dar uma resposta opinando sobre o assunto, mas era impossível dar todas as minhas impressões sobre essa questão em um único storie (ou seria stories? Me ajudem ai!). Resolvi então fazer um “Academia Opina” e o tema de hoje é: devo ou não fazer críticas “negativas” de obras nacionais?

Obs: a palavra negativa aparece entre aspas porque sabemos que nem sempre a crítica negativa é depreciativa.

               Antes de destrinchar sobre o assunto, vamos entender o que é uma crítica. De acordo com o Dicio (Dicionário Online de Português): crítica é a análise avaliativa de alguma coisa. Ação de julgar ou de criticar: "submeteu o livro à crítica do professor". Dentro da Literatura é a atividade que consiste na examinação e avaliação de uma obra. Ok, entendido o que é crítica, precisamos agora dividi-las em dois aspectos: a crítica construtiva e a crítica destrutiva. Vamos olhar uma por uma para voc entenderem onde quero chegar:

Crítica construtiva – são críticas que podem ajudar o outro a refletir sobre algo. Seu principal objetivo é ajudar a pessoa a melhorar em algum aspecto e progredir. Nota: Esse tipo de crítica pode ser mal interpretada e algumas vezes entendida como ataque. A pessoa que recebe a crítica precisa estar disposto e receptivo para ouvir.

Crítica destrutiva – são críticas que ofendem, agridem ou denigrem a imagem de outro. Podem vir em forma de acusação e quem escuta/lê esse tipo de crítica costuma se sentir  desqualificado e inferiorizado. Nota: Nem sempre uma pessoa que faz uma crítica destrutiva é uma pessoa má.


            Estamos entendidos? Agora vem a parte que nos interessa: li um livro e não gostei da história. Devo ou não fazer uma resenha/crítica “negativa”? Na verdade a pergunta que você deve se fazer é: Eu sei fazer uma resenha/crítica que irá apontar as falhas da obra de forma coerente e respeitosa, com o objetivo de ajudar o autor a melhorar sempre e não simplesmente atacar a pessoa do autor? É importante separar o "profissional escritor" da "pessoa escritor". Como qualquer pessoa em qualquer profissão, são "duas entidades" diferentes dividindo o mesmo corpo. E é de suma importância que qualquer pessoa que usufrua do trabalho desse profissional, ficando satisfeita ou não, saiba fazer essa diferenciação. Você pode avaliar o trabalho, não a pessoa.
          Agora vamos supor que você sabe diferenciar os dois e você sabe a diferença entre crítica construtiva e crítica destrutiva. Devo publicar uma resenha “negativa”? A resposta é: SIM!!!. Você pode (ou deve, depende de você). Você não é obrigado a nada, mas se for o seu desejo falar sobre um determinado livro, fale!
   Quero que todos vocês entendam uma coisa: ainda que intrinsecamente ligado à várias setores do mercado editorial, o trabalho dos blogueiros tem como foco os leitores. Fazendo uma analogia: um arquiteto não faz um projeto de arquitetura para agradar outros arquitetos e engenheiros, ele faz para atender as necessidades de seu cliente, o usuário final do espaço construído. Do mesmo modo, ao fazermos uma resenha de um livro, nós blogueiros temos que atender as necessidades dos leitores (o consumidor final), oferecendo a eles nossa opinião sincera e uma análise pautada em nossa experiência e conhecimento acerca do assunto. Apontar acertos e falhas de uma obra literária, qualquer que seja ela, além de refletir em seu público alvo, os leitores (influenciando ou não em seus escolhas de leitura), pode também impactar de alguma forma outros membros da cadeia produtiva do mercado editorial (escritores, editoras, outros blogueiros, etc). Traduzindo: o trabalho do blogueiro é agradar os leitores, e não os escritores ou as editoras ou os outros blogueiros. E quando eu digo agradar, não é fazer qualquer coisa só para ter aprovação de meia dúzia de pessoas. É ser verdadeiro no que diz, transparente, coeso e ciente do que está entregando para o leitor.
   Como blogueiros, somos influenciadores digitais e como tal, nossa palavra pode ser a diferença para um leitor apostar ou não em um livro. Já tivemos casos aqui de leitores que compraram livros porque dissemos que era bom e sei que muitos leitores levam em consideração a opinião de outros colegas blogueiros. Agora imagine a seguinte situação: você, leitor, lê uma resenha super elogiosa sobre uma obra que você desconhecia ou que até conhecia mas estava em dúvida se valeria a pena ou não incluir na sua lista de leitura. Então, convencido pela resenha, você compra o tal livro e, ao lê-lo, você se decepciona amargamente. Mas, veja bem, a leitura é decepcionante não porque você não se identificou com a história ou com os personagens ou ainda com o estilo literário (ou seja, por questões de gosto pessoal). Você se decepcionou porque a narrativa foi mal construída, porque há falhas na lógica estabelecida, porque os diálogos são pobres e superficiais, porque não há construção de personagens ou por qualquer um dos tantos outros tipos de falhas que denotam uma história mal elaborada. Aí você se pergunta: como um livro tão ruim recebeu uma resenha tão boa? Certamente você irá concluir que ou o(a) blogueiro(a) que fez a resenha omitiu informações ou, pior ainda, mentiu descaradamente (por qualquer que seja o motivo). Resultado: adeus credibilidade!
          Vocês devem saber que, por mais que nos esforcemos para ser o mais sinceros, idôneos e respeitosos possível, nossa credibilidade como blogueiros é posta em xeque toda vez que publicamos uma resenha. Opiniões divergentes sempre vão existir.e sempre existem aqueles haters que adoram "causar". Se dizendo a verdade isso já acontece, imagina omitindo fatos. Massssssssssssss entenda que é importante saber o que você está escrevendo e avaliar uma obra não pelo seu gosto pessoal, mas pela qualidade (ou falta dela) na narrativa em questão. E por falar em gosto pessoal, listei 3 situações que podem influenciar uma resenha “negativa”.

