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12/01/2016

RESENHA - O despertar do príncipe (Colleen Houck)

Colleen Houck
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: HOUCK, Colleen. O despertar do príncipe. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2015. Série Deuses do Egito, livro 1. Tradução: Fernanda Abreu. 377 páginas.
Gênero: Romance sobrenatural.
Temas: Deuses egípcios; múmias; príncipes; maldições; fim do mundo.
Categoria: Literatura estrangeira; literatura norte-americana.
Ano de lançamento: 2015.
Série Deuses do Egito: O despertar do príncipe (Livro 1).









“Comecei com um clássico: A múmia, com Boris Karloff. A única reação de Amon quando o filme terminou foi pedir: 'Mais um'. Peguei-me observando mais as suas expressões do que os filmes em si enquanto assistimos à versão de 1999 de A múmia e à continuação de 2001, O retorno da múmia.
(...)
– Por que as pessoas veem o Egito assim? Eu sou pintado como um monstro, quando meu papel é salvar a humanidade das trevas. Não sou mau, Lily.
Segurei sua mão e disse:
– Eu sei.
– Foi por isso que você teve medo de mim lá no Templo das Musas? Pensou que eu fosse devorar sua carne e separar seu eu espiritual de seu corpo físico, ou fazer uma praga cair sobre você?
– Não.... não exatamente. Mas eu tive medo, sim.
Amon se recostou na poltrona e resmungou:
– Os antigos não temiam o nosso despertar. Pelo contrário: ansiavam por esse evento. Guirlandas eram postas em volta do nosso pescoço. Éramos tratados como deuses, como príncipes. As pessoas nos ofereciam seu amor e sua devoção. Agora somos repelidos, temidos, transformados em criaturas de morte e fedor. No melhor dos casos, somos esquecidos; no pior, somos demônios vingativos. Ninguém nos conhece. Somos indignos, odiados. Talvez nosso destino seja nos desintegrar até virarmos nada, nos tornar de fato as relíquias que somos e nos render ao pó e à decomposição.”
*O despertar do príncipe (pág. 95 e 96).



