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18/12/2013

CONTO - O Beijo dos Elfos



Título: O Beijo dos Elfos
Classificação: Livre
Gênero: Fantasia
Sinopse: Os boatos de uma guerra próxima são verdadeiros. Mas nada com a qual abateria o romance de dois jovens elfos. Uma guerra de todos contra todos estava para emergir, e um banho de sangue cobriria até mesmo os límpidos céus azuis. A questão é: Qual caminho deve-se trilhar?


O Beijo do Elfos

A neve estava incessante durando três semanas consecutivas, deixando as pontas de suas orelhas totalmente congeladas. Arato corria por entre as árvores como uma raposa sem nenhum barulho possível, seus pés quase não tocavam o chão, pois parecia flutuar sob a camada grossa de neve naquela floresta densa e gelada. Sob suas costas pendia uma aljava com flechas brancas e penas negras, e nas mãos carregava um majestoso arco branco com pequenos entalhes delicados em dourado. Corria o mais rápido que podia, o vento gelado estava paralisando seus movimentos, o deixando um pouco frustrado, estava a horas trespassando por entre os grandes troncos de carvalho e galhos feitos braços que tentavam lhe atrasar, mas com um único pensamento que sempre fortalecia e revigorava sua alta resistência. Márë. Mas logo outra ideia lhe invadiu a cabeça. Estavam surgindo rumores de uma guerra eminente, dos homens contra os gigantes, dos anões contra os elfos, e dos homens contra homens. Uma guerra de todos contra todos estava para emergir, e um banho de sangue cobriria até mesmo os límpidos céus azuis. Não restaria nada. Mas não era de seu feitio fugir da batalha e sabia que ela também não fugiria.  Estavam há dias sem se encontrarem. Márë viajara com as tropas do renovável Rauthar, Lorde da floresta de Atlas ao sudeste de Alfheim, para reconhecimento de novas áreas. Avistou a frente um vulto. Rápido e Ágil assim como ele. Parou por um momento e se escondeu atrás de uma árvore. Automaticamente tirou uma flecha da aljava e a posicionou para o ataque. Só o que ouvia era o som de uma coruja por perto. Decidiu que mudaria de arvore, pois ficar em um único lugar daria a sua localização. Virou-se rapidamente apontando o arco e pulou como um gato para outro tronco. Sua audição aguçada receptou um estalar quase imperceptível naquela floresta. E então ouviu uma voz doce e conhecida. __Arato?     ---Ela perguntou, mas ainda não saiu de onde estava escondida. Ele sabia quem era e sabia que estava tudo bem agora. Levou a flecha de volta à aljava e então se prontificou. Não percebeu, mas estava na devida clareira onde marcara o encontro. Olhou para os lados, mas não há viu, caminhou uns dez metros e então ela saiu de trás de uma das árvores. Como sempre, dona de uma beleza magnífica, o diadema na testa prateado em harmonia com sua roupa de batalha. Chegou junto dela e lhe abraçou fortemente. Ele sabia que qualquer hora um dos dois poderia morrer seja em batalha ou em expedições rotineiras, e sentiu-se aliviado de tê-la mais uma vez em seus braços. __Estou feliz em vê-la... Senti sua falta assim como senti falta da natureza em terras inóspitas e inabitáveis por terríveis criaturas.     --- Ela deu-lhe um sorriso aveludado. Mas antes de dizer algo virou o rosto e assoviou. Ouviram o bater de asas de um animal de médio porte. E logo sua coruja pousou num galho baixo perto observando com a cabeça virada de lado como de costume das corujas, observando o casal. Ele viu que em seu pescoço havia um filete de sangue seco. __O que aconteceu?     ---Ela pousou uma das mãos no ombro dele.
__Os boatos de uma guerra próxima são verdadeiros. É por isso que estamos tentando achar lugares mais distantes para proteção dos antigos. Tudo esta um caos Arato... E estamos no meio desta empreitada.      --- Ele pensou por um instante. __ Não é o meu sangue... Lutamos bravamente no coração da cidade de Alfheim antes de partimos... Perdemos alguns, mas conseguimos derrotar o contingente inimigo.    --- Ele estava calmo como de costume, passou delicadamente a mão nas bochechas geladas dela e a beijou. Sentiu o calor trespassar entre os corpos um rente ao outro. Depois sentiu em suas mãos o cabelo dela macio feito algodão. Depois se entreolharam com sabor de quero mais. __Venho de Mupelsheim... As coisas estão agitadas lá também.
__Entendo. Eu não queria uma época como essa que chega mais rápido que o abate de uma águia, mas...      ---As palavras dela foram levadas pelo vento. Arato lhe respondeu. __Irei para Midgard... Vou encontrar um homem influente afim de uma aliança com meu Lorde.
__Não. Venha comigo... Viaje com minha tropa, vamos lutar lado a lado, como nos velhos tempos...
__Não sei se devo desobedecer a esta ordem...  Poderia cair no conselho dos nove...    ---Ela deixou que escapa-se uma lagrima. E disse com firmeza por fim. __ Nai anar kaluva tielyanna... E que as estrelas tragam-me de volta o meu coração...      --- Eles se abraçaram. Ele estava com o coração apertado. Queria seguir com ela, mas não podia ceder as ordens de seu Lorde. O impasse e a indecisão bateram a porta pela primeira vez. Mas sabia no fundo de sua alma o que devia fazer.  Curvou-se levemente e tirou do bolso um colar de pedrarias vermelha. Colocou o colar na mão dela gentilmente. __ Você se lembra de quando nos encontramos pela primeira vez? Você lembra as palavras que eu disse?   ---Ela disse sim com a cabeça. __Eu vou estar onde meu amor está.   --- Abriram um sorriso. Beijaram-se mais uma vez.





Autora: Agatha Ribeiro

Idade: 18 anos

Localidade: São Paulo

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