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27/02/2014

Clássicos Nacionais - Castro Alves



Antônio Frederico de Castro Alves, ou apenas Castro Alves, foi um grande poeta brasileiro do século XIX, nascido em 14 de Março de 1847, na cidade de Curralinho, na Bahia. Durante esse período ainda existia a escravidão aqui no Brasil e, apesar do escritor ter um gosto sofisticado para roupas e levar uma vida confortável, esse gentil e simpático escritor foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados.

Escreveu vários versos de protesto contra a situação à qual os negros eram submetidos e, graças a esse seu estilo contestador, ficou conhecido como o “Poeta dos Escravos”. Quando tinha 21 anos demonstrou toda sua coragem ao ler o “Navio Negreiro” durante uma comemoração cívica onde, a muito contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos.

Infelizmente este notável escritor morreu muito jovem, antes mesmo de terminar o curso de Direito que iniciara, devido ao agravamento da tuberculose que vinha sofrendo desde seus 16 anos.



Além de poesia de caráter social, Castro Alves também compôs muitos versos lírico-amorosos, seguindo o estilo de Vitor Hugo. Na classificação muitos escritores, diz-se que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.

Apesar de ter vivido tão pouco, o escritor deixou para nós livros e poemas muito significativos:

- Espumas Flutuantes, 1870;
- A Cachoeira de Paulo Afonso, 1876;
- Os Escravos, 1883;
- Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921);
- Tragédia no Lar, 1868;
- Navio Negreiro, 1869.

"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar! por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...

Quem são estes desgraçados,
Que não encontram em vós,
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?... Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa musa,
Musa libérrima, audaz![...]"
(Trecho de "Navio Negreiro")
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26/02/2014

Parceria: Editora Imagini




Bom dia, leitores!                                                                        
             É com muita alegria e satisfação que anuncio mais um parceiro da Academia: Editora Imagini!  Gostaríamos de agradecer à editora pela oportunidade de parceria e pela confiança que vocês estão depositando no grupo da Academia e agradecemos também aos nossos leitores, que têm acompanhado dia e noite as postagens do blog.
 Vamos falar um pouco sobre a nossa editora parceria:

"A Editora Imagini busca incentivar a literatura brasileira. O mercado editorial,  é rígido e possui até uma certa falta de respeito com autores nacionais, o espaço reservado aos autores internacionais não se aproxima do espaço destinado aos autores brasileiros, e quando o autor está iniciando a situação é mais complicada ainda. Sabendo destas dificuldades, nasceu a Editora Imagini, que oferece os serviços de edição e publicação de livros, além de consultoria literária para que você possa publicar seu sonho".


Publicações da Editora:


Após sofrer grave acidente, a jovem Catarina apaixona-se por seu anjo salvador, porém fica desolada ao ver que seu amor não pode ser correspondido. Misteriosamente DJin cruza o caminho de Catarina, rapaz enigmático e sedutor que se dispõe a realizar três desejos , além de revelar um segredo sobre o passado que mudará o rumo de tudo. 

Links: Skoob, Site.



A obra "Além das Palavras" traz poesias carregadas de sentimentos, profundos desabafos, amores, desamores, anseios e aspirações. Emoções à flor da pele. As poesias do autor Leonardo Pacheco, foram escritas ao longo dos anos. Com maestria transforma sentimentos em belos poemas, utilizando uma linguagem prosaica do cotidiano.

Links: Skoob, Site












Querem saber mais sobre nossa editora parceira? Acessem o site! E não esqueçam de acompanhar as novidades através da Fanpage da editora!
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25/02/2014

Parceira da Academia - "Rubi de Sangue" - Denise Flaibam

Olá leitores Whartianos!

Hoje vamos tirar matar aquela curiosidade do livro tão aguardado por todos Whartianos e futuros Whartianos, o Rubi de Sangue.

O livro Rubi de Sangue ainda não foi publicado, indícios que ainda não possui editora. Mas isso não é um problema pois a autora Denise Flaibam está sempre postando informações sobre a obra e deixando os leitores mais ansiosos e curiosos pelo lançamento do livro.

