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22/11/2016

RESENHA – Para Sir Phillip, Com Amor (Julia Quinn)


Julia Quinn
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: QUINN, Julia. Para Sir Phillip, Com Amor – série “Os Bridgertons”. 1ª edição. São Paulo, Arqueiro, 2015. 288 páginas. Tradução: Viviane Diniz.
Gênero: Romance histórico
Temas: suicídio, filhos órfãos
Categoria: Literatura Estrangeira
Ano de lançamento: 2015 no Brasil
Série: O Duque e Eu (Livro 1), O Visconde que me amava (Livro 2), e Um perfeito cavalheiro (Livro 3), Os segredos de Colin Bridgerton (Livro 4), Para Sir Phillip, Com Amor (Livro 5), O Conde Enfeitiçado (Livro 6), Um Beijo Inesquecível (Livro 7), A Caminho do Altar (Livro 8) e E Viveram Felizes para Sempre (Livro 9).


“Sempre adorei tudo em você, é claro, mas por algum motivo sempre achei sua impaciência especialmente encantadora. Nunca era porque você queria mais, mas porque queria tudo.”.
Para Sir Phillip, Com Amor – Livro 5. (posição 3.126  – 69% – de 4.540 páginas - E-book via Amazon)

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências.
Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.
Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar?
Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro.
Leitores, preciso confessar uma coisa para vocês, mas, por favor, não contem a ninguém, tudo bem? Pois é segredo (rsrrs). A série “Bridgerton” é uma das minhas favoritas, no quesito romance de época. Ela é composta por oito livros, cada um com uma história diferente dos irmãos Bridgerton, o nono é sobre a mãe deles, Violet, com oito epílogos extras, um de cada irmão. É uma série bem parecida com a série “Os Bedwyn”, da Mary Balogh. Mas, ao comparar a escrita das duas autoras, meu voto vai para a Julia Quinn.
Neste livro, vamos conhecer um pouco da irmã do meio, Eloise Bridgerton. Admito que enrolei um pouquinho para começar a história dela, pois achava que seria chatinha. Porém, ressalto que ela foi melhor do que esperava. Ok, não foi nada que me tirasse o sono de tão surpreendente, mas eu gostei muito de como a autora trabalhou os personagens.
 A Eloise adora conversar com outras pessoas por correspondência. Até que um dia, ela começou a trocar cartas com o Sir Phillip Crane, viúvo de uma prima distante dela.
O Phillip teve um casamento muito ruim com a falecida esposa, Marina. Ela sofria de depressão. Eles tinham dois filhos gêmeos, Oliver e Amanda. Como a Marina vivia reclusa em seu quarto, sem sair nem para dar atenção às crianças, elas cresceram sem muito carinho dos pais, pois o Phillip também nunca tinha tempo para elas. Ele era um estudioso de botânica, e, por isso, de acordo com os conceitos dele, a atenção deveria estar voltada para o trabalho e não em perder tempo para passear com os filhos.
Porém, com o objetivo de chamar a atenção do pai, as crianças aprontavam muito e, por consequência, o Phillip fingia que não via o que elas faziam, pois, na cabeça dele, não queria repetir os mesmos erros do seu pai, que era sempre castigar com muitas surras. Então, para evitar maiores dores de cabeça, ele as evitava.
Ele percebeu que precisa se casar novamente, até para que a nova esposa pudesse assumir as rédeas da vida das crianças e da casa. Então, como a Eloise não conhecia os seus “pestinhas”, ele achou que seria interessante se casar com ela. Desta forma, ela aceitou um convite que ele fez para passar um tempo em sua casa para verem se daria certo um possível casamento.
Admito que achei um bocado egoísta da parte dele querer uma esposa para assumir as responsabilidades dele perante os filhos. Se eu fosse a Eloise, teria mandado ele contratar uma governanta, tendo em vista que o perfil que ele queria de esposa se encaixaria mais em uma funcionária. Em vários momentos quis dar um soco nas fuças do Phillip.
 O que mais gostei da Eloise é que ela não tem “papas na língua”. Ela fala sempre o que sente, o que é muito bom, afinal ninguém tem uma bola de cristal. Acho que ela conseguiu mostrar para ele como uma família de verdade se comporta.
O livro nos mostra a diferença entre uma família bastante unida, os Bridgertons, e uma família que não tem muita estrutura, os Crane. Acho que vale muito a pena a reflexão sobre a presença dos pais na vida dos filhos, principalmente na atualidade, onde ninguém tem tempo para nada.
Para quem não conhece a Julia Quinn, ela começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.
O livro possui 19 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica. Ele foi escrito pelo ponto de vista do Phillip e da Eloise, em primeira pessoa. A cada início de capítulo tem uma passagem de alguma carta que a Eloise endereçou para um destinatário diferente. Em alguns trechos é possível ver o motivo dela ter recusado tantos pedidos de casamento, antes de aceitar o do Phillip. Além disso, a editora disponibilizou um trecho do próximo livro da série, “O conde enfeitiçado”, que conta a história da Francesca, irmã da Eloise, e do Michael Stirling.
Para quem ama a série todos os livros já foram publicados no Brasil pela editora Arqueiro. Pelo que li do início do próximo livro, já estou sentindo a ansiedade bater forte para lê-lo.

Para Sir Phillip, Com Amor

Bibliografia da Julia Quinn (ordem cronológica):

Livros:
     O Duque e Eu – Arqueiro (2013)
     O Visconde que me amava – Arqueiro (2013)
     Um perfeito cavalheiro - Arqueiro (2014)
     Os segredos de Colin Bridgerton – Arqueiro (2014)
     Para Sir Phillip, Com Amor – Arqueiro (2015)
     O Conde Enfeitiçado – Arqueiro (2015)
     Um Beijo Inesquecível – Arqueiro (2016)
     A Caminho do Altar – Arqueiro (2016)
     E Viveram Felizes para Sempre – Arqueiro (2016)


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Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. Oii Gabi!
    Aaain Julia Quinn me mata do coração viiu..Amo esse gênero!
    Ainda não tive oportunidade de ler livros dela, mas pelas resenhas eu viajo na escrita dela...
    Parabéns pela resenha!
    Bjs!

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    1. Olá, Aline, sou suspeita para falar, pois amo a escrita da Julia Quinn ;)

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  2. Eu sempre quis ler essa série!
    Tenho só o primeiro livro, O Duque e Eu, mas ainda não li!
    Quero ter pelo menos até o quarto livro para poder ler!
    Pq gosto de ler um atrás do outro!
    Amo romances de época e estou doida por esse!

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    Respostas
    1. Olá, Rita, eu amei todos os livros, que li até agora, da série. Vale muito a pena ;)

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  3. Achei esse livro muito bom até quando li. Esperava uma coisa mais chatinha também, mas a personagem acabou me ganhando e a situação dela foi interessante de acompanhar porque difere dos outros casais da série. Tem um clima mais família ali, achei isso legal nele. A série é muito boa né? Bate uma saudade de ler tudo de novo, já que faz tempos que li. É tão bom *-*

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  4. Ai que lindo um amor que se inicia através das cartas, mesmo que pessoalmente eles tenha lá suas rusgas, fico na torcida para que consigam se entenderem.
    Adoro os romances da Julia Quinn.
    “Só a mágoa deveria ser a instrutora dos sábios; Tristeza é saber.”(George Lord Byron)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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