1- O livro não é meu gênero de leitura

       Essa é bem comum: você pegou parceria com um autor que não escreve sobre o gênero que você, blogueiro, não gosta. Acontece. Exemplo pessoal: eu não gosto de romances. Sério, não consigo me identificar. Uma vez eu li um livro que tinha um romance "pesado" e toda aquela trama melosa não me descia e eu ainda achava a protagonista meio “blerg”. O que eu fiz? Dei o livro para minha colunista ler. Eu não tinha capacidade de escrever uma resenha daquele livro porque não era um gênero que eu curtia e aquilo provavelmente influenciaria minha resenha. E isso é um dos grandes problemas de blogueiros que aceitam “qualquer” parceria e de autores que não avaliam bem os blogueiros que querem para parcerias.
Entretanto, vejam bem, não estou dizendo que isso sempre acontece, só que acontece com alguma frequência. Podemos sim nos deliciar e surpreender com obras de gêneros que não lemos e até recomendo que façamos isso com alguma regularidade. “Mas você acabou de dizer que não lê romance!”. Eu disse que detesto romance, não que não leio. Quer um exemplo pessoal? Leiam a trilogia “A Caçadora” da autora Vivianne Fair. Nunca soltei tanto “affz” na minha vida (por conta da carga romântica da obra) e adorei a história. Tem resenha dos três volumes “aqui”.
Ah, esqueci de mencionar: minha colunista amou a história.


2- Não gostei do personagem tal

     Outra bem comum. A pessoa detestou a obra por conta de um personagem, mas sua resenha se concentra unicamente em falar mal desse personagem, pois por algum motivo você não foi com a cara dele (Eu já li resenha assim). E o resto da história? Será que um único personagem (mesmo que seja o principal) é suficiente para derrubar toda uma história? Não tem pontos positivos? Ninguém para recomendar?
Na minha opinião todo livro deve ser lido. Alguém, em algum lugar do planeta vai se identificar com a história que você não gostou, tenho 99,9% de certeza. Pode falar que não gostou do personagem X? Claro! Mas tem de deixar claro que aquela é uma visão SUA e não generalizar. Às vezes você está desencorajando pessoas que poderiam estar amando aquela história a troco de uma opinião pessoal. Lembram-se do exemplo que dei acima? Do livro da Vivianne? Tem umas atitudes da Jéssica (a protagonista) que não curti muito e falei na resenha. E continuei gostando da obra. Foi só uma opinião pessoal que de forma alguma deve usar como argumento chave na resenha, afinal, um livro não é feito apenas de um personagem (por mais que as vezes tenha apenas um personagem na trama toda).

3- O livro tem sexo demais (coloque aqui outro tema, como violência)

   Digamos que por algum motivo qualquer você, blogueiro, não gosta de narrativas de sexo em um livro. Mas que por alguma razão do destino você pegou um livro hot para ler (em razão de alguma parceria, talvez). No fim do livro você está puto(a) da vida porque o livro “só tem sexo”. Sua crítica se baseia no fato do autor(a) ter focado demais no sexo. E vamos supor que o foco do texto seja realmente esse. Entende que esse tipo de crítica não está refletindo no teor da obra e sim no seu gosto pessoal? É importante deixar claro que você não gostou porque esse é o seu gosto e não porque o livro é narrativamente mal construído nesse aspecto. E se for, deixei claro também sua opinião sobre as tais falhas.


            Podem observar que nenhum desses tópicos a culpa é do autor. É o gosto pessoal do blogueiro. E não tem nada de errado não gostar de algo. Somos livres para decidir o que gostamos ou não e mais livres ainda para expor nossas opiniões (respeitando o próximo, obviamente). Então, colegas blogueiros, criticar um livro somente por não ter gostado de um personagem, não é uma resenha/crítica. É só um comentário pessoal. E falar “não gostei do livro por conta de fulano”, não é uma resenha. Isso deve vir acompanhado de outros aspectos, como a qualidade da narrativa, o uso correto da ortografia, o que é ou não crível dentro da história… etc. E esse tipo de opinião, autor, não deve ser levado como uma verdade absoluta para definir a qualidade de sua obra, afinal, outros podem gostar do seu personagem.
            E para meus colegas deixo o conselho: escolha bem os autores com os quais querem uma parceria. Veja outras resenhas, analise o estilo de escrita do autor. Veja se você se identifica. Se mesmo assim você foi lá, fez força para ler e não se identificou com a história por um motivo pessoal, cuidado com sua resenha/crítica. E se a obra não for boa mesmo, como diz o ditado: “desce a lenha”. Não tenha medo de apontar falhas. Você pode até não ser um crítico literário (aquele cara que estudou para isso), mas no fim das contas você é um leitor tanto quanto aquelas pessoas na qual você está passando a mensagem. Essa é a essência dos blogueiros. Apesar de sermos profissionais,  porque eu me vejo como profissional e você, colega blogueiro, mesmo que encare como um hobby, deve se ver também,  no fundo, somos como cada um de vocês que leem blogs: leitores. E obviamente, vamos expor nossas opiniões de forma a não denegrir a imagem de ninguém.