A autora ganhou uma fanart da ilustradora Lara Paneto. Vejam como ficou linda:


Conheça você também um pouco mais sobre essa obra:


Rubi de Sangue
Título: Rubi de Sangue
Autor: Denise Flaibam
Gênero: Aventura
Assunto: ação, aventura, piratas
Idioma: Português
Ano de Lançamento: whartianos esperam que seja 2014
Público-alvo: Juvenil
Sinopse: Arabella Snow é o tipo de mulher que encanta e arrebata; desbravadora de mares, caçadora de tesouros, conquista riquezas e corações no decorrer de um suspiro. É a domadora do oceano, uma das piratas mais famosas de todos os tempos. Mas ela não passa de uma personagem dentro dos livros que Moira não se cansa de ler. Em toda a sua vida, Moira Black sonhou em ser como sua heroína. A ingênua garota vive numa realidade monótona e previsível, cercada por nobres e suas máscaras de frivolidade. Contudo, algo maior está reservado para a doce garota dos olhos de tempestade; Moira está ligada a lenda de um tesouro. O relicário deixado por sua mãe tem laços com uma desconhecida maldição, e para descobrir os mistérios que se escondem junto ao rubi de sangue, Moira mergulhará num universo pertencente somente aos seus livros: o mundo da pirataria. Mas a vida real não é tão simples quanto às aventuras que decorreram nas páginas que Moira idolatrava. Para salvar seu pai, a jovem precisará exigir de si mesma a coragem que tanto admira em Arabella Snow. Se ela quiser sobreviver a essa viagem, precisará ser uma pirata melhor do que sua maior heroína.

     Onde Encontrar:




Opinião do Leitores: 

Marcelo Rocha (Facebook)
“Da pra Publicar aí o Livro, por favor?

Sucesso garantido, ein? Obrigado. xD

Andressa Andrião(Facebook)
“Por favor! *-* Estou louca para ler!! *O*

Vitoria Rocha  (Facebook)
“Não vejo a hora de ter ele em mãos, esse livro promete.”

Gisele Dute (Facebook)
“Queremos muito esse livro. POR FAVOR, PUBLIQUEM  Piratas? Todos amam!

Lylah Amorim (Facebook)
“Queremos Rubi de Sangue porque:
1- PIRATAS!
2- Os Mistérios de Warthia foi/é ÓTIMO então publicar Rubi de Sangue será sucesso na certa!
3- PIRATAAAS!”


Mateus Antony (Facebook)
“Publicar esse livro não é um favor nem para nós, mas para a editora, que não PODE perder essa oportunidade. Denise é uma ótima escritora e traz na bagagem um público fiel e leitores árduos... E AGORA ESCREVE SOBRE PIRATAS? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK SINÔNIMO DE SUCESSO, AMOR, E LEITORES. Não há dúvidas que esse livro irá estampar muitas prateleiras. A história - mesmo que quase mantida a cem chaves, porque Denise Flaibam incrementa tudo com reviravoltas e sofrimentos eternos - é fantástica e atraente! Editora Novo Conceito, apenas aguardando pela notícia de que irão publicar esse obra fantástica.


Assim como os Whartianos, nós da Academia Literária DF damos o apoio a todos e gritamos junto: POR FAVOR, PUBLIQUEM!!!

Booktrailer(teaser):

video


Aguardamos ansiosamente o lançamento de Rubi de Sangue e enquanto isso a Academia Literária DF tem a imensa alegria de parabenizar a autora Denise Flaibam por Um ano de Lançamento de “A Profecia de Mídria”. Um livro que está prometendo e agrandando muito os leitores, com sucesso de vendas e de conquista de fãs. Parabéns Denise que continue a trilhar na literatura nacional com muito sucesso.


Whartianos o aniversário é da Profecia de Mídria mas quem ganha presente são vocês. Em comemoração a esse aniversário, Denise disponibilizou o prólogo do livro 2, A Fortaleza do Dragão, para leitura. Denise diz: “Espero que apreciem! E cuidado com o final, ele pode causar alguns ataques.

Então com coração preparado para fortes emoções, só clicar aqui.




Agradeço a parceria e toda a atenção e carinho de Denise Flaibam. Mas não achem que ficará por aqui estaremos na cola de suas obras e divulgaremos aqui para vocês. Em breve uma entrevista com Denise para que vocês saibam mais e seja um Whartiano.


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24/02/2014

Semana do Livro Nacional


                
Bom dia, leitores.
                Hoje vou contar uma história para vocês. Prometo que não será muito longa e prometo revelar o porquê de estar contando a vocês.

