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12/09/2017

RESENHA – Dezesseis (Rachel Vincent)

Rachel Vincent
Ficha técnica:
Referência bibliográfica: VINCENT, Rachel. Dezesseis. 1ª edição. São Paulo, Universo dos Livros, 2016. Tradução: Eloise De Vylder. 240 páginas.
Gênero: Ficção científica, distopia
Temas: engenharia genética
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura Americana
Ano de lançamento: 2017 nos Estados Unidos da América e 2017 no Brasil
Série: Dezesseis (Livro 1)











“Eu não parei de pensar em você – ele sussurra. Fico aliviada ao perceber que não sou a única assombrada pelo tempo que passamos na escadaria. – Quando eu como, me pergunto se foi você quem plantou a comida. Quando vejo uma flor, me pergunto se não é uma dália. Nada mudou, que eu saiba, mas tudo parece diferente. É como se você estivesse no canto da minha visão onde quer que eu vá, mas, quando eu me viro para olhar, você nunca está lá.”
Dezesseis – Livro 1. (pág. 81)

Caros leitores, neste livro a autora nos apresenta a cidade de Lakeview, que é dividida em cinco departamentos, cada um com atividades diferentes, sendo eles: Departamento de Força de Trabalho – dividido nos setores de trabalho profissional e trabalho braçal, considerado o maior da cidade –, Departamento de Artes, Departamento de Especialidades, Departamento de Defesa e o Departamento de Administração. Os cidadãos dessa cidade são clonados para desempenharem funções específicas para o bem da cidade. Inclusive, eles possuem os mesmos nomes, o que os diferenciam são os rostos e os números que acompanham o nome. Sendo que todos os nascidos no mesmo ano possuem o mesmo rosto.
Desta forma, vamos conhecer a Dahlia 16 (no próximo ano ela será Dahlia 17), estudante de agricultura hidropônica da Divisão de Trabalho Profissional. Ela é uma das 5 mil clones (sim, é isso mesmo que você leu!) que foram criadas com o mesmo objetivo: cultivar alimentos para todos os moradores de Lakeview. Além disso, uma regra importante da cidade, que se descumprida é passível de punição, é a de não confraternização entre os departamentos, ou seja, uma pessoa não pode conversar com outra que não seja do seu mesmo Departamento, a única interação permitida é a de saudações pré-determinadas pela Administração ou alguma outra necessária para desempenhar uma tarefa específica.
A Dahlia sempre se sentiu diferente das suas outras “irmãs”, por conta dos sentimentos conflitantes que sentia, que, em tese, ela não deveria ter por conta da configuração do seu genoma. Ela gostava de plantar tomates e se orgulhava de ter as melhores e mais bonitas plantações da classe. Contudo, infelizmente, esse tipo de sentimento não era adequado para o seu perfil. Com isso, ela evitava mostrar a satisfação que sentia para não ter problemas com a Administração.
Um belo dia, a nossa mocinha foi chamada para ir ao Departamento de Administração, ela era uma das cotadas para assumir o cargo de instrutora da sua seção quando se formasse, por conta do seu desempenho em aula. Porém, quando ela estava no elevador, a energia do prédio desligou e, consequentemente, o elevador travou. Para a sua infelicidade, ou não, o Trigger 17, um cadete das Forças Especiais, estava junto com ela. A Dahlia entrou em pânico e não consegui respirar, e, com isso, apesar da regra da não confraternização, o garoto contou uma história para acamá-la. Nem vou comentar aqui que ele era lindo, diferente dos outros garotos da seção dela e que ambos se sentiram atraídos.
Claro que ela tentou evitar ao máximo não transgredir a regra de confraternização, que neste caso seria de conversar com ele, mas ao passar do tempo, a Dahlia percebeu que começou a se acalmar e, por ele ser diferente de todos os outros garotos, a curiosidade foi muito maior e ela cedeu à conversa dele.
Ao longo dos dias eles passaram a se encontrar ocasionalmente, mesmo com os todos os clones de ambos no mesmo espaço eles conseguiam se identificar apenas pelo olhar, sem precisar olhar no nome no uniforme.
Contudo, eles são descobertos e é aí que a história deslancha e você começa a virar rapidamente as páginas para ver o que acontece. Uma das melhores partes é quando a Dahlia percebe que nem todas as histórias que ela ouvia quando criança são reais, e que, talvez, a Administração tenha ocultado alguns pontos importantes da criação dos clones para alienar todos os trabalhadores. Obviamente não contarei aqui para vocês.
A Rachel Vincent é autora best-seller do The New York Times e conta com uma legião de fãs no Brasil, que se encantaram com a série Shifter, sendo considerada referência no gênero fantasia para jovens. Ela mora em Oklahoma, é bacharela em Inglês e tem uma imaginação hiperativa. Rachel é mais velha do que parece e mais nova do que se sente, mas segue convencida de que, para cada dia que passa escrevendo, um a mais é adicionado ao seu tempo de vida.
Os 21 capítulos do livro foram narrados de forma linear cronológica e em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Dahlia. Os capítulos são curtos e a escrita da autora é fluida, o que torna a leitura agradável. O único ponto ruim da história foi a construção da relação entre a Dahlia e o Trigger, que acho que poderia ter aprofundado mais.
Não consegui mais informações sobre a sequência do livro, porém, vi que o próximo livro ainda não foi lançado no exterior. Então, o que me resta é cruzar os dedos para que chegue aqui no Brasil o quanto antes. 