O lado do autor

            Agora vamos analisar o outro lado da moeda: os autores nacionais tem pavor de resenha “negativa” e com certa razão. Ser autor no Brasil é uma parada muito louca. E quando digo louca, não é louca de quando você você faz algo impensado, é louco das pessoas acharem o autor biruta por seguir esse caminho e não o de Médico ou Engenheiro (coloque aqui a profissão que seus pais já disseram que era o melhor para o seu futuro). Não vou estender muito sobre o assunto (outro Academia Opina sobre vida de autor, quem sabe), mas grande parte dos autores já é pouco lido com todo mundo elogiando suas obras, então imagem só se um blogueiro detona o livro em uma resenha. 
Essa é uma das principais razões (que eu vejo por aí) para um autor detestar quem publique resenhas “negativas” de suas obras. Eu disse principais e não única, certo? Existe o autor que acha que é o senhor das letras, intocável (tem blogueiro assim também). Esses não vão encontrar falhas em suas obras e atacam blogueiros que “falam mal” de seus livros. Uma amiga blogueira sofreu de um ataque gratuito por ter dado sua opinião sobre o livro de um autor x. Não lembro exatamente o contexto, mas sei que rolou de xingamento para baixo e até um “chamado às armas”, onde a autora em questão chamou um fã clube para denegrir a menina. Claro que não é todo mundo que faz isso. Tem autores maravilhosos espalhados por aí que não só aceitam, como levam pra frente as opiniões daqueles que leem suas obras.
Esse é só um exemplo de que existem autores que não sabem levar numa boa (e para o lado profissional) uma crítica. E de blogueiros que tem receio (diria até medo) de escrever resenhas/críticas negativas. Tem uns que nem parcerias fazem mais por causa desse tipo de situação. Porque se tem uma coisa que a história nos conta é que levou para o lado pessoal (atacando ou se defendendo) é confusão na certa. O caso mais absurdo que ouvi falar do assunto foi de um autor Y que disse o seguinte para o blogueiro: não gostei da sua resenha (a pessoa leu antes de ir ao ar), não quero que você publique.
Vou nem comentar.
Então, querido autor, antes de enviar sua obra ao blogueiro, pergunte o gênero que ele mais se identifica. Veja suas resenhas. Analise seu contato com outros autores. Se você não tem noção de como faz isso (vou vender meu peixe SIM) a Academia faz consultoria na área. Temos uma rede de colegas, experiência com editoras, outros autores e profissionais da área, podemos analisar e apontar caminhos para você investir o seu suado livro (mais informações, envia e-mail pra gente).
Esses simples gestos podem fazer uma diferença enorme e evitar possíveis dores de cabeça. Novamente, essa não é uma regra que deve ser seguida, é só uma recomendação. E porfavorzinho: um blogueiro fez a resenha do seu livro, o mínimo que você pode fazer é ir lá, deixar um comentário, curtir e compartilhar nas suas redes. É impressionante o tanto de autor que não dá valor a esse pequeno gesto. Eu vejo blogueiros surtando de felicidade quando um autor curte uma foto no Instagram, imagina compartilhar uma resenha! Aliás, parabéns aos autores (e editoras) que têm esse carinho com os blogueiros. Sério, fico extremamente chateado (ficava, no caso. Deixei de ligar para essas coisas) quando fazia a resenha do livro de um autor que sabia que eu estava lendo o livro dele e ele nem se dar ao trabalho (sendo que isso nem dá trabalho) de mostrar para a rede de leitores dele o que eu tinha feito. Concordam que todos saem ganhando?
Valorizem o trabalho do blogueiro.
Valorizem o trabalho do autor.
Tem espaço para todo mundo. Pode não parecer, mas tem.

         Agora a pergunta que eu sei que alguns de vocês devem estar querendo fazer: Luciano, você já deixou de publicar uma resenha negativa?
            Sim, uma vez.
            É, não sou perfeito.
            Não, não vou dizer qual. 

            Beijos e abraços.


          Querido leitor, agradeço demais se você chegou até aqui (palmas). Sei que o texto é grande, mas não tinha como abordar o assunto de forma leviana. Ainda acho que não falei o suficiente, mas posso muito bem fazer uma parte 2 sobre o assunto, basta vocês demonstrarem interesse.
E Luiza, se um autor leu sua resenha “negativa”, não absorveu as críticas e não quis mais saber de falar com você, deixa ir. Não tem porque se preocupar com pessoas assim. E se ela “xingar muito no Twitter”, deixa xingar. Você tem convicção do que escreveu, não deve descer ao mesmo nível. E se você algum dia errar, saiba reconhecer o erro. Não há vergonha alguma em admitir que errou. Lembre-se também que existem outras dezenas de autores doidos para saber as suas impressões de suas obras. Uma pessoa que abandona o barco porque você tem uma opinião divergente da dela não deve ser chamado de parceiro. Pode chamar de qualquer coisa, menos de parceiro.


Até a próxima.


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17/01/2018

Douglas MCT anuncia novo projeto em parceria com a AVEC Editora



           Respondam rápido: quando se fala em monstros clássicos, qual o primeiro que vem a sua cabeça? Na minha vem o Vampiro na hora. Eu curto muito toda a mitologia acerca dos chupadores de sangue e apesar de não ser um grande consumidor da literatura vampiresca, respeito muito. Mas o que isso tem a ver com o post de hoje, vocês provavelmente estão se perguntando.

