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30/07/2016

RESENHA – Amos e Masmorras: A Submissão (Lena Valenti)

ATENÇÃO!
A obra resenhada apresenta cenas eróticas. Leitura não recomendada para menores de 18 anos.

Lena Valenti
 Ficha técnica:
Referência bibliográfica: VALENTI, Lena. Amos e Masmorras: A Submissão. 1ª edição. São Paulo, Universo dos Livros, 2015. 416 páginas. Tradução: Wallacy Silva.
Gênero: Erotismo
Temas: Romance, Hot, BDSM
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Espanhola
Ano de lançamento: 2013 na Inglaterra e 2014 no Brasil
Série: Amos e Masmorras: A Submissão (Livro 1) e Amos e Masmorras: O Torneio (Livro 2)





 “O coração de um amo fica em uma masmorra muito perigosa, e só uma princesa com alma de dragão pode conquistá-lo. Quando eu entregar meu coração, será para sempre.”
Amos e Masmorras: A Submissão (Livro 1). (posição 1.662 de 5.424 -E-book via Amazon)

A agente Cleo Connelly, integrante do corpo de polícia em Nova Orleans, é uma mulher atraente e destemida, que não mede esforços – e impulsos – na resolução dos casos que assume. Certo dia, entretanto, ela é designada para investigar, junto ao FBI, uma lucrativa rede de tráfico humano.
Para cumprir a missão, ela precisará se inserir em um contexto inusitado: visitar a cena BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) do país e participar das práticas de sodomia e dominação instituídas no torneio Dragões e Masmorras DS. Agindo como agente infiltrada, Cleo terá de pesar os limites de sua própria luxúria nesta implacável caçada, considerando também a arrebatadora atração que sente por Lion Romano, seu parceiro no caso. Mas será que, no meio do caminho, ela vai gostar de ser submissa?
Renda-se aos deleites desta intrigante e sensual narrativa!
Caros leitores, este livro já estava há algum tempo na minha estante virtual para ser lido, haja vista que já tinha pesquisado sobre ele em alguns blogs, para ver as resenhas. Percebi que ele recebeu muitos comentários positivos. Porém, o que me deteve, inicialmente, foi a capa, tendo em vista que ela aparentava ser mais um romance erótico clichê, com cenas BDSM, no estilo do livro “Cinquenta Tons de Cinza”, da autora E. L. James.
Mas eu sei que não podemos julgar um livro pela capa, e por isso resolvi dar uma chance para essa leitura. E não vou mentir para vocês, o livro realmente foi muito bom. Tanto é que os personagens principais ficaram entre os meus favoritos do ano. Vou explicar os meus motivos (rsrs).
Tanto a Cleo como a sua irmã mais velha, Leslie, são policiais. A Cleo sempre almejou entrar para o FBI (polícia de investigação e de inteligência dos Estados Unidos da América), mas apenas a Leslie (Les) conseguiu, junto com o amigo de infância da irmã, Lion.
A Cleo, desde a infância, tinha uma paixonite pelo amigo da irmã. Mas ele sempre implicava com ela ou a excluía das brincadeiras, então, na cabeça da nossa mocinha, o Lion apenas a aturava, por ser a irmã mais nova da melhor amiga dele.
Já o Lion sempre se sentiu atraído pela Cleo, achava a garota mais linda que ele já conhecera. Adorava ver como ela ficava com as bochechas vermelhas quando ela sentia raiva da implicância dele. Ficava fascinado e ao mesmo tempo incomodado por ela ter apenas 14 anos e seduzi-lo sem nem perceber. Já que ele tinha 18 anos e a irmã dela tinha 17. Por causa disso, decidiu nunca dar abertura para nada.
Depois de um tempo, quando ficaram mais velhos, eles perderam contato, já que ele e a irmã ingressaram juntos para o FBI e se mudaram para Washington.
Esses dois parecem personagens clichês, não é mesmo? Não, amigos, não são. Calma que ainda vou terminar a explicação.
A Les estava em uma missão para descobrir uma rede de tráfico humano. Só que havia três dias que ela não dava notícias. Então, apareceu o diretor do FBI na porta da Cleo informando que a irmã havia sido capturada e que precisam da ajuda dela para se infiltrar na missão para resgatar a Les e solucionar o caso. Já que elas eram parecidas e conseguiam se destacar em público, por conta da beleza.
Como a Cleo precisava resgatar a irmã, ela aceitou a proposta, mesmo com a explicação do diretor sobre o tipo de tarefa que ela executaria. A missão envolvia um jogo de BDSM inspirado no famoso jogo de RPG Dungeons & Dragons”.
Admito que não entendo nada de RPG. Mas, apesar do livro explicar bem as regras, aplicadas ao BDSM, resolvi pesquisar na internet (Wikipédia) para saber como é esse jogo, então descobri que:  jogadores de D&D criam personagens que embarcam em aventuras imaginárias em que eles enfrentam monstros, reúnem tesouros, interagem entre si e ganham pontos de experiência para se tornarem incrivelmente poderosos à medida que o jogo avança. O D&D se destaca dos wargames tradicionais por permitir que cada jogador controle um personagem específico, ao invés de um exército. Miniaturas ou marcadores em um tabuleiro quadriculado são usados ocasionalmente para representar esses personagens. O D&D também apresentou o conceito de Mestre de Jogo (Dungeon Master ou DM, no original), que atua como juiz e narrador e é responsável por manter o cenário ficcional do jogo e aplicar as regras a cada situação descrita”.
Dessa forma, o diretor a informou que ela representaria uma “submissa”, e que eles designariam um “amo” para treiná-la para os jogos. Sendo que esse “amo” seria o encarregado chefe do caso.
Adivinhem quem é o “amo”? Sim, o Lion. Quando soube que ela seria convidada para se infiltrar, ele pediu para assumir o caso por dois motivos: 1) ele é um “amo”, então não precisaria interpretar um personagem, porque ele já praticava BDSM; e 2) nem em pensamento ele deixaria outro homem treinar a Cleo.
Quando a Cleo descobriu que o Lion seria o “amo” que a treinaria, ela pirou, visto que eles teriam que ter um contato muito íntimo, mesmo que profissional. Seria muito difícil lidar com ele.
 Amigos, sério. Eu ri muito nesse livro. Inclusive me peguei rindo na fila do banco, por conta da Cleo. Ela não tem nada de submissa. Pelo contrário, não consegue levar desaforo pra casa, fala palavrão e é muito competitiva. Agora pensa ela tendo que interpretar um papel desses! Já o Lion é completamente dominador. Agora imagina os dois juntos. Consegui até ver as faíscas saindo de dentro do livro. Brincadeira, não precisa chamar o bombeiro. Apesar de ser um livro erótico, ele não é maçante. Acho que a fórmula que a Valenti usou deu muito certo, já que ela usou personagens com personalidade forte e um ambiente intrigante, por envolver um jogo de RPG.
A Lena Valenti é uma escritora espanhola. Ela já trabalhou como chefe de imprensa e de comunicação de "The Book" e como designer de sites. Especializada em leitura de romances, escreve desde que consegue se lembrar. É, sem dúvida, a autora que revolucionou o gênero na Espanha, o gênero romance best-seller no país em espanhol. Em 2009 ela começou a publicar seus romances da Saga Vanir, romances baseados na mitologia nórdica, que chegaram à Itália, Alemanha, Bulgária, Argentina e México, entre outros países. Ela também ganhou grande popularidade com a bem-sucedida saga Amos e Masmorras.
Sinceramente? Se você já leu “Cinquenta Tons de Cinza”, esqueça tudo o que você aprendeu lá sobre esse estilo de sexo. Aqui, somos apresentados a uma nova perspectiva sobre a prática de BDSM.
O livro é narrado pela Cleo e pelo Lion, de uma forma linear cronológica. Como não ficou claro qual deles narrava cada capítulo, em alguns momentos me confundi sobre quem estava falando ou de quem era o pensamento.
Ele é composto por 17 capítulos, sendo que no final foi disponibilizado um dicionário com os termos usados na prática de BDSM abordadas no livro. Esse dicionário, segundo a autora, foi extraído direto do Wikipédia. Achei muito bacana esse dicionário, facilitou muito o entendimento. Na carta da autora, ela disse que o livro vai muito além de sexo. Ele é também sobre a vida, as pessoas, os preconceitos e as críticas.
            Como disse lá no início, não gostei da capa lançada aqui no Brasil, até porque colocaram uma Lena Valenti mulher com cabelo preto. Gente, a personagem é ruiva, então achei sem sentido. Pra falar a verdade nem da capa original eu gostei, achei-a ainda mais feia. Mas, nem tudo podia ser perfeito, não é mesmo?
Esse primeiro livro é sobre a parte do treinamento da Cleo. Como a leitura é muito fluida, emendei com a leitura do segundo livro (lançado este ano aqui no Brasil), desesperada para saber como seria o torneio. A série é composta por seis livros lançados no exterior, sendo que a história sobre a Cleo e o Lion termina nesse segundo livro, enquanto os outros envolvem outros personagens. Salvo engano o terceiro e o quarto são sobre a irmã dela.

