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23/06/2015

RESENHA - O Sangue do Cordeiro (Sam Cabot)

Sam Cabot
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: CABOT, Sam. O sangue do cordeiro. 1ª edição. São Paulo, Editora Arqueiro, 2015. Tradução de Claúdio Carina. 366 páginas.
Gênero: Suspense.
Temas: Segredos do Vaticano; vampiros.
Categoria: Literatura estrangeira; Literatura americana.
Ano de lançamento: 2013 nos Estados Unidos; 2015 no Brasil.














“– Livia nem se mexeu – prosseguiu Thomas. – Continuou tomando o café. Como se nada tivesse acontecido. Depois ele fez de novo. Cortou o outro pulso. A mesma coisa, mais sangue na água, e quando o pulso começou a cicatrizar ele me mostrou. Parecia só um arranhão. ‘Muito bem, padre’, ele falou, ‘podemos parar com o drama agora?’ Eu não respondi e ele disse: ‘Livia, acho que ele ainda não se convenceu’. Em seguida, sorriu e me deu a faca. Estava cheia de sangue. Ele abriu a camisa e bateu no próprio peito. Na altura do coração.
– E oque você fez?
– Larguei a faca e saí correndo.
Esse era o momento em que Thomas esperava que Lorenzo sorrisse, depois começasse a gargalhar tanto quanto Thomas tinha gargalhado e explicasse o que a Concordata era na verdade, quem era o outro signatário e quais eram as verdadeiras intenções da quadrilha de ladrões/terroristas/enganadores/lunáticos que conhecera.
Mas Lorenzo não riu.
Muito pelo contrário. Pediu desculpas por ter escondido aquela informação de Thomas por tanto tempo. Explicou que a reação de Thomas provava que Lorenzo tinha agido corretamente, que de todos os segredos da Igreja, de todas as suas verdades ocultas, a que se referia à Concordata era a mais difícil para qualquer devoto compreender. Que os noantri, crias de Satã, nascidos do inferno, andavam pela Terra. Que tinham como propósito a degradação dos corpos dos homens e a destruição de suas almas. Que a promessa de vida eterna daquele povo, na forma de uma interminável existência terrena e não de um renascimento diante do Senhor, era uma promessa proibida e fútil.
E que a Igreja tinha feito um acordo com eles. E que o mantinha, para benefício mútuo de ambas as partes, havia seiscentos anos.”
*O sangue do cordeiro (pág. 118 e 119).