                Egito. Muito tempo atrás. Depois de vários anos de privações, a grande nação egípcia volta a florescer. Seth, o deus do caos, cobre de bênçãos as terras banhadas pelo poderoso Nilo. Mas após anos de fartura, Seth exige uma oferenda: a vida dos três jovens e amados príncipes.
                Nova York. Dias atuais. A jovem Lilliana Young segue com sua confortável e previsível vida de adolescente rica. Ela tem dinheiro; tem roupas caras; tem permissão para explorar a cidade; mas não tem liberdade para escolher suas próprias amigas, sua futura profissão ou onde irá estudar nos próximos anos. E é justamente quando está tentando escolher entre as universidades que seus pais pré-selecionaram que sua vida toma um rumo completa e surpreendentemente inesperado: um belíssimo e intrigante desconhecido aparece no meio da interditada seção egípcia do Metropolitan Museum of Art e, sem prévio aviso ou explicações, lança sobre ela um feitiço. Ele é ninguém menos que uma múmia, um legítimo príncipe egípcio que desperta de mil em mil anos para realizar um ritual que bane o temível deus Seth do mundo dos homens por mais mil anos. E ela agora está ligada a ele e, queria ou não, terá que ajudá-lo em sua missão. E assim começa a inesperada e muito reveladora aventura de Lily ao lado de Amon para livrar o mundo do domínio de Seth, o deus do caos.
                Em O despertar do príncipe somos apresentados à nova série de Colleen Houck, autora do aclamado "A maldição do tigre". Intitulada Deuses do Egito, essa nova aventura traz a fascinante mitologia do Egito Antigo como pano de fundo. Amon é um príncipe egípcio que, junto aos seus irmãos Asten e Ahmose, foi imbuído de poderes divinos pelos deuses e designado com a responsabilidade de realizar a cada mil anos uma cerimônia de alinhamento dos astros que mantém o mundo dos homens a salvo do domínio do maligno deus Seth. Mas, ao despertar nessa Era para cumprir sua missão sagrada, ele não apenas está muito distante da sua terra natal e do local da cerimônia como também foi destituído da posse de seus vasos canópicos – pequenas urnas onde os egípcios depositavam as vísceras do morto que seria mumificado – e, portanto, de boa parte dos seus poderes. Consciente de que sua permanência  no mundo dos vivos e, consequentemente, o sucesso de sua missão dependiam de alguma fonte de energia, ele não tem escolha a não ser realizar um encantamento que o une à primeira pessoa que ele encontra. E essa pessoa é Lilliana, uma jovem garota nova-iorquina que desfrutava da tranquilidade da ala egípcia do Museu (interditada em função da montagem de uma nova exposição) para tomar a importante decisão sobre qual universidade frequentaria nos próximos anos. Confusa e assustada, Lily não tem ideia de como aquele estranho sujeito entrou naquela ala (já que ela própria só estava ali com a permissão do vigilante do museu que era seu amigo), por que ele estava vestido de maneira tão estranha e sucinta (um saiote plissado branco e nada mais!), qual era o estranho idioma em que ele falava e, sobretudo, o significado daquela dor e extremo desconforto que ela sentiu após o que lhe pareceu ter sido um cântico entoado pelo homem misterioso.
                Para Lily, tudo não teria passado de um estranho e assustador encontro acidental com um doido lindo não fosse o fato de ele tê-la encontrado no hotel de luxo em que morava. E então ela percebe que aquele desconhecido exerce sobre ela algum tipo de poder.  Não apenas o fascínio que sua bela aparência provoca, mas um controle genuíno sobre sua vontade e suas decisões. E mesmo que a razão e a prudência aconselhassem que ela se afastasse dele, ela não era capaz disso. Entretanto, quando ele explicou a real natureza de sua existência e da sua missão e a situação em que se encontravam os dois, ela finalmente percebeu que não se tratava de um louco delirante (porque as demonstrações de poder e habilidade sobrenaturais não deixavam margens para dúvidas). Não foi por influência do poder telepático e hipnótico dele ou mesmo pelo elo que ele havia criado entre os dois que ela decidiu partir rumo ao Egito para ajudá-lo. Lily ansiava por uma forma de escapar, ao menos um vez, de sua vida tão previsível. Lily ansiava por uma aventura. Só que ela não imaginava que essa aventura acabaria por colocar sua vida seriamente em risco. Tampouco cogitou a possibilidade de que seu fascínio pelo exótico príncipe-múmia-enviado-dos-deuses fosse se tornar uma paixão avassaladora.

            "Eu sabia que era covarde, uma covarde privilegiada, fraca e iludida, que preferia ficar sentada na sua linda mansão, no seu quartinho perfeito, apaziguando as amigas falsas do colégio particular, o tempo todo se enganando e tentando acreditar que tinha o espírito tão livre quanto as pessoas que desenhava no caderno.
            Só que não tinha. E nesse instante, enquanto fitava Amon  nos olhos,  entrei em pânico. Não só porque o que ele estava me pedindo para fazer estava muito, muito além da minha zona de conforto, mas também porque estava morta de medo de que aquela aventura fosse minha única oportunidade de romper esse padrão. De escolher algo diferente. De ser uma pessoa diferente. Era fácil demais imaginar a minha vida dali a cinco anos."
O despertar do príncipe (pág. 85 e 86)