Bibliografia de RACHEL VINCENT (ordem cronológica):
Dezesseis
Livros:
  • Dezesseis – Universo dos Livros (2017)
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Comentários
10 Comentários

10 comentários:

  1. Eu já tinha visto a capa desse livro e me interessado bastante por ele mesmo sem conhecer a história.
    Achei essa história super diferente e muito interessante, e já fiquei bem curiosa para saber mais desse enredo e desse romance da Dahlia 16 e do Trigger 17, e o que vai acontecer com eles depois que eles foram descobertos. O livro parece ser muito bom, só é uma pena que a construção da relação do casal não tenha sido muito boa, mas quero ler o livro mesmo assim :)

    Beijos!

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    1. Olá, Rafaela, espero que no próximo livro a autora trabalhe mais essa relação dos dois ;)

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  2. Oi Gabi,
    Faz tempo que não leio uma distopia e estava ansiando por uma recomendação de um livro do gênero. A necessidade de poder e de controle pode ser tão extrema que uma cidade habitada por clone é tida como a melhor opção. O diferencial desta trama esta na forma como os habitantes são retratados: como produtos criados para um trabalho específico, sendo desprovidos de uma convivência e uma vida normal. Dahlia 16 terá grandes desafios pela frente, pois serão muitas escolhas a serem feitas e dúvidas a serem esclarecidas, sem falar nas consequências que tudo isso pode gerar.

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    1. Olá, Gislane, é verdade, ela terá muitos desafios, até para poder se adaptar a uma outra realidade que não está acostumada ;)

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  3. Essa trama sempre me intrigou. Confesso que ando meio distante de distopias justamente porque minhas leituras não estavam fluindo, mas fiquei contente quando você citou que a leitura dessa obra é fluída. De todo modo, achei esse universo que a autora criou muito instigante.

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    1. Olá, Mari, a escrita da autora é muito boa. Li o livro rapidamente.

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  4. Oi, Gabi!!
    O livro parece ser bem interessante! Gostei muito da premissa e fiquei bem curiosa para saber mais sobre como a Dahlia e o Trigger e como que eles acabam se reconhecendo sempre, e também como eles vão enfrentar todo esse sistema.
    Bjoss

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    1. Olá, Marta, é uma grande aventura desses dois, ao tentarem burlar o sistema ;)

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  5. Gabi!
    Tão bom ler um livro de ficção que parece crível, porque todo desenrolar da trama é bem escrita e fundamentada. E ainda traz uma protagonista que busca sua individualidade em um mundo que até então não sabia existis.
    Quero poder ler.
    Desejo um final de semana maravilhoso!!
    “O primeiro passo para a cura é saber qual é a doença.” (Provérbio Latino)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  6. Li esse livro e curti bastante a historia dele. Esse livro é maravilhoso. Adorei a distopia. adorei o enredo em si. Livro super indicado

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