***

               Era uma vez uma ideia. Essa ideia, bem pequena na época, de um jovem que queria muito publicar um livro. Só que esse jovem era inexperiente. Então, ele foi procurar se informar do que era preciso para publicar um livro. Ele ficou um pouco frustrado ao ver que publicar livros no Brasil era algo muito difícil, que iria exigir dele muitos sacrifícios. Mas ele não desistiu, até porque nem tinha escrito um livro ainda, quanto mais publicado um! Então ele pensou: ainda que eu não tenha escrito um livro, gostaria de ver meus futuros colegas em uma situação melhor do que a que estão hoje, pois existem livros excelentes que nunca tiveram uma chance de chegar às mãos dos milhares de leitores vorazes espalhados pelo Brasil. Nasceu daí uma ideia derivada da primeira ideia. Como este rapaz gostava de escrever e tinha um blog dedicado especialmente para isso, pensou que poderia ajudar os escritores brasileiros mostrando às pessoas suas obras e suas experiências de vida nessa jornada tão árdua que é ser escritor. Só que era necessário mais, ele precisava de algo que chamasse a atenção das pessoas, ele precisava de algo mais sério, algo mais voltado ao meio literário.
                “Porque não criar um blog literário para divulgar autores nacionais?”
                Outra amiga, também com muitas ideias relacionadas ao cenário da literatura nacional na cabeça, pensava em algo que pudesse ajudar.
               Do sonho desse rapaz e dos desejos dessa amiga surgiu algo.  
   Nascia aí a semente do projeto intitulado Academia Literária-DF.
               Então esse rapaz se aperfeiçoou e, grudado por dias na tela de seu computador, moldou sozinho o blog que iria sustentar a ideia criada pelos dois. Depois de algumas semanas ele ficou sabendo de um evento literário e julgou que seria a hora perfeita de estrear o blog. Correu com tudo na velocidade da luz e, quase por milagre, fez a primeira postagem de apresentação minutos antes do início do evento, que por sinal foi muito bom, pois havia ali todos os ideais que o rapaz almejava para tocar a Academia para frente: valorização dos autores e da literatura nacional.
              Foi nesse evento que ele teve um dos primeiros contatos com autores que ainda não tinham seu lugar de direito ao sol, que ainda não eram conhecidos pelo grande público. Aquele era o lado ruim da coisa. O lado bom, ele logo pode conhecer: eles, os escritores, eram pessoas comuns como todos nós. Não eram “deuses” intocados que só vemos na contra capa de livros e nas fotos espalhadas pela internet, daqueles que você precisaria atravessar países, enfrentar filas quilométricas por um autografo e uma foto. Eles estavam ali, conversando, brincando, autografando, tirando fotos e ninguém precisava fazer qualquer esforço maior que dar alguns passos. Esse contato direto com o autor, que muitos não conseguem por N motivos, foi o que mais cativou o rapaz.
               Foi nesse evento que ele conheceu a Viviane (Chefa para os subordinados e Vivi para os íntimos). Uma mulher maluca que tinha um poder obscuro de fazer as pessoas gostarem dela apenas com a sua presença. Até hoje o rapaz acredita piamente que isso é alguma bruxaria. O que se deu a partir de então foi uma amizade bem divertida. Ela foi a primeira Parceira do novo blog, a primeira entrevistada e a primeira experiência de divulgação de um autor.
                Isso aconteceu há muitos meses atrás.
                O rapaz da história sou eu, Luciano Vellasco.
                A amiga da história é a Amanda Gomes.

***

                Porque eu contei essa história?
                Bem, me ensinaram que na vida tudo tem um propósito, uma razão de ser e existir. E coincidência ou não o evento literário que marcou o início da Academia marcará mais uma vez esse ano, pois, somos nós que vamos organizar a Semana Nacional do Livro - Brasília!!!
                Vivi, você pode até achar que fez pouco mas a sua ação (inesperada, diga-se de passagem) fez parte do meu sonho dar um salto gigantesco. Eu, em nome de toda a Academia, agradeço pelo que você fez por nós ao me indicar. Muito obrigado. De coração.
                Então, é isso pessoal.
 É oficial: a Academia Literária-DF irá organizar o evento que deu o que falar no país todo no ano passado e que fará barulho mais uma vez neste ano.
                Aguardem novidades!