Bom, é que o autor Douglas MCT (que já apareceu aqui no blog com a resenha do livro O Coletor deAlmas) anunciou recentemente que está trabalhando em seu novo livro e que a editora AVEC, nossa parceira, é sua nova casa editorial. E é claro que como parceiros dessa ótima editora, embarcamos na proposta e estamos ansiosos para ver esse livro chegar nas livrarias e nas mãos dos nossos leitores! Mas chega de enrolação, conheçam a nova obra do autor intitulada: "Betina Vlad e o Castelo da Noite Eterna".


A obra:

"Os famosos monstros da literatura e do cinema realmente existem! Eles acabam gerando filhos, com sua herança sobrenatural. Apenas alguns descobrem sua identidade - de um jeito sempre terrível - e conseguem chegar ao Castelo da Noite Eterna, uma fortaleza de monstros na Transilvânia dedicada ao treinamento de jovens sobrenaturais. Essa é a revelação que leva a garota brasileira Betina Vlad a uma incrível aventura por um mundo escuro e cheio de mistérios, na morada de seu verdadeiro pai – Drácula! Com a ajuda do lobisomem Tyrone Talbot e de Adam - um dos filhos de Frankenstein -, Betina tenta resgatar uma menina sobrenatural das garras da perigosa Inquisição Branca, ao mesmo tempo que a turma passa a ser perseguida por caçadores de monstros, entre eles Van Helsing. Em meio aos perigos dessa jornada, Betina precisa confrontar um pai que ela não conhece e lidar com uma cruel traição"




Sobre o autor:

Douglas MCT cursou Criação e Produção Audiovisual e no momento atua como roteirista de quadrinhos, filmes, games e desenhos animados. Editor-Chefe da revista Neo Tokyo, também escreveu para as HQs da Turma da Mônica, é criador e roteirista dos mangás Hansel&Gretel e Dez Desejos, e das animações da Galera Animal para a TV Globo. Autor do livro O Coletor de Almas e da série Necrópolis, ainda possui vários contos publicados.

Além do anúncio da capa e sinopse, o autor ainda disse que esse é apenas o primeiro volume de uma série chamada "Betina Vlad e os Sobrenaturais". Então podem aguardar que outros monstros clássicos devem dar as caras nessas obras! Vocês chutam qual? Aposto no Lobisomem.
A obra ainda não tem data certa de lançamento, mas deve sair ainda nesse semestre pela AVEC Editora. A capa e as ilustrações ficam a cargo do talentoso Michel Mims. Ficaram curiosos? Acompanhem a página oficial do livro e fiquem por dentro das novidades!



Até a próxima!
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16/01/2018

RESENHA – Fique comigo (J. Lynn)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: Lynn, J. Fique comigo – série “espero por você”. 1ª edição. Ribeirão Preto/SP, Novo Conceito, 2017. 384 páginas. Tradução: Paulo Polzonoff Junior
Gênero: Ficção, Romance, New Adult
Temas: segredos, superação, confiança, agressão doméstica
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2014 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Esperopor você (Livro 1) e Fique comigo (Livro 2)



“As palavras de um ébrio eram as reflexões de um sóbrio”.
Fique comigo – Livro 2 (posição 796 - E-book via Amazon)




Queridos leitores, este é o segundo livro da série “espero por você”. O primeiro livro contou a história do Cam e da Avery. Este livro conta a história da Teresa Hamilton (Tess), irmã mais nova do Cam, e do Jase Winstead, melhor amigo do Cam.
 (Atenção: cuidado com o spoiler do livro “espero por você” neste parágrafo) A Teresa, para quem não leu o livro anterior, tinha esperança de se tornar bailarina profissional. Porém, por conta de um acidade, que culminou no rompimento de ligamento do joelho, a garota estava afastada da dança até se recuperar. Por conta do acidente, ela foi para a mesma universidade do irmão. Contudo, para não ficar na “asa” do Cam ela resolveu dividir um quarto com a Debbie Lamb, apartamento no residencial West Woods.
Desde o primeiro momento em que ela conheceu o Jase, quando tinha dezesseis anos, ela se encantou pelo garoto. Sendo que em uma das visitas dele, os dois ficaram. Infelizmente, após o beijo, ele ignorou todas as mensagens da garota e não mantiveram mais contato, até que ela foi para faculdade.
O Jase era um rapaz muito apegado à família, principalmente ao seu irmão mais novo, Jack. Apesar de ser um gato (dizem que ele é até mais bonito que o Cam), o Jase nunca se envolveu emocionalmente com uma garota. Contudo, a irmã mais nova do seu amigo mexeu muito com ele.
Leitores, eu tiro o meu chapéu para a Tess, sério! Essa garota é muito forte, afinal ela superou com maestria todos os obstáculos que a vida colocou na sua frente, como as agressões físicas causadas pelo Jeremy, seu ex-namorado. Além disso, ela teve que conciliar toda o drama emocional que era o Jase, pois, apesar de ele se mostrar muito apaixonado por ela, o rapaz não conseguia aprofundar a relação deles, por conta de alguns segredos do passado (obvio que não vou contar) que poderia afetar o futuro.
Confesso que esperava com pouco mais do Jase, talvez eu o tenha comparado muito com o Cam – personagem que eu amei. Porém, no decorrer da história, eu compreendi várias das atitudes dele.
Este livro é repleto de supressão, acho que essa é a melhor palavra para descrever. Ele aborda a temática da agressão doméstica, que é tão comum na vida de várias mulheres, infelizmente.
A J. Lynn, também conhecida como Jennifer L. Armentrout, é best-seller internacional com mais de 1 milhão de livros vendidos e número 1 da lista do New York Times. Ela vive em Martinsburg, West Virginia. Quando não está concentrada escrevendo, ela passa o tempo lendo, assistindo a filmes B de zumbi e curtindo ao lado do marido e do seu jack russell, Loki. O sonho de virar uma escritora começou na aula de álgebra. Ela passava a maior parte do tempo escrevendo contos – o que explica as péssimas notas em matemática. Jennifer é autora de paranormais para jovens, ficção científica e fantasia.
O livro possui 32 capítulos e foi escrito em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Teresa. Gostei do livro e já estou ansiosa pela continuação da série, que contará a história da Calla Fritz, amiga da Tess, e do Jackson James. Ressalto que entre o primeiro e o segundo livro, foram lançados dois contos, sobre o Cam e a Avery.