                O despertar do príncipe reúne um conjunto de elementos poderosos para capturar a atenção da parcela mais jovem de leitores, especialmente do público feminino: há o eterno embate entre as forças do bem contra as forças do mal; há uma ameaça oculta que um pequeno grupo de escolhidos está encarregado de combater; há um choque entre o prático mundo moderno e o místico e exótico mundo antigo; há o fascínio por uma cultura ancestral e sua mitologia repleta de nuances e simbologias; há o clichê do personagem entediado com a própria vida sufocante e sem graça que vê numa aventura repentina sua inesperada chance de fugir aos padrões; e há o ainda mais clichê romance proibido. Este último item pode agradar em cheio alguns e irritar profundamente outros. O contexto é típico: uma garota rica e que nunca se interessou por ninguém acaba fascinada pelo homem sedutor, atencioso e lindo de morrer. Mas ele é uma criatura sobrenatural dotado de poderes divinos, literalmente uma múmia com uma missão que o traz de volta à vida por um curto período  de tempo a cada mil anos. Os sentimentos dela evoluem rapidamente do fascínio para a paixão. E o melodrama dela pelas constantes rejeições dele, muito explorado pela narração em primeira pessoa,  chega a ser um tanto infantil. Afinal, apesar de ela interpretar as ações dele como a prova cabal da ineficiência de seu charme feminino, fica absurdamente evidente para o leitor que ele nutre por ela um sentimento tão forte quanto o dela por ele e que suas atitudes são reflexos de sua dolorosa conscientização de que o envolvimento dela em sua missão a coloca em extremo perigo e que sua própria natureza o impede de estabelecer uma relação amorosa com ela.
                Se há algo que merece elogios é a habilidade de Colleen Houck em tecer a trama. A autora explora muito bem os elementos da mitologia egípcia que ela insere em sua história e chega a dar explicações bastante pormenorizadas de vários desses aspectos, como a relação entre os deuses Amon-Rá, Hórus, Seth, Ísis e Osíris. Outro ponto positivo é que os protagonistas (Lily e principalmente Amon) não são poupados dos sofrimentos de um confronto direto com os asseclas das forças malignas. Ambos sofrem ferimentos gravíssimos e mesmo chocantes, o que confere à obra uma sutil e muito bem-vinda camada de realismo. Também é louvável a profundidade que a autora confere aos dois protagonistas. Por ser a voz que narra a história, era de se esperar que Lily fosse bastante esmiuçada. Mas Amon também recebeu atenção especial da autora e ela traz muito da personalidade e da história do príncipe ao conhecimento do leitor. Os outros dois príncipes, Asten e Ahmose, e um terceiro personagem importante, embora bem delineados, não foram tão explorados nesse livro, detalhe que credito ao fato de ser este apenas o início de uma série. Falando na série, chama atenção a história desse primeiro volume ser tão fechada. O fio condutor da trama era a missão de Amon: encontrar seus irmãos, despertá-los, chegar ao local da cerimônia e realizar o ritual de alinhamento dos astros. O livro não deixa muitas pistas sobre qual seria o fio condutor de sua continuação. Mas é importante salientar que a HISTÓRIA não deixa pistas porque, ao final do livro, no epilogo, há uma leve sugestão do que possa ser o mote da história seguinte. E esse mote só fica mais explícito devido ao capítulo bônus no final, uma prévia do segundo volume da série cujo título será "O coração da esfinge".
