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13/02/2014

Clássicos Nacionais - Casimiro de Abreu



Casimiro de Abreu (1837-1860) nasceu na Barra de São João, Rio de Janeiro, no dia 4 de Janeiro de 1837. Era filho do rico comerciante português, José Joaquim Marques de Abreu e da brasileira Luiza Joaquina das Neves. Desde cedo despertou interesse pela literatura. Mas, com apenas 16 anos, por não se adaptar ao trabalho no comércio do pai, no Rio de janeiro, foi enviado para Lisboa. O austero pai achava que lá, ele perderia as tendências literárias. 



Importante representante do romantismo brasileiro, Casimiro José Marque de Abreu foi um grande poeta brasileiro, autor de “Meus Oito Anos”, um dos poemas mais populares da literatura nacional. Fez parte da segunda geração do Romantismo. Foi em Lisboa, quando tinha apenas 16 anos, que começou sua vida literária. Foi durante esse período em que escreveu a maioria de seus poemas que fizeram parte de seu único livro, intitulado “As Primaveras”.



Casimiro não escreveu muito, porém o lirismo presente em suas obras, que falavam sobre o amor, a tristeza da vida, da saudade da Pátria e da saudade da infância, o tornou o poeta mais popular da literatura brasileira.

Em 1859 publica seu livro de poemas “As Primaveras”, onde a maioria das poesias foram escritas em Lisboa, com destaque para “Minha Terra”, “Meus Oito Anos”, “Segredo” e “Minha Alma é Triste”.

Suas obras produzidas foram:
Fora da Pátria, prosa, 1855
Minha Mãe, poesia, 1855
Rosa Murcha, poesia, 1855
Saudades, poesia, 1856
Suspiros, poesia, 1856
Camões e o Jau, teatro, 1856
Meus Oito Anos, poesia, 1857
Longe do Lar, prosa, 1858
Treze Cantos, poesia, 1858
Folha Negra, poesia, 1858
Primaveras, poesias, 1859

“Oh ! que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias

Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor ! [...]”


(Trecho de “Meus Oito Anos”)

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