                “Este documento, minha querida, vai abalar a Igreja.”
Quando Thomas Kelly, padre jesuíta e historiador, encontrou a carta de Mario Damiani endereçada à Margaret Fuller, creditou a frase ao extremismo exacerbado do poeta assumidamente antipapista e julgou improvável qualquer documento, por mais chocante que fosse, ser capaz de tal feito. Entretanto, sua certeza é posta em cheque quando o Cardeal Lorenzo, seu tutor e amigo, o convoca ao Vaticano com uma missão: encontrar um perigoso documento, desaparecido na época de Damiani (por volta do ano de 1850), cujo teor seria sim capaz de abalar a Igreja. Simultaneamente, Livia Pietro, noantri e professora de História da Arte, recebe dos lideres de seu povo a incumbência de unir-se ao padre jesuíta, que ela ainda não conhece, para ajuda-lo em sua busca e evitar que o homem que diz conhecer a localização do perigoso documento cumpra sua ameaça de revelá-lo ao mundo. Uma revelação que exporia a existência dos noantri. Uma revelação que chocaria a cristandade. Mas há quem acredite que é chegado o tempo de a verdade ser conhecida. E não será fácil detê-los.
Um padre e uma noantri. Dois representantes dos signatários de um acordo há muito estabelecido conhecido como Concordata. Dois lados opostos de uma mesma história, unidos em uma busca alucinante para encontrar a prova desaparecida de um dos maiores segredos da humanidade.
Quando um segredo tão perturbador é capaz de mudar algumas das verdades tidas como absolutas no mundo, e com isso alterar os rumos da história, haverá sempre dois posicionamentos possíveis: mantê-lo oculto a fim de evitar que sua descoberta acarrete grandes prejuízos; ou revelá-lo na esperança de que propicie algum benefício. Entretanto, como em qualquer situação, há sempre dois lados da moeda e, ainda que haja algum benefício para uns, outros podem ser extremamente prejudicados. Ou todos, de maneiras diferentes, podem ser prejudicados. E há sempre um duelo entre anseios egocêntricos e crenças filosóficas e ideológicas envolvidos na tentativa de ocultação ou revelação de algo dessa magnitude. É disso que essa obra trata. “O sangue do cordeiro” segue a mesma premissa do aclamado “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, mas sua trama não é nem de longe tão rebuscada e intrincada quanto a obra em que claramente se inspira. Há um segredo a ser desvendado; há um quebra-cabeça a ser montado por meio de mensagens cifradas; há uma jornada pelas belíssimas e milenares igrejas e basílicas e templos de Roma e do Vaticano (meu coração de arquiteta ficava aos pulos e meus suspiros de emoção eram provavelmente muito audíveis, tamanha minha paixão por essas obras inigualáveis); há uma aula de História da Arte entrelaçada nas páginas do livro (olha meu coração saltitando outra vez); há muitas conspirações previsíveis e outras totalmente inesperadas; há muitas revelações bombásticas que mexem com a cabeça do leitor; e há uma decisão a ser tomada, uma escolha entre revelar ou não ao mundo o grande segredo. Todos elementos presentes em “O Código Da Vinci” e que também se fazem presentes em “O sangue do cordeiro”, de maneira bem mais modesta mas não menos empolgante. Entretanto, o ápice dessa história não está no conteúdo desse documento perdido e no segredo que ele guarda – já que, em linhas gerais, o teor desse conteúdo é esclarecido logo no início da caçada – e sim na busca pelo seu esconderijo.
Uma coisa que “O sangue do cordeiro” utiliza com louvor é a inserção de um elemento sobrenatural: vampiros. Não, isso não é um spoiler. Os noantri são vampiros. E a Concordata é um acordo entre eles e o papado (os termos desse acordo sim é um spoiler). O que vale ressaltar aqui é que a concepção de vampiros abordada na obra foge bastante da figura tradicional dessas criaturas. E isso é um dos maiores acertos desse livro.  O autor conseguiu imprimir seu toque pessoal aos seus vampiros de modo a melhor encaixá-los na sua trama sem desvirtua-los do mito clássico. Aliás, ao final do livro, o autor propõe uma explicação bastante interessante para esse chamado “mito clássico”. Outro detalhe digno de nota é a reação do padre Thomas em relação à natureza de sua companheira de buscas. Sua reação inicial e a gradativa evolução dos seus sentimentos para com a “cria de Satã” são totalmente plausíveis. Também são bem colocados os trechos em que essa natureza vampírica – ou noantri, como denominado na obra – são explicadas. Com exceção do primeiro (quando ela se revela a ele) que é um tanto longo demais, os demais são inseridos na trama e nos diálogos de maneira muito natural, se mesclando perfeitamente ao contexto.
Com narrativa em 3ª pessoa, dividido em capítulos sem títulos, “O sangue do cordeiro” possui um texto fluído e bem escrito. Embora seja obra de dois autores (Sam Cabot é o pseudônimo utilizado por Carlos Dews e S. J. Rozan), não é possível perceber diferenças no texto que evidenciem essa autoria dupla, sinal de uma parceria afiada e bem sucedida. Com diagramação simples e revisão impecável, a capa (que é a mesma da edição americana original) é o elemento de maior destaque. A ideia de uma composição que une um céu vermelho – remetendo ao sangue –, os templos e um faixa logo abaixo que lembra um pergaminho não é muito rebuscada mas cumpre seu papel. E o resultado visual é muito bonito e harmonioso.
O sangue do cordeiro” é o primeiro livro da parceria de Carlos Dews e S. J. Rozan sob o pseudônimo de Sam Cabot. Juntos, eles já escreveram mais um livro chamado “Skin of the Wolf” (“Pele do lobo” em tradução livre), ainda não publicado no Brasil. Nascido em Nacogdoches, Texas , Carlos Dews é professor-associado e titular do Departamento de Língua e Literatura Inglesa na Universidade John Cabot, na Itália, onde dirige o Instituto de Escrita Criativa e Tradução Literária. Residente em Roma, suas obras são de cunho acadêmico. A nova-iorquina S. J. Rozan é autora de muitos romances aclamados pela crítica e de contos policiais agraciados com os maiores prêmios da literatura do gênero, incluindo o Edgar Allan Poe, o Shamus, o Anthony, o Macavity e o Nero. Arquiteta por formação, Rozan vive atualmente em Manhattan.
Especialmente indicado para leitores que amam um bom mistério e uma caçada a um segredo oculto, “O sangue do cordeiro” é um livro delirante, no bom sentido, com sua corrida pelos arrebatadores monumentos de Roma e sua visão incomum da sociedade e natureza vampírica. Se você é uma pessoa sensível a narrativas que bulem com assuntos religiosos, principalmente com dogmas cristãos, é bom pensar bem antes de iniciar a leitura. É aconselhável que o leitor se atenha ao fato de que se trata de uma história fictícia. Dito isso, é um livro com uma história repleta de reviravoltas, com uma trama fascinante e com revelações finais de tirar o fôlego.

