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06/02/2014

Os Escritores Nacionais Clássicos – Carlos Drummond de Andrade



Um poeta famoso e bem mais conhecido, e aceito, pela maioria dos leitores. Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira de Mato Dentro, interior de Minas Gerais, dia 31 de Outubro de 1902. Pela grande conjunto de obras, o autor tornou-se um dos principais representantes da literatura brasileira do século XX. Concluiu seus estudos em Belo Horizonte, onde também começou sua carreira como redator, na imprensa.

Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo.



Seus poemas tem uma temática do dia-a-dia, contando com uma boa dose de pessimismo e até mesmo ironia diante da vida. Além das poesias, pelo qual é famosamente conhecido, também escreveu diversos contos e crônicas.

Alguns dos temas principais que podemos ver em suas poesias são conflitos sociais, amigos e família, a existência humana, lembranças de sua terra natal, além da visão sarcástica do mundo e das pessoas.

Como o autor possui muitas obras, vamos citar apenas algumas mais conhecidas e comumente indicadas para apreciadores desse tipo de literatura: Alguma Poesia (1930), Sentimento do Mundo (1940), A Rosa do Povo (1945), Claro Enigma (1951), Antologia Poética (1962) – um dos meus favoritos – José e Outros (1967) e Corpo (1984).














“Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
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