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29/11/2016

RESENHA – Imperfeitos (Cecelia Ahern)


Cecelia AhernFicha técnica:
Referência bibliográfica: AHERN, Cecelia. Imperfeitos – série Flawed. 1ª edição. São Paulo, Novo Conceito, 2016. Tradução Paulo Polzonoff Junior. 320 p.
Gênero: Romance, ficção diatópica, young adult (YA)
Temas: julgamento, tribunal
Categoria: Literatura Estrangeira; Literatura britânica
Ano de lançamento: 2016 na Grã Bretanha e 2016 no Brasil
Série: Imperfeitos (Livro 1)










“Mas entendo agora por que as pessoas leem, por que se prendem na vida de outra pessoa. Às vezes leio uma frase e ela me faz pular, me abala, porque é algo que senti recentemente mas nunca disse em voz alta. Quero entrar na página e dizer aos personagens que os entendo, que eles não estão sozinhos, que eu não estou sozinha, que está tudo bem em se sentir assim. E então o sinal, o livro é fechado e volto à realidade.”
Imperfeitos – Livro 1. (posição 2.245 – 53% – de 4.252– E-book via Amazon)

 Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade e considerados seres não merecedores de compaixão.  Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, benquista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan.
Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita?
Queridos leitores, estou até agora pasma com esse livro. Amei cada pedacinho dele. Primeiro, preciso confessar uma coisa. Resolvi lê-lo por três motivos: gosto de distopias, gostei da sinopse e o livro tem uma boa classificação no Skoob (rede social que avalia livros). Confesso que não me atentei muito a quem era a autora do livro, e ainda bem. Pois, depois de ter lido, vi que ela havia escrito os livros “Simplesmente Acontece”, “P.S. Eu Te Amo”, entre outros. Admito que são livros que não fazem muito o gênero literário que eu gosto de ler. Agora, imaginem se eu não tivesse dado uma oportunidade para essa belezinha por conta dos outros livros da autora? Nunca poderia ter vivenciado algo tão magnífico. Ok, parei com o drama (rsrsr), vamos para a resenha.
Na história, vamos conhecer a Celestine North, que vive em uma sociedade que não admite a imperfeição. No seu país, bem antes dela nascer, houve uma grande recessão. Bancos faliram, o governo entrou em colapso, a economia declinou, o desemprego e a emigração dispararam. Tudo isso aconteceu por culpa dos governantes daquela época, afinal eles deveriam saber que isso poderia acontecer. Então, por conta das decisões erradas deles que o país entrou em crise. Sendo assim, foram considerados pessoas más, por “destruírem o país”, por isso, tinham que pagar pelos seus erros. Desta forma, os governantes da época foram considerados moralmente imperfeitos.
Assim sendo, decidiu-se implantar um novo regime de governo, em que qualquer pessoa que fizesse alguma coisa errada era imediatamente punida. Elas não eram criminosas, mas eram pessoas que tomaram decisões erradas. Por exemplo, um marido que trai sua esposa será julgado como imperfeito, e mesmo que a esposa o perdoasse, a sociedade não, e ele deverá pagar pelo seu erro.
Os imperfeitos são julgados por um tribunal específico. Quando considerados imperfeitos, suas imperfeições eram pronunciadas publicamente e sua pele era marcada com um “I”. Além disso, elas devem viver com regras diferentes das outras pessoas “perfeitas”, sendo sempre humilhadas.
O chefe do tribunal é o juiz Bosco Crevan. Um dos homens mais temidos por todos os cidadãos, mas não para a Celestine, já que ele era o pai do seu namorado, Art. Como ela sempre admirou as atividades do tribunal, então se tornou uma das defensoras do sistema de “perfeição” e, por consequência, fã do juiz.
Porém, após uma situação inusitada ela tomou uma decisão ruim. Por conta dessa decisão, ela deveria ser julgada pelo tribunal. Porém, por ser a namorada do Art, filho do chefe do tribunal, a mídia ficou atrás dela. O seu rosto estampava todos os jornais.
O juiz tentou trapacear no julgamento, e disse que se ela mentisse que não tinha feito o ato em questão, então não seria marcada imperfeita. Mas, na cabeça dela, para ser considerada perfeita, deveria fazer algo imperfeito, que era mentir. Então qualquer decisão que ela tomasse poderia causar algum ato de rebelião no país. E isso poderia deixar o sistema muito fraco, coisa que o Crevan não queria de jeito nenhum.
Enquanto a decisão do julgamento dela não saía, ela ficou em uma prisão, que era toda em vidro, mas à prova de som. Nessa prisão ela conheceu o Carrick Vane, um rapaz que também seria julgado como imperfeito. Eles nunca trocaram uma palavra, entretanto, a Celestine sentiu uma grande conexão com ele, haja vista que ele estava passando pela mesma situação que ela.
Leitores, acho que já disse muitas coisas, então vou parar por aqui. Peço que leiam. Vale muito a pena. Percebi que quando estava na metade do livro eu tentei ler mais devagar, para evitar que o livro acabasse logo, de preferência nunca (rsrs). Quando ele acabou fiquei com um sentimento de muita raiva, porque a sequência ainda não foi publicada aqui no Brasil. Esse é um livro que daria um ótimo filme. Adoraria conhecer a Celestine e todos os outros personagens secundários. Amei cada um, principalmente os pais dela.
A autora do livro, Cecelia Ahern, é irlandesa e formou-se em Jornalismo e Meios de Comunicação. Aos 21 anos escreveu seu primeiro romance, P.S. Eu te Amo, que se tornou best-seller imediatamente e foi adaptado para o cinema — assim como Simplesmente Acontece, A Lista, O Presente, O Livro do Amanhã e A Vez da Minha Vida também são best-sellers em todo o mundo. As obras de Cecelia Ahern são publicadas em 46 países e já venderam, ao todo, mais de 13 milhões de cópias. Ela vive em Dublin com sua família
O livro possui 66 capítulos, e é narrado de forma linear cronológica em primeira pessoa, pelo ponto de vista da Celestine. Como os capítulos são curtos e a autora tem uma ótima escrita, a leitura fluiu que foi uma beleza.
Infelizmente, ainda não estão disponíveis os outros títulos aqui no Brasil. Agora é torcer para andar bem rápida essa publicação.
Cecelia Ahern