Bibliografia da J. LYNN (ordem cronológica):

Livros:
  • Obsidiana – Valentina (2015)
  • Ônix – Valentina (2016)
  • Opala – Valentina (2017)
  • Espero por você – Novo Conceito (2017)
  • Fique comigo – Novo Conceito (2017)
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15/01/2018

Li 24 livros em 2017 - grande parte foi dentro do ônibus


Oi! Como vocês estão? Há um ano, mal 2017 havia começado e me desafiei a ler 24 livros para chegar até a média de dois por mês. Consegui concluir a meta em meio às crises de ansiedade, incertezas da vida e aflição de concluir a faculdade. Algumas obras estavam em mente desde o início, mas o interesse em outras foi surgindo ao longo dos 12 meses. 

Em resumo, retomei os títulos indicados no ensino médio e, entre os contemporâneos, conheci até séries eróticas. O resultado foi ótimo! Não folheei dois livros (físicos ou eBooks) em cada mês: em alguns li três ou quatro e, em outros apenas um. Como são muitos, destaco alguns neste post. 

As viagens diárias de ônibus de Luziânia para Brasília, e vice-versa, foram minhas grandes aliadas. No balanço do baú voltei à narrativa irônica de Machado de Assis, capaz de deixar histórias do cotidiano mais atrativas que incríveis aventuras. Reli "Dom Casmurro" e conheci "Quincas Borba". 

Tive o prazer de descobrir a profundeza da escrita de Clarice Lispector, em "Perto do Coração Selvagem", além de me divertir com as peripécias vividas pelos personagens de Audrey Carlan, autora de "A Garota do Calendário".

Dois livros em especial me perturbaram – no bom sentido, se é que isso existe – por me tirarem da minha cômoda mania (adquirida durante a parceria com a Arqueiro) de devorar romances de época. O primeiro foi o clássico “O Médico e o Monstro”, que sempre ouvi falar, mas nunca antes havia tido motivação ou curiosidade para ler. Fui tola! Se tivesse conhecido as palavras de Robert Louis Stevenson mais nova, constataria mais cedo o quão extraordinária é a humanidade nos pequeninos detalhes.

O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
A outra surpresa foi “Tony e Susan”, uma trama policial de Austin Wright. Para quem não sabe, o título inspirou o filme “Animais Noturnos”, estrelado por Jake Gyllenhaal e Amy Adams. A obra tem uma história dentro da outra: a personagem principal recebe o livro do ex-marido, no qual há o violento e angustiante percurso percorrido pelo protagonista após o sequestro da esposa e da filha. Do início ao fim é provocativo, curioso e excitante.

Tony e Susan, de Austin Wright
Entre os brasileiros, li “As letras do amor”, de Paula Ottoni, e “Noites de Sol”, do Bruno Bucis. Os dois discorrem sobre a vida de adolescentes que se veem, de um dia para o outro, precisando enfrentar decisões da vida adulta. Muito bem construídos, merecem ser explorados por leitores de todo o mundo.

Bom, queria ter conhecido muitas outras histórias naqueles 365 dias, mas 2018 chegou e tenho vários dias pela frente para colocar isso em prática. 

Veja a lista completa dos livros lidos por mim em 2017:
  • A Perversa (Tarryn Fisher);
  • O Impostor (Tarryn Fisher);
  • As Letras do Amor (Paula Ottoni);
  • Escândalos de Cetim (Loretta Chase);
  • Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector);
  • Escândalos na Primavera (Lisa Kleypas);
  • A Cabana (William P. Young);
  • Tony e Susan (Austin Wright);
  • As Vantagens de ser Invisível (Stephen Chbosky);
  •  O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson);
  •  Boneco de Pano (Daniel Cole);
  •  Dom Casmurro (Machado de Assis);
  •  A Garota do Calendário – Janeiro (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Fevereiro (Audrey Carlan);
  •  Água para Elefantes (Sara Gruen);
  •  Quincas Borba (Machado de Assis);
  •  Fuck Love – Louco Amor (Tarryn Fisher);
  •  O Diamante (J. Courtney Sullivan);
  •  Jane Austen – Uma Vida Revelada (Catherine Reef);
  •  Inverno Russo (Daphne Kalotay);
  •  Noites de Sol (Bruno Bucis);
  •  A Garota do Calendário – Março (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Abril (Audrey Carlan);
  •  A Historia De Raven Queen (Shannon Hale). 


