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20/12/2013

ENTREVISTA: Renato C. Nonato

Bom dia, leitores! Hoje é dia de entrevista! Convidamos nosso autor parceiro Renato C. Nonato para responder algumas perguntas sobre sua vida e carreira como escritor. Vamos conferir?



Academia: Vamos começar perguntando sobre você. Começou a escrever com 16 anos. Qual foi o “gatilho” para o início de sua carreira como escritor?
Renato: Na verdade eu escrevo desde sempre, mas aos 16 anos foi quando deixei de lado os gibis e contos curtinhos para me dedicar aos livros. Tudo começou depois que li Os Sete do André Vianco, foi o primeiro livro de ficção nacional que li e me fez pensar: “Caramba, brasileiros também escrevem coisas do gênero? Por que não tentar?”, e deu no que deu.

Academia: Qual foi sua primeira tentativa de escrever algo profissionalmente?
Renato: Eu comecei uma história de agentes secretos, mas nem lembro direito como era, no fim meu computador teve que ser formatado e perdi tudo, ou melhor, não perdi nada, porque a história era muuuuito ruim.


Academia: Como leitor, quais são seus gêneros preferidos? E quais seus escritores prediletos?
Renato: Eu gosto do combo fantasia/ficção/terror. No campo nacional gosto muito do André Vianco e do Eduardo Spohr. No campo internacional eu costumo revezar muito os autores, atualmente estou curtindo muito as histórias do James Dashner (Maze Runner) e do Justin Cronin (A Passagem)

André Vianco influenciou novos escritores
Academia: Vimos que você é um grande fã do autor André Vianco. Em que ele te influenciou na sua
carreira? De que forma?
Renato: Como eu disse, essa maluquice toda de me aventurar em livros foi culpa dele!

Academia: Conte-nos como surgiu a ideia de escrever o livro “Terras Metálicas”.
Renato: Terras Metálicas começou com a ideia de um conto curtinho sobre pessoas vivendo embaixo da terra por conta de alguma catástrofe que ocorreu na superfície. Acontece que em muitos casos as histórias ganham vida e Terras Metálicas foi um desses casos, meu conto de 10 páginas sobre a Esfera ficou 20, depois foi para 30, 40, 50 e quando eu vi já tinha enredo para um livro inteiro. Aí não teve jeito, tive que escrever.

Academia: Como foi o processo de criação dos personagens? Se inspirou em pessoas reais? Ou tudo veio de sua imaginação?
Renato: Eu sei que é impossível dizer que não foram inspirados em pessoas reais (porque no fundo tudo tem uma inspiração real, mesmo que seja algo subconsciente), mas eu tentei fazer um grupo que se completasse, então ao mesmo tempo que temos a Raquel que é corajosa e não liga muito para as regras, temos o Tales que é medroso e o Ângelo que é certinho, o Ângelo também pensa muito nas consequências das coisas, coisa que a Camila já não pensa. Enfim, tentei fazer de uma forma que o grupo se completasse.

Academia: Em “Terras Metálicas” você aborda um tema importante: a capacidade humana de destruir seu próprio mundo. Quais mensagens você pretende passar com sua história?
"Quando nossas ações transformam a Terra em

um caldeirão radioativo, resta buscar refúgio abaixo da superfície"
Renato: Uma das personagens, a Isabela, faz essa reflexão no livro. Afinal se a Esfera nasceu por conta da destruição que a humanidade infringiu a si mesma, e os herdeiros dessa raça que hoje habitam o mundo de Terras Metálicas não fazem nada além de seguir os mesmos passos, como dizer que a Esfera não irá pelo mesmo caminho de destruição? Essa é a principal mensagem que quero passar, a ideia do legado, como as nossas ações hoje influenciam no futuro, muitas vezes não num futuro imediato, mas num futuro mais distante, às vezes nem no nosso futuro, mas dos nossos descendentes.