Bibliografia de Cecelia Ahern (ordem cronológica):


Livros:
  • P.S. Eu te amo – Novo Conceito (2012)
  • A Vez da Minha Vida – Novo Conceito (2012)
  • O Livro do Amanhã – Novo Conceito (2013)
  • O Presente – Novo Conceito (2013)
  • Simplesmente Acontece – Novo Conceito (2014)
  • A Lista – Novo Conceito (2015)
  • Como Se Apaixonar – Novo Conceito (2015)
  • O Ano em que Te Conheci – Novo Conceito (2016)
  • Imperfeitos – Novo Conceito (2016)

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Comentários
6 Comentários

6 comentários:

  1. Lindo lindo Gabi!!
    Torcendo mto pra q em breve chegue ao Brasil!
    Fiquei doida pra conhecer!
    Bjs!

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  2. Gabi!
    Pelo isto a Cecília resolveu inovar escrevendo uma distopia, o que é bom, porque assim podemos conhecer mais uma faceta de tão boa autora.
    Gosto de distopias e gostaria de ler mais esse livro da autora.
    “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro.” (Jean-Paul Sartre)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Rudynalva, não conheço os outros livros dela, mas amei essa distopia ;)

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  3. Nossa!
    Quero muito ler esse livro dela!
    Tenho dois aqui em casa e amo muiiito!
    Achei esse livro muito interessante e a capa está muito bonita!

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    1. Olá, Rita, acho que você vai gostar da leitura ;)

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