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20/10/2015

RESENHA - O Guia de Sobrevivência a Zumbis (Max Brooks)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: BROOKS, Max. Guia de Sobrevivência a Zumbis. 1ª edição. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 2006. Tradução: Amanda Orlando e Gabriela Fróes, 327 páginas.
Gênero: Guia didático, Sátira.
Temas: Zumbis, Sobrevivência.
Categoria: Literatura Estrangeira.
Ano de lançamento: 2004 nos Estados Unidos; 2006 no Brasil














“Não desdenhe qualquer capítulo deste livro como drama hipotético. Cada migalha de informação foi acumulada mediante pesquisas e experiências árduas. Dados históricos, experimentos de laboratório, pesquisa de campo e eventos presenciados por testemunhas oculares (incluindo o próprio autor) foram utilizados na criação deste livro. Até mesmo o cenário apocalíptico é uma extrapolação de acontecimentos da vida real. Muitas ocorrências verdadeiras são relatadas no capítulo que reúne as insurreições registradas. O estudo desses casos irá provar que cada lição deste livro é baseada em um fato histórico.”
*O Guia de sobrevivência a zumbis (pág. 14).


Escolha suas armas. Prepare seu esconderijo. Trace uma rota de fuga. Eles estão chegando. E querem seu cérebro!
Se você considera os zumbis meros personagens de filmes de horror, está cometendo um grande erro. Eles estão mais próximos do que nunca e sua fome é implacável. O futuro da humanidade está em risco e este livro pode ser sua única salvação num mundo dominado por mortos-vivos.
O guia de sobrevivência a zumbis oferece proteção total contra os mortos-vivos. Oferece também, uma visão implacável das paranoias das superpotências através de doses generosas de humor bizarro.
Então, pegue seus suprimentos e boa leitura.
Max Brooks entrega aos leitores o guia definitivo para sobreviver ao Apocalipse Zumbi. O livro introduz os conceitos mais básicos até os mais avançados na luta diária que é sobreviver num mundo infestado pelos mortos que andam. Logo no início o autor explica que o guia foi escrito para ajudar pessoas comuns a se virar quando tudo vai pro ralo. Estão presentes no livro conceitos sobre a anatomia dos mortos vivos, formas de infecção, estágios da infecção, forma de mata-los, níveis de insurreições, como escolher os equipamentos certos para quase todo tipo de situação, fugas e locais de refúgio.
No capítulo sobre os mortos vivos, para se ter uma ideia, aprendemos sobre as características do vírus, os sintomas, o contágio e o que fazer quando alguém é infectado. Há também descrições sobre as habilidades físicas dos mortos, seus padrões de comportamento e métodos de caça. Além disso, o autor explica os diferentes níveis de insurreições, que são as intensidades com que o vírus se propaga pelo globo. Por exemplo: no filme Resident Evil - Hóspede Maldito acontece um insurreição de nível 1, que é a mais baixa e acontece em pequenos locais e dura pouco tempo. Já no filme Residente Evil – Apocalipse acontece uma insurreição tipo 2, que é a que afeta uma cidade inteira.

Em caso de Zumbis, quebre o vidro


Os outros capítulos se dedicam a mostrar ao leitor qual é a melhor arma, para o melhor terreno, para a melhor defesa. Qual é o melhor veículo para uma fuga e quando o melhor destino e quando tudo isso falha, qual o melhor ataque. Mantendo um tom sério e didático durante toda a obra.

Ilustração do livro


Uma das coisas que eu mais gostei nesse guia, é que muitas dicas podem ser uteis se retiradas do contexto de Apocalipse Zumbi. O autor da dicas de como, por exemplo, trabalhar em equipe e manter a disciplina em situações de perigo. Vai acampar? O livro traz uma lista com os melhores equipamentos entre outras coisas que podemos adaptar para o mundo real.

Um grupo que mantém o autocontrole, independente do número de membros, pode causar danos infinitamente maiores em um inimigo morto-vivo do que qualquer multidão bem armada.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis (pág. 175)

             De forma velada, o autor também tece críticas à sociedade ocidental, já que após os ataques de 11 de Setembro de 2001, ficamos ainda mais paranoicos com teorias da conspiração e do fim do mundo, principalmente os Americanos, que se mostram “preparados” para toda sorte de ataques. Max Brooks inclusive já deu uma palestra a militares americanos sobre como se preparar para desastres. (link).
             O ponto alto da obra são os ataques registrados. No último capítulo do livro, o autor faz um compilado de “registros históricos”, contando a história de pessoas que sobreviveram aos ataques para contar sua história. Algumas delas chegam a datar dos tempos dos egípcios! Curiosidade: Os egípcios, ao realizarem os rituais de mumificação, retiravam o cérebro dos mortos pelo nariz. O autor faz uma ligação brilhante entre a prática e os zumbis, sugerindo que eles começaram a fazer isso após os primeiros relatos de ataques sofridos pelos faraós mumificados. O mais interessante é que apesar de obviamente se tratar de ficção, a forma como o autor escreveu nos faz pensar “será mesmo?”. A riqueza de detalhes é o diferencial do capítulo. Algumas passagens, inclusive, tem o Brasil como cenário.