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11/01/2018

A Era dos Mortos chegou




                Olá, queridos leitores da Academia! Finalmente a espera acabou. Para vocês que não aguentavam mais esperar pelo próximo volume da incrível série de zumbis nacional “As Crônicas dos Mortos”, o autor Rodrigo de Oliveira liberou a capa, a sinopse e a pré-venda tudo de uma vez só! E para quem ainda não leu nada sobre as Crônicas, fique avisadíssimo que essa sinopse contém SPOILERS mais letais que a infecção dos zumbis. Aviso dado. Abaixo você confere TUDO a respeito do penúltimo volume da maior saga de zumbis do Brasil. 


E OS HUMANOS DESCOBREM QUE A PIOR DESGRAÇA NÃO SÃO OS ZUMBIS...



A obra:

Vários anos se passaram desde que Uriel, agindo como um tirano, assumiu o controle da maior colônia de sobreviventes do apocalipse zumbi na Terra.
Ivan, Estela e quase todos os seus aliados estão mortos. Do grupo original, apenas Isabel, Mariana e alguns poucos conseguiram escapar de Ilhabela. E a cada dia, a fome de poder de Uriel e de seu filho, Otávio, aumenta, tornando a vida dos sobreviventes ainda mais penosa. O trabalho escravo se torna a regra. A cobrança de mais e mais tributos e a imprevisibilidade do poder central mantêm todos em constante alerta.
Otávio, que passou anos realizando pesquisas médicas, finalmente consegue um meio de controlar os bersekers, os zumbis monstruosos, transformando-os em cães de caça. É a sua forma de assegurar a permanência no comando da comunidade, mas também de destruir, pelo medo, qualquer intenção de resistência. Então, ele produz algo ainda pior, uma criatura feroz e diabólica com o poder de destruição em massa.
Há muito em jogo. O governo central ainda considera Isabel uma grande ameaça, seja viva, ou morta-viva, o que poderia transformá-la numa nova Senhora dos Mortos. Mas, duas crianças chamam a atenção de Isabel que decide prepará-las para batalhas ainda mais sangrentas. Serão elas a esperança para o fim daquela era de medo e destruição?
A derradeira batalha está para começar, mas os inimigos, humanos e zumbis, também têm suas surpresas.
Sejam bem-vindos a uma nova era de horror e violência. Esta é... a Era dos Mortos.




Sobre o autor:


RODRIGO DE OLIVEIRA é Gestor de TI e fã de fiçcão científica, dos clássicos de terror, em especial da obra de George Romero. A ideia para esta série surgiu após um longo pesadelo tão real que, ao acordar, começou a escrever freneticamente, até concluir seu primeiro livro, O Vale dos Mortos. Casado, com dois filhos, nasceu em São Paulo, e vive entre a capital e o Vale do Paraíba.

                Vou nem comentar o quanto estou ansioso para essa obra... mentira, vou comentar sim! Eu estou me remoendo por dentro para descobrir o que diabos o Rodrigo aprontou dessa vez. Quem já leu alguma obra do autor sabe que ele é meio... homicida. E rapaz... ele vai ter de se superar mais uma vez, pois Ilha dos Mortos foi uma coisa de louco.
                Leitores da Academia, o livro está em pré-venda, como dito lá em cima. Lembrando que está é a parte 1. Isso mesmo, o autor dividiu a obra em duas partes por estar grande demais. Então vocês já podem ter uma noção do tanto de carnificina que deve ta vindo por aí. A previsão é que as vendas comecem a partir do dia 02 de março. Vocês podem encontrar nos links abaixo. Por favor, ajudem nosso blog a crescer. Se quiserem adquirir o livro, usem o nosso link taggeado.



Até a próxima!

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09/01/2018

RESENHA - Jane Austen - Uma vida revelada (Catherine Reef)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: REEF, Catherine; tradução de Kátia Hanna. Jane Austen – Uma vida revelada. 1ª edição. Barueri, SP: Novo Século Editora, 2014. 224 páginas.
Gênero: Biografia; literatura juvenil.
Temas: Jane Austen; romancistas ingleses; século 19.
Categoria: Literatura estrangeira.
Ano de lançamento: 2014.







“Ninguém sabe as opiniões de Jane Austen sobre religião ou política, ou mesmo o que fizera ou pensara por semanas ou meses durante determinados períodos. Cartas e antigos diários podem revelar muito sobre pessoas famosas do passado, mas Austen não deixou nenhum diário. Após sua morte, os parentes destruíram muitas das cartas que a autora escreveu, por razões que podemos apenas supor. Seriam pessoais demais? Poderiam ferir o sentimento de alguém ou revelar uma faceta de Jane Austen que sua família preferia esconder?”
*Jane Austen – Uma vida revelada (pág. 17).

