Reflexos da Semana do Livro Nacional


Como é de senso geral para todos os leitores que acompanham o trabalho árduo de nossos escritores brasileiros, do dia 20 ao dia 28 de julho ocorreu à semana do livro nacional, um evento que ocorreu simultaneamente em vários estados brasileiros com o objetivo de que os escritores brasileiros possam ter mais voz, destaque no mercado editorial e o fim do preconceito que existe em relação à literatura nacional. O evento foi marcado pela presença massiva de leitores que puderam ver de perto (ou pelas redes sociais) um pouco mais do trabalho de profissionais que muitas vezes não eram conhecidos pelo grande público. A academia literária DF cobriu o evento de Brasília e gostou muito do que viu. Confesso que alguns dos escritores lá presentes eram desconhecidos para mim. Não por mera falta de interesse, mas porque seus livros não eram vistos por mim em livraria alguma. Não só os deles, mas de milhares de escritores espalhados pelo Brasil.
O evento deu tão certo que uma nova edição já está prevista para o ano que vem entre os dias 19 a 27 de julho de 2014. Porém, vale ressaltar que poucos foram os veículos de imprensa que deram destaque ao evento (aqui em Brasília não vi nenhum), algo que a próxima edição quer mudar.
Os tópicos que mais foram discutidos em todo o país:
- Sobre o mercado editorial. Muitos escritores de primeira viagem têm dúvidas de como funciona esse complexo sistema.
- Duras críticas ao fato das escolas de ensino médio forçarem os alunos a lerem clássicos que estão muito além de sua capacidade intelectual de compreensão por ter um português muito avançado, o que acaba por fazer aquele(a) adolescente perder o interesse pela literatura.
- A injusta comparação dos escritores brasileiros com os estrangeiros. O autor Maurício Gomyde falou que existem livros bons e ruins, não importa de onde vieram, pois é fato que os estrangeiros que chegam ao Brasil, foram justamente os que deram certo em seu país de origem, o mesmo não acontece com os escritores daqui. O marketing é muito superior a esses autores vindos de fora.
Para fechar, a autora Janaina Rico, idealizadora do "Eu Leio Brasil" agradeceu a todos e prometeu que não iria acabar por ali.

A conclusão de todo esse grito é que ainda temos um caminho árduo pela frente, muito o que fazer e muito o que gritar. Essa semana provou a todos que a literatura nacional tem voz, tem força e que não vão deixar de lutar pelo seu lugar ao sol. Na Bienal do livro do rio, maior evento de literatura do país, terá mais. O grito de independência irá abalar as estruturas do mercado editorial. Aguardem.

Luciano Vellasco

Sou o cara que brinca de ser escritor e se diverte em ser leitor. Apaixonado por livros, fotografia e escrever. Jogador de rpg nos domingos livres, colecionador de Action Figures e Edições Limitadas de jogos. Cinéfilo, amante de series e animes. Estou sempre em busca de conhecer novas pessoas e aprender com cada uma delas e por último, mas não menos importante: um lendário sonhador.
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Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. E que venham muitos outros!! Maravilhoso! ^^

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  2. Não é só de futebol e novela que esse país é feito. Temos muito o que mostrar e tá mais que na hora dos próprios brasileiros enxergarem isso.

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