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23/08/2016

RESENHA – A Maldição do Vencedor (Marie Rutkoski)

Marie Rutkoski
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: RUTKOSKI, Marie. A Maldição do Vencedor. 1ª edição. São Paulo, Plataforma 21 (selo da editora V&R Editoras), 2016. Tradução Guilherme Miranda. 328 páginas.
Gênero: Romance, fantasia, ficção
Temas: guerra, escravos,
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2014 no Brasil
Série: A Maldição do Vencedor (Livro 1)







“Claro que ele tinha certeza de que algo estava errado. Impossível. Era impossível amar uma valoriana e também amar seu povo. A falha era dele.”
A Maldição do Vencedor – Livro 1. (posição3.567 – 66% – de 5.553 – página de Agradecimentos - E-book via Amazon)

Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai - o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos -, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida. As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas.
Queridos leitores, neste livro a autora nos apresenta uma história baseada em pós-guerra, em que o povo valoriano havia vencido a batalha contra o povo herrani. Antes da guerra o povo de herrani era a classe dominante e os valorianos eram considerados por eles como selvagens sanguinários. Porém, após a guerra, os valorianos conseguiram dominar os herranis, e eles se renderam, pois preferiram se tornar escravos a morrerem.
Com base nisso, conhecemos a nossa mocinha, Kestrel, que não tem a mínima habilidade para a guerra, apesar de ser um costume do povo valoriano dar às mulheres duas escolhas: se alistarem para o exército ou se casarem Como o pai dela é o principal general do império, inclusive um dos responsáveis pela vitória do povo deles, o seu maior desejo era que a filha entrasse para o exército. Porém, o que a Kestrel mais gosta de fazer é tocar piano. E isso é um problema, pois esse tipo de atividade era realizada apenas pelos escravos – povo herrani.
Em um passeio com sua melhor amiga, Jess, elas foram parar em um leilão de escravos. Após alguns lances – talvez pelo motivo do leiloeiro dizer que aquele escravo cantava e exercia um bom papel de ferreiro, coisa de que o pai sempre precisa –  ela, impulsivamente, deu um dos maiores lances por ele. O único problema é que ela não sabia que se apaixonaria pelo seu maior inimigo.
A Kestrel e o Arin são dois dos personagens mais inteligentes e estrategistas que eu já conheci. Antes, quando ele era ainda criança, tinha uma boa vida, os pais eram de uma classe alta na sociedade deles. Só que com a guerra, além de se tornar um escravo, ele perdeu os pais e sua irmã. Ele é aquele personagem apaixonante.
            O que Kestrel não sabe é que sua aquisição faz parte do plano de Arin. Um dos objetivos dele era ter acesso às informações mais importantes para uma nova guerra. Por isso, a Kestrel foi induzida a comprá-lo. Sendo assim, como ele ajudou o seu povo a tentar reconquistar as terras, ele se tornou um dos principais líderes da nova revolução.
          Os dois, mesmo apaixonados, estavam em lados opostos. Afinal, como poderiam amar o inimigo e tentar salvar o seu próprio povo? Difícil, não é mesmo? Pessoalmente, não saberia como lidar com essa situação. E é por isso que eu amei o livro e os personagens. Então, caro leitor, recomendo este livro para você que gosta de fantasia, romance e ficção histórica.
O livro tem muitos conflitos políticos. Um dos personagens secundários que mais gostei foi o general. Mesmo com as excentricidades da filha, ele a apoiava e tentava entender as suas decisões, mesmo sem concordar com elas.
A autora do livro, Marie Rutkoski, cresceu em Bolingbrook, Illinois (um subúrbio de Chicago), sendo a mais velha de quatro filhos. Possui bacharelado pela University of Iowa e doutorado pela Harvard University. Atualmente vive em Nova York, é professora no Brooklyn College e mora com o marido e dois filhos.
Felizmente, o segundo livro dessa trilogia, O Crime do Vencedor, tem previsão para ser lançado ainda em setembro deste ano. E o terceiro e último livro, O Beijo do Vencedor (tradução literal), já foi publicado no exterior. Então, agora é só aguardar, ansiosamente, chegar setembro.
O livro possui 42 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica e em terceira pessoa, pelo ponto de vista da Kestrel e do Arin. O que é bom, pois conseguimos perceber as motivações dos dois ao longo da história.
Por fim, é importante destacar que no site da editora está disponível um trecho do livro (para visualizar, clique aqui), bem como o booktrailer, que recomendo (clique aqui).


A Maldição do Vencedor
Fonte: Skoob
Bibliografia de Alwyn Hamilton (ordem cronológica):

Livros:

     A Maldição do Vencedor – Plataforma 21 (2016)
     The Winner’s Crime – previsto para ser publicado em setembro de 2016
     The Winner's Kiss – sem previsão para ser lançado no Brasil
     Bridge of Snow – sem previsão para ser lançado no Brasil
     The Shadow Society – sem previsão para ser lançado no Brasil
     The Cabinet of Wonders – sem previsão para ser lançado no Brasil
     The Celestial Globe – sem previsão para ser lançado no Brasil
     The Jewel of the Kalderash – sem previsão para ser lançado no Brasil

Comentários
2 Comentários

2 comentários:

  1. A primeira coisa que chama atenção é a capa. Não dá pra mentir e dizer que foi a sinopse que me encantou nele, foi a capa mesmo xD
    Mas aí vi a sinopse e caramba, já gostei da história e deu vontade de ler. Tem umas coisinhas que achei meio clichê, tipo a garota se apaixonar pelo inimigo, mas ahh, dá um pano de fundo bom pra história. Talvez não seja clichê coisa nenhuma, depende...
    Acho que esses conflitos políticos também equilibram tudo e não deixam ser um romance bobinho, faz a trama ter mais graça e fica bem difícil para esses dois. Não sei como me viraria numa situação dessas também.
    Queria ler. E tomara que lancem mais desses livros rapidinho.

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    1. Oi Cristiane, acho que vale a pena a leitura. Essa questão da garota se apaixonar pelo inimigo é clichê, mas ao mesmo tempo não é (rsrsrsr), acho que o que não deixou ser foi como a Kestrel lidou com o sentimento.

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