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20/02/2014

Clássicos Nacionais - Cecília Meireles



Celília Meireles é uma das grandes escritoras brasileiras, cujos poemas encantaram leitores de todas as idades.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, nasceu em 7 de novembro de 1901, Rio de Janeiro. Teve a infância marcada pela dor e solidão, nunca conheceu o pai (pois morreu antes que tivesse nascido) e a mãe morreu quando tinha apenas 3 anos de idade. Foi então criada por sua avó, Dona Jacinta. Foi por volta dos 9 anos de idade que Cecília começou a escrever suas primeiras poesias.

Formo-se professora e, com apenas 18 anos de idade, publicou seu primeiro livro, “Espectro”, composto de vários poemas simbolistas. Embora estivesse no auge do Modernismo no país, a poetisa foi influenciada pelo movimento literário simbolista. Em 1922 casou-se com o pintor Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas.



Sua formação e interesse pela educação a levou a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro em 1934. Teve várias obras de literatura infantil, como destaque “O cavalinho branco”, “Colar de Carolina”, “Sonhos de menina” e “O menino azul”. Todos esses poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características das poesias dessa escritora).






Em 1939, Cecília publicou o livro “Viagem”. A beleza das poesias lhe ajudou a ter um grande conhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área da literatura. E, com esse livro, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Em 9 de Novembro de 1964 Cecília Meireles veio a falecer.























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19/02/2014

Parceira da Academia - "A Fortaleza do Dragão" - Denise Flaibam

Olá leitores! Já conheceram nossa nova parceira Denise Flaibam?

Para quem ainda não conhece o primeiro livro da série e não conhece a autora, clique aqui. E para quem já conheceu a autora então vamos conhecer um pouquinho mais sobre suas obras e artes.

Como já relatada, os fãs de Whartia, ou melhor dizer os Whartianos estão a espera do lançamento do segundo livro de Os Mistérios de Whartia. Previsto para este semestre e chamado “A Fortaleza do Dragão”. 


A autora Denise Flaibam liberou a sinopse oficial de "A Fortaleza do Dragão”, mas a capa ainda continua sendo um  mistério para os Whartianos.


Autora Denise Flaibam


A Fortaleza do Dragão

Depois de descobrir que seu destino está ligado ao destino daquele mundo, Serafine Delay está para confrontar o Reino mais traiçoeiro de Warthia. A escolhida dos Deuses precisa se fortificar para enfrentar a tormenta que tem pela frente e, para isso, contará com a ajuda do jovem Rei, Jon Tytos. O senhor do Oeste lhe oferece nada menos que treinar com os melhores arqueiros de toda Warthia. As Trevas irão ressurgir e, com elas, antigos segredos terão suas respostas colocadas à mesa. Em meio ao jogo das sombras, até onde Serafine irá para salvar em quem confia? Em quem ela pode confiar? O passado de Ývela e Jarek volta para assombrá-los enquanto Guillian luta para manter o equilíbrio em meio a um quarteto atormentado. Na Fortaleza do Dragão, destinos irão colidir.  


O lançamento está próximo, a autora relata que antes que se imagine estará nas mãos dos Whartianos. E enquanto não o temos, Denise vai soltando trechos e imagens para despertar curiosidade dos leitores. Vejamos algumas:







Você pode encontrar mais trechos e imagens que a Denise e seus Whartianos preparam em sua Fangpage -  Os Misterios de Warthia



Booktrailer
Os Mistérios de Warthia II - A Fortaleza do Dragão




Ah, uma curiosidade legal em seu blogspot - Denise posta as fanarts de seus leitores de Whartia. Já imaginou como seria o Jarek, Serafine, Serek, Ývela e cenas de Whartia? Então alguns whartianos imaginaram e desenharam.
Jarek por Lara Paneto
Serafine por Melyne Tfr
  




Essas são só uma amostra do talentos dos fãs, se quiserem ver mais entre aqui no blog da Denise










E o livro Rubi de Sangue? Calma...eu vou falar, mas não hoje.
Alguém ai já leu os Mistérios de Whartia? O que acharam? Vamos torcer para que A Fortaleza do Dragão saia logo!






SEJA UMA WHARTIANO!