                Mesmo sendo um excelente livro, com uma história instigante e bem construída de modo geral, O despertar do príncipe não está isento de escorregadelas. A primeira delas foi a óbvia traição de um dos personagens e a ainda mais óbvia identidade do poderoso sacerdote a serviço de Seth. Não foi surpresa nenhuma quando esses dois fatos foram revelados. Mas a segunda e mais grave de todas foi o embate final contra as forças malignas. Durante todo o livro era notório que alguém tentava impedir que os príncipes tivessem êxito em sua missão. As atitudes veladas passaram a ações concretas quando esses opositores começaram a atacar diretamente. E a expectativa para o confronto final entre as duas forças era instigada pelo próprio direcionamento da narrativa. Mas quando o confronto finalmente chegou e, é imprescindível dizer,  ele foi realmente duro e  feroz, a narrativa se desviou dele se limitando a apenas relatar pequenos trechos do embate, e se focou na participação importante mas totalmente secundária de Lily! Para completar, o poderoso e temível sacerdote de Seth foi derrotado de uma maneira tão simplória que chegou a ser decepcionante. Essa batalha poderia ter sido muito mais explorada; sua ferocidade (explicitada pelo estado em que ficaram os três príncipes ao final) deveria ter sido mais evidenciada. Mas não foi. Novamente, a única justificativa plausível é por se tratar apenas do começo de uma grande história maior. Ainda assim, poderia ter sido bem mais emocionante do que foi. Vale apontar que a despedida de Amon e Lily trouxe toda a carga dramática esperada à tona. E antes que me crucifiquem, isso NÃO É UM SPOILER, pois desde o início da jornada o próprio Amon deixa claro que teria que voltar ao mundo dos mortos após concluída a missão que cabia a ele e a seus irmãos. Novamente, vale ponderar sobre os rumos que a história irá tomar nos próximos volumes.
                Como dito anteriormente, a história é narrada em primeira pessoa pela própria Lily. É interessante observar que a garota, apesar de ter tudo para ser uma riquinha mimada e fútil, é muito sagaz e também muito sarcástica. Ela narra a história e expõe os acontecimentos com muita personalidade, o que é um grande trunfo da obra. A tradução parece muito bem feita e somente um erro de revisão pode ser notado. A relação temporal é linear e a formatação é impecável. Um detalhe interessante diz respeito tanto à relação temporal quanto à formatação: o livro é dividido em três partes, todas meticulosamente alinhadas com eventos importantes na trama. Mas no início de cada parte, grafados em itálico, tem-se a narração em terceira pessoa dos eventos que aconteceram no auge do Egito Antigo, num dia há muitos anos atrás, e que selaram o destino dos jovens príncipes e consolidaram sua missão através das Eras.  Desse modo peculiar e muito acertado, a obra oferece a compreensão completa da história mostrando dois períodos distintos de tempo, através de estilos narrativos díspares reforçados pela diferenciação de formatação sem, no entanto, causar estranheza. E a capa.... o que dizer daquela capa? É, seguramente, uma das, senão a mais bela em que já tive o prazer de deitar meus olhos.
                E a mente por trás dessa fascinante história é Colleen Houck, autora da aclamada série A maldição do tigre. Leitora voraz que adora títulos de ação, aventura, temas paranormais, ficção científica e romance, Colleen estudou na Universidade do Arizona e trabalhou como intérprete de língua de sinais durante 17 anos. Ela mora em Salem, no Oregon, com o marido e uma imensa coleção de tigres de pelúcia.
                Primeiramente, não há como não recomendar  essa obra aos fãs de Colleen Houck. Mais uma vez a autora explora com maestria uma cultura exótica e rica para dar vida a uma história mais que emocionante. Aos que são fascinados pela cultura, mitologia e particularidades do Egito Antigo, como eu, este livro é uma boa oportunidade de conhecer uma boa história ambientada nesse universo tão fascinante. Para aqueles que gostam de heróis que salvam o mundo e romances impossíveis, eis uma boa pedida. Enfim, O despertar do príncipe é um livro para degustar, se maravilhar com seu belíssimo trabalho de pesquisa e desfrutar de uma boa leitura.
               