Bibliografia da LENA VALENTI (ordem cronológica):

Amos e Masmorras: A Submissão
Fonte: skoob
Livros:
·         Amos e Masmorras: A Sumbissão – Universo dos Livros (2015)
·         Amos e Masmorras: O Torneio – Universo dos Livros (2016)
·         La Misión (não publicado no Brasil)
·         El Hechizo (não publicado no Brasil)
·         Sumisión Entrega (não publicado no Brasil)
·         Poesía en catalán (não publicado no Brasil)
·         Quan va parlar el Buda (não publicado no Brasil)
·         El libro de jade (não publicado no Brasil)
·         El libro de la sacerdotisa (não publicado no Brasil)
·         El libro de la elegida (não publicado no Brasil)
·         El libro de Gabriel (não publicado no Brasil)
·         El libro de Miya (não publicado no Brasil)
·         Un sueño llamado Saga Vanir (não publicado no Brasil)
·         El Libro de la Alquimista (não publicado no Brasil)
·         El Libro de Ardan (não publicado no Brasil)
·         El libro de Noah (não publicado no Brasil)
·         El libro de los Bardos (não publicado no Brasil)
·         El Diván De Becca (não publicado no Brasil)
·         El Desafío De Becca (não publicado no Brasil)
·         La Desición De Becca (não publicado no Brasil)
·         Panteras (não publicado no Brasil)
·         Sananda (não publicado no Brasil)
·         Y tu que harías sí? (não publicado no Brasil)

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. Estou vendo umas resenhas dele e mesmo que não leia mais do tipo achei interessante porque não parece clichê, os personagens não são tão comuns como em outros livros do gênero e tem muita história boa aí no meio, mistério e etc. Acho que a parte BDSM ali é mais real e forte. E não fica só nisso, tem mais sobre a vida dos personagens e não só sexo e isso me deixou curiosa. Parece ser um livro muito bom.

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    1. Olá Cristiane, o livro me surpreendeu. Acho que vale a pena a leitura ;)

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