Academia: Você elegeu a Ficção Cientifica como o gênero da sua obra de estreia. Você é um grande fã e entusiasta desse gênero? Quais são suas obras de referência?
Renato: Na verdade isso foi classificação da editora e eu ainda travo uma guerra com ela para mudar o gênero para o infanto juvenil. Não que eu negue que Terras Metálicas é uma ficção científica, mas eu acabo caindo no estereótipo e as pessoas compram acreditando ser um livro estilo “Isaac Asimov” e encontram um “Harry Potter”, e como eu sempre digo que a pior coisa para se ler um livro é a expectativa isso pode acabar marcando o autor. Mas enfim, não nego que ficção científica seja um gênero que gosto, Neuromancer e O Guia do Mochileiro das Galáxias são histórias incríveis!

Academia: Entendemos que há um grande processo entre escrever um livro e ele chegar às livrarias. Quanto tempo se passou desde a ideia inicial até a chegada do livro na mão dos leitores?
Renato: Foram 2 anos desde a concepção até o fim de Terras Metálicas, mais 1 ano conversando com editoras e acertando os preparativos para o lançamento.

Academia: Haverá continuação para “Terras Metálicas”? Se sim, existe alguma previsão de quando o próximo volume chegará aos seus leitores?
Renato: Sim, “Terras Verdes” vem aí com certeza! Na verdade já estou no finzinho da história, aí entra o processo de revisão e acertar novamente com a editora, mas garanto que a espera vai valer a pena.

A cara da nossa resenhista ao saber da notícia.

Academia: Algum projeto em andamento que não tenha ligação com o universo de “Terras Metálicas”? Podemos esperar um novo livro para breve?
Renato: Sim, tenho outros livros em negociação com editoras, mas estou aproveitando para aprender tudo que deve ser aprendido com Terras Metálicas para só então embarcar num outro livro. Ah, mas garanto que não vai demorar muito tempo não.

Academia: Pretende continuar na Ficção Cientifica ou você tem na gaveta histórias de outros gêneros?
Renata: Eu também sou um amante do gênero terror, mas ainda acho que preciso amadurecer algumas coisas antes de me aventurar num livro solo, mas com certeza é algo que gostaria de fazer.


Academia: Como você classifica o mercado literário nacional? Enfrentou dificuldades para publicar seu livro?
Renato: Apesar de muitos avanços terem sido feitos nos últimos tempos, o mercado ainda é bem restrito para autores nacionais no que diz respeito a presença em grandes livrarias. Por que não existe milagre, por melhor que seja a divulgação online nada como entrar numa livraria e ver um livro exposto nas ilhas de novidades dentro delas, e isso infelizmente ainda é território dos estrangeiros, o que eu acho uma grande bobagem.

Livro do autor Jorge Lourenço
Academia: Qual autor (a) você indicaria para ser nosso “Parceiro da Academia”?
Renato: Nossa que honra! Já que falamos bastante de ficção científica, indicaria com toda certeza Rio 2054 do Jorge Lourenço, ainda estou zonzo com a quantidade de reviravoltas que houveram nessa história!

Academia: Para finalizar, primeiro, queríamos agradecer pela parceria e colaboração com a Academia. Gostaria de deixar um recado para os aspirantes a escritores? E para seus leitores?
Renato: Primeiro quero agradecer a todos que leram essa entrevista até aqui e dizer que foi um prazer participar com a Academia (Academia que por sinal é o mesmo nome da escola existente em Terras Metálicas ^^). Para os aspirantes a escritores (assim como eu!) não tem muito segredo, vocês precisam ler e escrever, de tudo, não é porque você escreve sobre fantasia que sua história não vai ter romance ou mesmo aventura, quanto mais gêneros você ler e escrever mais fácil será na hora de escrever seu livro. Já para os leitores do Terras Metálicas só há uma coisa a dizer: Espero que se divirtam muito lendo o livro!


Obrigado, Renato! A Academia Literária DF agradece sua participação, atenção e carinho dedicados a essa parceria. Sucesso na sua carreira.



Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Pode ter certeza que essa resenhista aqui ficou com olhinhos brilhando e babando arco-iris so saber que a continuação de Terras Metálicas esta no forno. #esperandoansiosamente

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