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20/03/2014

Clássicos Nacionais - Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto foi um jornalista nascido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, filho de João Henriques de Lima Barreto (um mulato nascido liberto) e de Amália Augusto Barreto (filha de escrava liberta da família Pereira de Carvalho) e, por ser mestiço, enfrentou preconceito durante a vida.

Seu pai era um tipógrafo na Imprensa Nacional e sua mãe era uma professora pública, e foi ela quem o iniciou nos estudos. Infelizmente, Lima Barreto perdeu a mãe com apenas sete anos. E, algum tempo depois, seu pai foi trabalhar como almoxarife num asilo de loucos, a Colônia de Alienados da Ilha do Governador.

Conseguiu concluir o curso secundário na Escola Politécnica, porém, teve que abandonar a faculdade de Engenharia, pois seu pai havia sido internado – vítima de loucura – e o autor foi obrigado a arcar com as despesas da casa e o cuidado dos irmãos. Como leu bastante após concluir o segundo grau, sua produção textual tinha qualidade excelente, foi aí então que iniciou sua atividade como jornalista.

Não foi reconhecido na literatura de sua época, apenas após sua morte. Viveu uma vida boêmia, solitária e entregue à bebida. Possuindo altas qualidades de psicólogo e retratista de alma, não podia deixar de ser um excelente romancista. E, como afirma Agripino Grieco em Evolução da Prosa Brasileira: “a esse mestiço morto aos quarenta anos, carapinhento e malvestido, sem medalhas e títulos acadêmicos, forçoso é que retornem os nossos prosadores quando quiserem ultimar o grande romance realmente brasileiro”.


Lima Barreto fez de suas experiências pessoais canais de temáticas para seus livros. Em seus livros denunciou a desigualdade social, como em “Clara dos Anjos”; o racismo sofrido pelos negros e mestiços e também as decisões políticas quanto à Primeira República. E no livro “O Cemitério dos Vivos” chegou a revelar seus sentimentos quanto ao que sofreu durante suas internações no Hospício Nacional.

Além desses também escreveu  “Recordações do escrivão Isaías Caminha (Lisboa, 1909), romance que foi a sua estréia, Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), “Numa e a ninfa (1915), “Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá(1919), “Histórias e sonhos (1920) e “Os bruzundangas (1922).


Sua principal obra foi “Triste fim de Policarpo Quaresma”, onde relata a vida de um funcionário público, nacionalista fanático, representado pela figura de Policarpo Quaresma. Dentre os desejos absurdos desta personagem está o de resolver os problemas do país e o de oficializar o tupi como língua brasileira.


Morreu muito cedo, em 1º de novembro de 1922, aos 41 anos, vítima de ataque cardíaco em decorrência do vício do álcool. Amigos e admiradores ergueram um busto de bronze em homenagem ao escritor, na Ilha do Governador.


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