- Quantas pessoas você viu?
- Cinco.
- Descreva-as.
- Homens brancos, com a pele acinzentada e quebradiça. Alguns estavam feridos, com marcas de mordidas em algumas partes do corpo. Todos tinham marcas de balas nos corpos. Eles mancavam e grunhiam. Seus olhos não tinham visão e seus dentes estavam manchados com sangue. O cheiro de carniça os anunciava e os animais fugiam.
O Guia de Sobrevivência a Zumbis (pág. 294)

O livro é todo narrado em terceira pessoa, com exceção dos registros, onde o autor extrai relatos de sobreviventes. A fluidez da narrativa é descomplicada e rápida, já que não existe um enredo ou personagens. A revisão está boa, não encontrei quase nenhum erro. A formatação também está ótima, o problema mesmo fica por conta das páginas brancas, que não são legais para leituras em dias ensolarados. As ilustrações, apesar de simples, são muito uteis para explicar algumas passagens do livro. O guia é dividido em oito partes: “Os mortos-vivos: mitos e realidades”, “Armas e técnicas de combate”, “Na Defesa”, “A Fuga”, “O Ataque”, “Vivendo em um mundo de mortos-vivos” e “Ataques Registrados” e no apêndice há um “Diário de Insurreições”, onde o leitor pode anotar em um espaço reservado onde, quando e o que fazer em caso de possíveis ataques do vírus.
Max Brooks é filho da atriz Anne Bancroft e do comediante e diretor de cinema Mel Brooks. Seguindo os passos do pai, ele se dedica ao humor, mas prefere utilizar a escrita como ferramenta de trabalho. Integrante da equipe de redatores do programa Saturday Night Live de 2001 a 2003, Max Brooks mora em Nova York.
O guia de sobrevivência a Zumbis é uma divertida paródia dos livros de sobrevivência convencionais. Explorando de forma didática tais conceitos, o autor elaborou o guia definitivo de proteção contra os mortos vivos. Recomendo a obra para os entusiastas do gênero, pois neste livro há muitas dicas interessantes que podem ajudar a entender as decisões tomadas por personagens de outros livros de zumbis. E também entender que se tal personagem tivesse tomado uma atitude descrita no livro, poderia ter se livrado de alguma encrenca. Se você não é um fã, talvez essa não seja uma leitura para você, pelo simples fato de que a obra fala sobre zumbis.  E, por fim, indico também a todos aqueles que querem se preparar para a invasão iminente dos mortos, isso, claro, se você, leitor não quiser virar lanche de zumbi.



               
Bibliografia de MAX BROOKS (ordem cronológica):

Livros:
  • O Guia de Sobrevivência a Zumbis – Editora Rocco (2006).
  • O Guia de Sobrevivência a Zumbis: Ataques registrados – Editora Rocco (2011)
  • Guerra Mundial Z – Editora Rocco (2012)
  • O Desfile da Extinção – E outras histórias de Zumbis – Editora Rocco (2012)

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Comentários
7 Comentários

7 comentários:

  1. Oi Luciano,

    Adorei a introdução da resenha, muito criativa e engraçada, parabéns!!! Achei interessante o autor abordar o tema Zumbis de outra forma, até cômica, como você colocou, mas sou medrosa assumida e se leio coisas assim, simplesmente não durmo e quando consigo dormir sonho com o tema em questão, então não dá.
    Mas achei bacana o livro conter temas outros: como trabalho em equipe que se faz presente em tudo, o fato dele fazer uma crítica à paranoia quase que coletiva pós 11 de setembro e assim por diante, afinal não se pode deixar de viver, pelo menos eu penso assim.
    Não conhecia o autor e caramba, filho do Mel Brooks, demais!
    Adorei a resenha.

    Beijos
    Tânia Bueno
    www.facesdaleitura.com.br

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  2. Olá... Luciano, tudo bem??
    Achei fantástico esse guia e por mais que eu não curta ler guias, eu fiquei muito curiosa sobre este, afinal eu curto histórias de zumbis e nada melhor como aprender a lhe dar com eles certo? certo... rsrsrsrs... achei a proposta do autor bem interessante e já penso em presentear uma amiga com ele.... ela ama também até mais que eu... adorei a imagem em caso de zumbis quebrar o vidro haha... deveria ter isso nos locais mas acessíveis, nunca se sabe quando vai aparecer um né... Xero!!!

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  3. Luciano, tive que observar que você gosta de Zumbis hen, eu nem tanto mais isso esta sendo trabalhado, e esse guia de inicio não achei muito interessante , mais percebendo em sua resenha como ele é achei que vai ser legal lê-lo a forma como ele foi dividido ficou super bacana, e sei la né, tanto se fala em apocalipse zumbi , que um dia esse guia pode fazer a diferença, vou ler por precaução kk...
    bjocas

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  4. Adorei a resenha do livro, até hoje só li um livro de zumbis que foi The Walking Dead e me decepionei muito, mas mesmo assim não desisti de querer ler outros livros sobre zumbis e tenho varios desse estilo na minha lista, mas confesso que esse eu não conhecia, adorei conhecer e já o coloquei na minha lista, se voce tiver outras dicas de livro de zumbis pode mandar que irei adorar le-los.

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  5. Luciano, O Guia de Sobrevivência a Zumbis é um livro que chamou a minha atenção. Com um mundo repleto de zumbis em nossa volta, pelo menos nos televisores, porque não proteger-se?! Risos. Max Brooks conseguiu despertar a minha curiosidade para um tema que não leio muito, na verdade nunca li. Gostei!

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  6. Oi Luciano, ja tinha visto esse livro mas ñ me interessei muito pq ñ é um assunto que ñ gosto muito, mas achei interessante a ideia desse livro, parece ser sério e divertido ao mesmo tempo. Gostei da premissa desse

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  7. Oi Luciano, ja tinha visto esse livro mas ñ me interessei muito pq ñ é um assunto que ñ gosto muito, mas achei interessante a ideia desse livro, parece ser sério e divertido ao mesmo tempo. Gostei da premissa desse

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