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18/02/2014

RESENHA - O código élfico (Leonel Caldela)

Ficha técnica:
Referência bibliográfica: CALDELA, Leonel. O código élfico. 1ª edição. Rio de Janeiro, Fantasy Casa da Palavra (selo da Editora Leya), 2013. 573 páginas.
Gênero: Fantasia; ficção.
Temas: Elfos, filosofia, artes marciais, magia, invasão e dominação da Terra, subjugação da raça humana.
Categoria: Literatura nacional.
Ano de lançamento: 2013










“Ela estava pensando, com toda a confiança, em sair do tempo. Ela havia seguido um mercenário, um estranho que deixava uma trilha de cadáveres atrás de si. Ela estava convencida de que tinha como amigo uma criatura mítica. Uma criatura com quem ninguém mais conseguia falar.
_ Estou louca _ disse em voz alta.
Preparava-se para ser treinada por esse homem, esse elfo que falava a língua fictícia que ela aprendera durante a adolescência, por diversão. Após esse treinamento, ela, Nicole Manzini, salvaria o mundo de uma invasão que ninguém mais conhecia. Um treinamento reservado só a ela, porque era especial.
Até mesmo o mercenário sumira, desde que ela entrou nesse lugar maravilhoso onde prometiam transformá-la em heroína, onde haviam lhe explicado a história do secreta do mundo.
Era tudo loucura. Tudo uma imensa alucinação.
Ela estava sendo caçada por homens maus que nunca conseguiam apanhá-la. Encontrava criminosos que morriam sem deixar vestígios. Escapava de massacres que eram abafados por uma conspiração sinistra, impedindo que qualquer autoridade ficasse sabendo. Sentia pavor.
_Meu Deus, o que está acontecendo comigo?”
*O código élfico (pág. 365).