Por meio de cartas que resistiram à família e ao tempo, Catherine Reef traça um perfil da famosa escritora inglesa Jane Austen. A biografia apresenta a vida de Austen desde que era menina até quando ela começa a ganhar os frutos do seu trabalho que propõe profundo mergulho na alma humana.
Jane nasceu como filha de um pároco um tanto humilde e morreu como solteira que começava a receber pelos livros que escreveu durante a vida. Na biografia escrita por Reef, são reveladas opiniões da autora sobre diferentes pessoas que fizeram parte de sua curta vida, inclusive sobre o rapaz que lhe despertou paixão.
Logo no início do livro, Reef alerta que é difícil retratar como era Jane Austen porque não há diário dela conhecido e grande parte das cartas que ela escreveu para pessoas próximas foi queimada pela família.
Uma das primeiras dúvidas postas é: Jane era gentil, como afirmava a família, ou uma mulher de pensamentos ácidos como indicam as palavras escritas por ela?
“É difícil acreditar que uma criatura tão amável e bondosa tenha escrito linhas como estas: ‘Não quero que as pessoas sejam muito agradáveis, assim fico livre do problema de gostar muito delas.’ ‘Para que vivemos, se não para divertirmos nossos vizinhos e rirmos deles quando for a nossa vez?’ ‘A senhorita Allen pertencia à numerosa classe de mulheres cujo único sentimento que conseguiam provocar na sociedade era o espanto de haver no mundo algum homem que pudesse gostar delas o suficiente para desposá-lá'”.
Não se sabe muito sobre a aparência de Austen também. Reef introduz na biografia que, enquanto alguns diziam que os cabelos da autora eram “finos e naturalmente cacheados, nem claros nem escuros”, outros a descrevem como mulher de “cabelos negros, compridos até os joelhos”.
Reef lembra que Jane tinha uma grande família e amava os irmãos e os pais, com quem morou até a morte. Sua preferida entre todos, considerada melhor amiga, companheira e confidente, era Cassandra, irmã três anos mais velha que ela. Durante a infância e início da vida adulta, os filhos do casal Austen viveram na paróquia de Steventon, onde o pai de Jane era reverendo.
A vida no interior, no entanto, nem sempre foi fácil ou feliz, principalmente para Jane, Cassandra e a mãe. Depois que o patriarca da família morreu, as mulheres, solteiras e viúva, tiveram que ser sustentadas pelos homens da família.
A obra de Reef, porém, vai além da jornada da escritora: mostra a sociedade da época que muito inspirou as histórias de Austen. A biografia conta um pouco, por exemplo, sobre a nobreza no século 19.
“Acreditava-se igualmente que Deus havia colocado reis e rainhas acima de duques, condes e viscondes. Por sua vez, os nobres detentores de títulos eram superiores aos gentry – a classe social refinada e educada à qual pertencia a família Austen.”
No livro há uma parte dedicada para a história de amor que Austen viveu ainda na juventude. Ela conheceu um rapaz que era parente de amigos da família em um baile. Depois, o casal passou a se encontrar mais algumas vezes. Na carta mais antiga encontrada, ela contou à irmã o quanto estava apaixonada. O romance, no entanto, não teve futuro: a família do rapaz considerava que Jane não era um bom partido para ele pois não poderia oferecer um dote gordo.
“Jane Austen – Uma vida revelada” confunde os leitores mais desatentos ou esquecidos porque não é uma obra escrita na ordem cronológica dos acontecimentos. A autora introduz curiosidades da época em que viveu Austen no meio de relatos importantes da vida da escritora. Muitos nomes de pessoas que conviveram com a biografada são citados e isso leva o leitor a voltar em alguns pontos para situar a pessoa na rede de amigos de Austen.
Jane Austen é conhecida por seis romances publicados entre 1811 e 1819: “Sense and Sensibility”, “Pride and Prejudice”, “Mansfield Park”, “Emma” e “Northanger Abbey e Persuasion”. A autora também publicou outras histórias em formatos diferentes, como poemas, contos, peças, sátiras, cartas e livros inacabados. Atualmente, ela é considerada um fenômeno mundial, reconhecida pela escrita sensível, clara e crítica.
“Jane Austen – Uma vida revelada” é recomendado para todos os fãs da autora. Aqueles que não conhecem as obras dela também podem conhecer a história por trás da mente critativa que desafiava os padrões da época em que viveu. Vale a pena, garanto!
Catherine Reef publicou mais de quarenta livros. Ela é responsável por biografia de autores renomados, como Ernest Hemingway e E. E. Cummings.

Por conta do volume de livros produzidos por Catherine Reef, é mais cômodo para os que queiram conferir as obras da autora checarem na lista disponível no Google.
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05/01/2018

5 formas de valorizar o trabalho de um autor gastando nada (ou quase nada)


Me responda uma coisa: você lê obras nacionais? Com quem frequência? Só lê os livros que a escola te obriga? Se esse for o caso, não sabe o que está perdendo. Mas se você é um leitor que busca mais que apenas os livros que a escola coloca para leitura, saiba que existe um mundo de possibilidades dentro da literatura nacional… no entanto você não tem condições de comprar todos, né? Eu sei. Te entendo. 
Vez em quando, em posts, eventos ou mesmo em conversas, escuto a frase: “mas livro nacional é muito caro, não dá para comprar todos”. De fato. Por motivos que não cabe dissertar neste post, muitas obras nacionais chegam a valores que vão muito além do que temos disponível na carteira. Então como apoiar a literatura nacional se não pudermos comprar todos os livros que queremos? Depois de ver no Facebook uma imagem compartilhada por várias pessoas onde a pessoa colocou uma lista de ações para ajudar um autor nacional, decidi fazer um Academia Opina sobre o tema. Afinal, vocês sabiam que é possível apoiar autores nacionais sem gastar muito? Às vezes não gastando um centavo? Esse é o assunto do texto de hoje que será dividido em pequenos tópicos.

