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15/01/2018

Li 24 livros em 2017 - grande parte foi dentro do ônibus


Oi! Como vocês estão? Há um ano, mal 2017 havia começado e me desafiei a ler 24 livros para chegar até a média de dois por mês. Consegui concluir a meta em meio às crises de ansiedade, incertezas da vida e aflição de concluir a faculdade. Algumas obras estavam em mente desde o início, mas o interesse em outras foi surgindo ao longo dos 12 meses. 

Em resumo, retomei os títulos indicados no ensino médio e, entre os contemporâneos, conheci até séries eróticas. O resultado foi ótimo! Não folheei dois livros (físicos ou eBooks) em cada mês: em alguns li três ou quatro e, em outros apenas um. Como são muitos, destaco alguns neste post. 

As viagens diárias de ônibus de Luziânia para Brasília, e vice-versa, foram minhas grandes aliadas. No balanço do baú voltei à narrativa irônica de Machado de Assis, capaz de deixar histórias do cotidiano mais atrativas que incríveis aventuras. Reli "Dom Casmurro" e conheci "Quincas Borba". 

Tive o prazer de descobrir a profundeza da escrita de Clarice Lispector, em "Perto do Coração Selvagem", além de me divertir com as peripécias vividas pelos personagens de Audrey Carlan, autora de "A Garota do Calendário".

Dois livros em especial me perturbaram – no bom sentido, se é que isso existe – por me tirarem da minha cômoda mania (adquirida durante a parceria com a Arqueiro) de devorar romances de época. O primeiro foi o clássico “O Médico e o Monstro”, que sempre ouvi falar, mas nunca antes havia tido motivação ou curiosidade para ler. Fui tola! Se tivesse conhecido as palavras de Robert Louis Stevenson mais nova, constataria mais cedo o quão extraordinária é a humanidade nos pequeninos detalhes.

O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson
A outra surpresa foi “Tony e Susan”, uma trama policial de Austin Wright. Para quem não sabe, o título inspirou o filme “Animais Noturnos”, estrelado por Jake Gyllenhaal e Amy Adams. A obra tem uma história dentro da outra: a personagem principal recebe o livro do ex-marido, no qual há o violento e angustiante percurso percorrido pelo protagonista após o sequestro da esposa e da filha. Do início ao fim é provocativo, curioso e excitante.

Tony e Susan, de Austin Wright
Entre os brasileiros, li “As letras do amor”, de Paula Ottoni, e “Noites de Sol”, do Bruno Bucis. Os dois discorrem sobre a vida de adolescentes que se veem, de um dia para o outro, precisando enfrentar decisões da vida adulta. Muito bem construídos, merecem ser explorados por leitores de todo o mundo.

Bom, queria ter conhecido muitas outras histórias naqueles 365 dias, mas 2018 chegou e tenho vários dias pela frente para colocar isso em prática. 

Veja a lista completa dos livros lidos por mim em 2017:
  • A Perversa (Tarryn Fisher);
  • O Impostor (Tarryn Fisher);
  • As Letras do Amor (Paula Ottoni);
  • Escândalos de Cetim (Loretta Chase);
  • Perto do Coração Selvagem (Clarice Lispector);
  • Escândalos na Primavera (Lisa Kleypas);
  • A Cabana (William P. Young);
  • Tony e Susan (Austin Wright);
  • As Vantagens de ser Invisível (Stephen Chbosky);
  •  O Médico e o Monstro (Robert Louis Stevenson);
  •  Boneco de Pano (Daniel Cole);
  •  Dom Casmurro (Machado de Assis);
  •  A Garota do Calendário – Janeiro (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Fevereiro (Audrey Carlan);
  •  Água para Elefantes (Sara Gruen);
  •  Quincas Borba (Machado de Assis);
  •  Fuck Love – Louco Amor (Tarryn Fisher);
  •  O Diamante (J. Courtney Sullivan);
  •  Jane Austen – Uma Vida Revelada (Catherine Reef);
  •  Inverno Russo (Daphne Kalotay);
  •  Noites de Sol (Bruno Bucis);
  •  A Garota do Calendário – Março (Audrey Carlan);
  •  A Garota do Calendário – Abril (Audrey Carlan);
  •  A Historia De Raven Queen (Shannon Hale). 


Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Oi Isadora!
    Desde 2016 coloquei essa meta para mim, no primeiro ano eu quase cheguei, mas ano passado minhas leituras caíram muito porque faltou organização no meio de tantas mudanças da vida. Esse ano estou determinada a me esforçar a meta e cumpri-la ou aceitar que ela ainda é alta para mim e diminuir a quantidade para 2019.
    Sair da zona de conforto é muito legal, sempre tento ler coisas que me desafiem. Ano passado me aventurei pelo mundo das poesias, que eu odiava desde a escola. Esse ano estou aberta a ler contos e aos poucos eu vou descobrindo novas formas de conhecer o novo.
    Que 2018 seja muito produtivo!
    Beijos!
    Ana.

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