Carlos Dews
Carlos Dews
S. J. Rozan
S.J. Rozan


Bibliografia de SAM CABOT (ordem cronológica):

Livros:

  • O Sangue do Cordeiro – Editora Arqueiro (2015).


Comentários
25 Comentários

25 comentários:

  1. Oi Helken.
    Não conhecia este livro ainda nem os autores. Adorei a premissa do livro e acho sempre muito interessante livros que trazem essa temática de "Documentos secretos do vaticano". Fiquei muito instigada com a sua resenha e quero muito ler o livro em breve.
    Beijos
    Carol
    http://www.sobrevicioselivros.com/

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    1. Oi Carol
      Vamos combinar que essa premissa de segredos do Vaticano já é bem manjada mas sempre rende históriaS ótimas. Tem tanta coisa realmente escondida ali e tantas outras que uma imaginação fértil pode inventa..... Um prato cheio.

      Gostei mesmo dos vampiros, os noantr.

      Bjus

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  2. Oi Helken.
    Conheço o livro de vista, mas não havia parado pra saber sobre o que tratava.
    Ao ler sua resenha, vi que ainda não li nenhum livro desse tipo. Histórias desse tipo sempre parecem interessantes, mesmo que já existam outros livros do gênero, deve ter sempre uma novidade em cada um.
    Adoro um mistério, então acho que talvez seja um livro pra mim, mas terei que deixá-lo mais pro fim da imensa lista de leituras que só cresce cada dia mais rs.

    Bjs,
    Andresa
    http://leiturasefofuras.blogspot.com/

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    1. Oi Andresa
      Acho que a maior novidade desse livro, pelo menos pra mim, foi a inserção dos vampiros. E o autor (ou autores, já que são dois) foi muito feliz nessa escolha e na maneira como ele fez isso.

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  3. Olá!

    Eu lembro quando esse livro veio para solicitação mas eu não ia solicitar porque não é bem meu estilo de leitura, eu gosto muito de mistério mas acho que esse livro é bem mais denso do que eu tô acostumada. Não sabia que eram dois autores juntos, gostei muuuito de saber a escrita dos dois é tão fluida e completa que nem parece ser dois autores *---*

    Sua resenha está ótima!


    Beijinhos,
    www.entrechocolatesemusicas.com

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    1. Oi Ana
      Fico feliz que tenha gostado da resenha.
      Achei bem legal o fato de não ser possível identificar que são duas pessoas escrevendo o livro sem ler isso na orelha onde fala do autor. Não sei como foi o processo de trabalho dos dois mas dá pra notar que estavam bem entrosados.

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  4. Oi Helken, tudo bem?

    Gostei bastante da sua resenha, bem completa, mas esse tipo de livro não me atrai, nunca gostei de livros do Dan Brown e imagino que não gostaria desse. Mas achei interessante a visão incomum dos vampiros. Não sabia que era escrito por duas pessoas, é sempre bom quando isso acontece e não vemos a diferença entre um e outro, mas quando a narrativa dos dois se completa tornando uma narrativa única.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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    1. Oi Rafaella
      Se vc não gosta do Dan Brown muito provavelmente não vai gostar desse tbm. Mas se gosta de vampiros, ache que vale a leitura por causa deles.

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  5. Olá Helkem, já tinha visto algo sobre esse livro, mas acho que nunca li uma resenha tão completa sobre o mesmo. Não sabia que o livro era escrito por dois autores e nem que haviam elementos sobrenaturais inseridos no enredo. Acho esse tipo de obra encantadora e enriquecedora mas acredito que teria um pouco de dificuldade para fazer essa leitura por conta do tema. Mesmo assim, com certeza esse é um livro que pretendo ler quando tiver uma folguinha na lista de leituras.

    Bjs, Glaucia.
    www.maisquelivros.com

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    1. Oi Glaucia
      O que te incomoda é o tema mexer com assuntos relacionados com a bases da cristandade? Se for, é bom focar na questão de ser uma ficção ou nem arriscar. Tive esse problema quando li "O Código Da Vinci". Mas depois que superei o choque sobre a história de Madalena e Jesus, conseguir encarar a leitura como uma ficção e nada mais. Com esse livro eu já tava com a mente mais aberta e não tive problemas.