1- Recomende para um amigo

O clássico boca a boca. Você está na net e entrou na Academia Literária DF para saber que livros estamos divulgando por aqui. Ou viu uma crítica do blog Ponto para Ler, uma resenha no Leitora Sempre, uma foto no Vale Literário, um vídeo no Equalize da Leitura ou a lista de lançamentos do Skoob. Foi lá, comprou o livro, amou e agora não tem com quem conversar. Quem se identifica?
          Se você é do tipo de leitor que está por dentro do mundo literário, com certeza você é a pessoa certa para “espalhar a palavra” para aqueles amigos que não estão tão antenados assim. Então quando você diz algo do tipo:“o livro de fulano é muito bom, tem para vender no site dele!”, saiba que já está fazendo sua boa ação do dia ajudando a espalhar o que a literatura nacional tem de bom e que muitas vezes não tem o poder prático de chegar a essas pessoas.  


2- Avalie o livro nas lojas virtuais

Ok, para isso você precisa comprá-lo. Mas vamos supor que você comprou o livro do autor X. Gostou demais da história, dos personagens, do cenário e quer porque quer “espalhar a palavra”. Além do boca a boca você pode avaliar o livro nas lojas virtuais. Algumas como a Amazon, Saraiva e Submarino oferecem campos específicos para você dar uma nota e publicar um comentário a respeito do produto adquirido. Você sabia que muitas pessoas costumam olhar os comentários de outros leitores por lá? As avaliações podem servir para auxiliar o leitor que está em dúvida entre comprar a obra ou não, já que, muitos sabem que ainda existe um preconceito velado no que diz respeito à literatura nacional. Não que a avaliação seja a questão decisiva na compra, mas ajuda bastante. 


3- Siga o autor nas redes sociais

Você segue alguma celebridade nas redes? Essa eu nem preciso comentar muito. O mundo é das redes. Todos que querem aparecer para o público precisam estar nas mídias sociais. É quase um pré-requisito hoje em dia. Mas nada disso adianta se não houver seguidores, correto? Então sabe aquele autor que você curte demais? Segue ele. Você pode encontrar muita coisa bacana sobre as obras desse autor. E não só isso. Interaja com ele. Curta os posts, comente, manda inbox. Isso ajuda o autor não só a se relacionar com os leitores, mas também a impulsionar suas publicações e com isso ele pode alcançar ainda mais leitores. Lembre-se: quanto mais engajamento, maior é o alcance. 


4- Gostou da leitura? Poste nas suas redes

Se você é daquelas pessoas que adoram postar sobre coisas da sua vida como aquela baladinha de sexta à noite com os amigos, o churras com a família no domingo, o cinema de terça a noite, porque não postar a última leitura? Assim que sua publicação aparecer no feed, com certeza (se você tiver) seus amigos leitores vão te perguntar se o livro é bom. E se ele for bom mesmo, aí você “espalha a palavra”.

5- Vá a eventos

Essa não é para todo mundo, eu sei. Mas se você tem disponível na sua cidade, não deixe de ir. Faça uma força. Deixa para curtir com os amigos no sábado à noite, reserva o sábado a tarde para prestigiar o lançamento do autor X (e leve seus amigos!). Acredito que uma das grandes vantagens de se gostar de literatura nacional é o acesso “fácil” ao autor. Imagina só poder ir num evento do seu autor favorito e levar um livro para ele autografar? Felicidade para os dois lados! Não só isso, indo nos eventos você incentiva os organizadores a realizarem mais eventos. E quanto mais eventos, mais autores podem aparecer na sua cidade. Quem sabe ela não entre no circuito oficial de eventos como acontece com São Paulo e Rio de Janeiro? Tudo depende da presença dos leitores para acontecer. 

Extra- Não baixe (nem distribua) livro pirata

Esse aqui é o tal do desserviço. Nem preciso comentar sobre os danos que a pirataria causam para os autores, né? (Se for preciso, faço um post só sobre o assunto). Ok, quem sou eu para falar de livro pirata, né? Eu que já comprei (MUITO) CD piratão de Playstation 1 e 2 porque não tinha nem de longe a grana para comprar um original. E pior: eu poderia comprar uns 10 jogos pelo preço de um original. A conta é similar no caso dos livros. As vezes é possível comprar 4-5 livros em uma promoção numa Amazon da vida com o mesmo valor de um livro de um autor independente, por exemplo. Então eu não sou a pessoa 100% corretinha para dar bronca em quem faz isso e nem vou comentar aqui sobre a prática. Estou apenas apontando outros caminhos.
O negócio, queridos leitores, é que os tempos são outros. Temos acesso a vários conteúdos graças a inovações na área da tecnologia. Existem ferramentas que possibilitam consumir coisas originais por (MUITO) menos. Exemplos? Netflix para filmes, Spotify para música, X-Box Live para games. Hoje em dia é muito mais simples conseguir ler milhares de livros sem precisar gastar milhares de reais. Olha ai o Kindle Unlimited. Com uma mensalidade de R$ 19,90 você tem acesso a um mundo de livros. E você pode achar vários nacionais no catálogo. Vejo por ai muito autor que coloca o livro lá (as vezes faz até promoção para você baixar de graça pela plataforma). Basta dar uma sondada que você vai encontrar um bom livro. E se você é daqueles que preferem o físico ao digital, que tal poupar para comprar um livro mais caro a cada dois ou três meses? Basta um pouco de disciplina nos gastos que dá certo. 


O que acharam da lista? Faltou alguma dica valiosa? Comenta ai. Espalhem a palavra (rsrs). Em breve farei uma lista semelhante, mas voltada para os blogueiros. Aguardem. 



Até a próxima. 





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