Bibliografia de COLLEEN HOUCK (ordem cronológica):

Livros:
A maldição do tigre  – Arqueiro (2011);
O resgate do tigre – Arqueiro (2012);
A viagem do tigre – Arqueiro (2012);
O destino do tigre – Arqueiro (2013);
A promessa do tigre – Arqueiro (2014);
O sonho do tigre – Arqueiro (2015);
O despertar do príncipe – Arqueiro (2015).

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Comentários
14 Comentários

14 comentários:

  1. Oii, tudo bemm?
    Que resenha é essa, meu deus, adorei!!!!!! Eu quero muito ler este livro por curiosidade e pela história que me agradou bastante.
    Beijão
    segredosliterarios-oficial.blogspot.com

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  2. Oi, Helkem! Tudo bem?
    Já ouvi falar bastante sobre os livros da série "A Maldição do Tigre", mas infelizmente não foram bons comentários. Já este livro aí tem uma capa maravilhosa e a temática egípcia me atrai bastante. Pode ser que eu não goste muito de todo o romance envolvido, mas o resto me fez ficar bastante interessada em ler. Além disso, você escreve muito bem. Beijos! ^-^

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  3. Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas já ouvi falar de outros dessa autora, na verdade nunca me interessei muito nem parei para ler bem a sinopse e as resenhas. Não é meu gênero preferido. Mas gostei um pouco desse, adoro essas coisas de egito e tudo mais, rs. E essa capa é a coisa mais linda!!! Parabéns pela resenha ☺

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  4. Adoro a série "A Maldição do Tigre" e não vejo a hora de adquirir "O Despertar do Príncipe" :)
    Concordo quando você diz que a autora explora culturas exóticas com maestria para dar vida a estas estórias que nos prendem do início ao fim.

    Beijinhosss...
    http://estantedalullys.blogspot.com.br/

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  5. Gostei muito da sua resenha! Olha, não consigo ter tanto interesse nesse livro, mas nao sei pq, porém vou colocar ele na lista, mas por curiosidade.

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  6. Olá; impossível não elogiar uma resenha tão bem feita. Já li A maldição do tigre e fiquei bem encantada com o que a autora tinha feito ao juntar mitologia e romance, por isso estou bem curiosa para ler esse livro novo dela, embora receie que a série possa demorar muito para ser concluída.

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  7. Oi! Tudo bem?

    Olha, geralmente fico com muita preguiça de ler resenhas extensas, pois geralmente são muito repetitivas. Mas preciso parabenizar você, pois a sua resenha está impecável! Eu nunca li nada da autora... Solicitei esse livro em parceria com a Arqueiro e estou super ansiosa pela leitura.

    Beijos,

    Juliana Garcez | Livros e Flores

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  8. Oie,

    Eu acho que tenho uma aversão natural a historias com a mitologia egipcia elas não conseguem prender minha atenção, não sei se é porque nunca tentei ler algo, mas eu acho muito chato hahaha, mas se tratando da Colleen acho que eu leria sem nenhuma expectativa.

    Bjs
    Mayla

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  9. Eu tenho muita curiosidade em conhecer a escrita da autora. Esse livro chama minha atenção pois eu amo a cultura egípcia. Acho incrível a mitologia que envolve e tudo mais. As escorregadas que você mencionou provavelmente iriam me irritar um pouco e o romance muito exagerado que costuma acompanhar esse tipo de livro também. Então pretendo ler sim, mas não por agora.

    Infinitos Livros

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  10. tenho vontade de ler algo da autora, mais esse livro não me chamo atenção, a capa é linda a historia não me instiga
    odiariodoleitor.blogspot.com.br

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  11. Olá, ainda não li nada da autora e só por se tratar de mitologia Egípcia fiquei bem curiosa pra lê-lo e pela sua resenha ele esta bem legal *-*

    Visite "Meu Mundo, Meu Estilo"

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  12. Oi, tudo bem?
    Sua resenha está o máximo!
    Também acho que os personagens não serem poupados de sofrimentos físicos deixa tudo mais realista, e sou fã da autora, amei o livro!
    Bjs

    http://a-libri.blogspot.com.br

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  13. Oie
    Nossa, que resenha bem escrita e grande haha eu já ouvi vários elogios do livro mas não curto esse gênero então sempre deixo a dica passar mas que bom que curtiu o livro

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  14. Bem eu sou meio suspeita a falar da autora, porque até hoje não li N-A-D-A dela, ó vida, mas gostei da historia mirabolante que ela, quem sabe sabe fazer a coisa né? Espero que esse ano eu consiga ler esse livro e a outra série!

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