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  6. Oi Helkem, primeiramente que nome diferente e lindo, adorei! Bom, quanto ao livro eu já imaginava que ele seguia uma linha estilo Dan Brown, contudo não me interessei inicialmente, ando em uma fase em que procuro leituras mais leves e que não exijam muito de mim, então acabei não solicitando e mesmo depois de ler sua magnífica resenha ainda sinto que fiz a coisa certa. No entanto, suas palavras me fizeram sentir que estou perdendo uma grande obra e me deixou curiosa quanto a natureza vampiresca dos noantri. Quem sabe eu resolva dar uma chance quando estiver em outra vibe literária :)

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    1. Oi Ju
      Tenho que confessar: eu ADORO meu nome. Foi o melhor presente que meu pai me deu na vida!
      Quanto ao livro, me apaixonei pelos noantri. Sou uma fã de carteirinha de vampiros e sempre gosto de ver as diferentes versões do mito. Uma das poucas que não engulo de jeito nenhum (sei que posso ser muito odiada por isso) é a versão brilhante da Série Crepúsculo. Não dá! Mas nesse livr, eu gostei bastante. Não posso dizer exatamente o que pq seria um belo spoiler.
      Vão ter que ler e tirar suas próprias conclusões ;)

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  7. Esse livro tem tudo pra eu gostar, exceto um grande pequeno detalhe: vampiro. Não gosto, acho que nem combina nisso tudo (sou cria do Dan Brown, pra mim tem que ser real, cheio de conspiração, mas sem nada sobrenatural). Pra quem gosta, imagino mesmo pela quantidade resenhas positivas que li que seja um livro e tanto. Mas prefiro não arriscar.
    Beijinhos!
    Giulia - www.prazermechamolivro.com

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    1. Oi Giulia
      Foi justamente os vampiros o que eu mais gostei nesse livro! Kkkkkkkk
      Mas enfi, gosto não se discute. Se um dia mudar de idéia é resolver ler me conte o que achou.

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  8. Ola lindona essa mistura de sobrenatural, vampiros e esse rede de segredos já me deixou bem intrigada com relação ao livro, realmente a igreja lembra o livro de Dan . Esses mistérios bem elaborados sempre nos surpreendem . Dica mais que anotada . beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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    1. Oi Joyce
      Pense numa salada mista que sempre funciona: Igreja, mistérios e conspirações. Bingo!
      Quando ler, volte pra nós contar sua opinião.

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  9. Olá, Helken! Primeiramente gostaria de dizer que adorei a resenha! A forma como você explicou sobre a premissa do livro e introduziu os personagens me deixou bastante curiosa para descobrir mais a respeito! Com certeza seria o tipo de livro com uma temática que eu adoro. :)

    Beijos!
    www.cantaremverso.com/

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    1. Oi Francielle
      obrigada pelo elogio. Fico feliz em saber que minhas resenhas conseguem atingir o objetivo: atiçar a curiosidade das pessoas.

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  10. Olá, tudo bem?

    Confesso que quando vi esse livro pela primeira vez tive uma ideia completamente diferente de como seria a história. Pensei que fosse algo mais envolvendo apenas religião e segredos dentro da igreja, e não esse lado voltado para o sobrenatural e esse acordo firmado entre eles e os vampiros. Gostei de que alguns elementos de Código daVinci estejam presentes, pois eu tenho essa como uma das minhas histórias favoritas, pois achei algo muito bem trabalhado. Dica anotada!

    Abraços,
    Matheus Braga
    Vida de Leitor - http://vidadeleitor.blogspot.com.br/

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    1. Oi Matheus
      Só tenho uma coisa a dizer: vc vai se surpreender com esse livro. Sério. Leia e me conte sua opinião :)

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    2. Oi Matheus
      Só tenho uma coisa a dizer: vc vai se surpreender com esse livro. Sério. Leia e me conte sua opinião :)

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    3. Oi Matheus
      É importante lembrar que não é tão super intrigado quanto o Código Da Vinci. Mas é um bom livro e vale super a pena a leitura
      ;)

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  11. Oi Helkem, sua linda, tudo bem
    O que eu achei fascinante nessa obra, mesmo que só chegue perto do sucesso Código Da Vinci, é colocar vampiros, que são seres sobrenaturais na história dos homens, acho que os torna mais reais, aposto que esqueceremos durante a leitura que eles são pura ficção. E pensando bem, eles podem até não ter existido, mas o conceito deles sim, quem sabe.Não vejo a hora de ler essa história ela tem tudo o que eu aprecio.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Oi Cila
      Sou suspeita pra falar pq sou super fã de vampiros. Gostei bastante da abordagem que os autores deram aos vampiros nessa obra. Muito mesmo.

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    2. Oi Cila
      Sou suspeita pra falar pq sou super fã de vampiros. Gostei bastante da abordagem que os autores deram aos vampiros nessa obra. Muito mesmo.

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