                Os seres humanos são a espécie dominante do planeta Terra, certo? Se não fosse assim, qual seria o papel da humanidade na história?
Quando Astarte – príncipe de Arcádia e último filho da raça dos elfos – completa seu treinamento segundo o código do nobre guerreiro élfico, domina todas as artes e habilidades élficas e se torna um arqueiro, é chegado o momento de enfim conhecer o seu destino e seu papel na sociedade regida por sua mãe, a Rainha da Beleza: abrir o portal a muito selado que conecta Arcádia à Terra e assim permitir que os elfos novamente exerçam seu domínio por direito ao mundo dos homens e recoloque a humanidade em seu devido lugar, escravos de sua raça infinitamente superior. Mas Astarte não conhece seu destino e quando este lhe é apresentado, não parece certo, nobre ou condizente com tudo o que lhe fora ensinado. Quando Nicole – filha de um cultista assassino, princesa das conspirações, famosa em sua terra e fora dela por todas as tragédias, mortes, abduções e estranhas coincidências ao seu redor – se vê obrigada a abandonar seu mestrado quase concluído em filosofia na Europa e voltar para a cidade de Santo Ossário onde nasceu e cresceu e para onde jurou jamais voltar, muito do seu passado e das razões para todas as estranhezas em sua vida serão explicadas. E, na garupa das respostas, muito do seu destino ficará desconfortavelmente claro. Quando mais um Festival de Cinema transformar a pequena e pitoresca cidade interiorana de Santo Ossário em uma passarela onde desfilarão as maiores beldades da Terra; quando o príncipe dos elfos despertar no mundo dos homens pela ciência e a magia combinadas por uma antiga família dedicada ao culto à deusa e aos senhores elfos; e quando a princesa das conspirações estiver de volta à sua cidade natal, um grupo de cultistas de uma deusa antiga e cruel, liderados por Emanuel Montague, o Dragão, estarão preparando o terreno e os rituais sagrados para o retorno da deusa e senhora dos elfos, a Rainha da Beleza. E então, mais uma vez, o domínio desses seres de vida eterna será estabelecido e os humanos serão escravos. Em oposição às forças dos elfos, da Rainha, do Dragão e dos cultistas se postarão Astarte, Nicole e uns poucos conhecedores dos mistérios de Santo Ossário e do verdadeiro sentido do código élfico. Duas espécies diferentes, dois objetivos distintos, quatro seres – dois predestinados (Astarte e Nicole) e dois imbuídos de vontade e poder (o Dragão e a deusa) – com papeis fundamentais no desenrolar dos fatos. Um representante de cada raça em cada lado da balança. A guerra pelo domínio da Terra irá começar.
As páginas dessa narrativa apresenta uma história de transmissão de conhecimentos; de treinamentos e preparação de guerreiros; da supremacia de uma raça superior e do culto a essa raça por uma outra inferior; da tentativa de retorno e dominação dos lordes élficos e de uma deusa maligna; da força e do poder da vontade; de guerra. Nesta história, os elfos personificam uma gigantesca contradição: são seres imortais (a menos que sejam assassinados ou escolham morrer de velhice), belos, em comunhão completa com a natureza, amantes da beleza, das artes, da poesia e da filosofia; e simultaneamente são seres arrogantes e convencidos de sua superioridade, escravocratas impiedosos, cruéis e sanguinários que encontram divertimento em caçar e exterminar humanos. O conceito literário aplicado a eles se assemelha aquele estabelecido por J.R.R. Tolkien, mas, diferente de seus semelhantes da Terra Média, os elfos de “O código élfico” não prezam pela bondade e justiça. Entretanto, um ponto deve ser explanado: a própria narrativa esclarece que houve um passado distante em que os elfos eram bons, praticavam e transmitiam os verdadeiros valores do código élfico (representados pela filosofia e o treinamento na arquearia), mas a raça corrompeu-se e degenerou para os valores atuais. A filosofia élfica, da maneira como é apresentada, parece se inspirar nas culturas orientais e inclusive – dentro da realidade em que se insere a trama – sugere que estas, de maneira inversa, foram inspiradas na cultura élfica. Outro conceito de difícil interpretação é a relação entre a vontade de um ser e o seu poder e sua capacidade de realizar algo. De um modo geral, “abstrato” é a palavra que mais se aproxima da função de traduzir as ideias contidas nessa obra.
A narrativa é intricada e confusa no princípio, repleta de idas e vindas no tempo e no espaço, além da relação temporal divergente entre a Terra e Arcádia, características que podem deixar o leitor um tanto perdido até que ele entenda a dinâmica da história.  Conceitos filosóficos sobre a arte e o pensamento guerreiro – e o próprio treinamento em si – são elementos constantes no texto e transmitem noções bastante subjetivas que requerem um bom nível de abstração para ser assimilado. Mas à medida que o enredo prossegue e as questões vão sendo explicadas, a leitura flui com maior facilidade. E, com a aproximação do ápice da história, a leitura se torna mais dinâmica e fluída em virtude da gradativa aceleração dos acontecimentos. E o auge da narrativa se concentra na batalha final. Muitas reviravoltas e muitos eventos constroem o cenário caótico e intricado de um grande e épico desfecho.
Em todos os momentos da história, é interessante observar a construção dos personagens e o modo como o autor se vale deles. São, em sua maioria, seres pitorescos com características, razões e motivações bastante peculiares. Por mais que a premissa seja simples a princípio – humanos como o elo fraco e indefeso da corrente, elfos como o elo forte e dominante; os que querem dominar, os que desejam servir, aqueles que tentam resistir – as características pré-estabelecidas se diluem e se fundem e, no fundo, cada personagem é muito mais do que parece, muito mais complexo e insondável. Algo importante a ressaltar: mortes são frequentes e corriqueiras. O autor, Leonel Caldela, não vê problemas em se desfazer dos personagens tão criteriosamente construídos, independentemente do lado da balança em que estejam. Uma característica marcante do autor também se faz presente nesta obra: pequenas doses de sadismo permeiam a trama, seja nas experiências realizadas em Nicole durante suas abduções, seja nas atitudes dos elfos dispensadas aos humanos, seja na forma das mortes de vários dos personagens. Não chega a ser chocante mas é, sem dúvidas, bastante inquietante.
Narrado em terceira pessoa por um narrador observador, em “O código élfico” o foco da narrativa se divide entre os conceitos abstratos da Filosofia e do treinamento élfico e a ação dos preparativos e dos atos de guerra.  Como explanado anteriormente, a narrativa é um tanto truncada no início mas ganha maior fluidez com o desenrolar da trama. Os capítulos são divididos em três Partes que dão o tom do ritmo da trama. A formatação do livro é simples mas muito condizente com o espírito da história e o pequeno símbolo do arco e da flecha utilizado nas pausas textuais demostram de forma sutil e delicada o cuidado dispensado à apresentação visual da obra.
                E o mestre dessa jornada ao mundo e aos princípios élficos é Leonel Caldela, brasileiro apaixonado por RPG e morador da cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. No campo do RPG, Caldela escreve, edita e traduz livros e manuais pela Editora Jambô. Como escritor de romances, o autor teve sua grande estreia com a obra “O inimigo do mundo”, primeiro volume da aclamada Trilogia da Tormenta baseada no cenário brasileiro de RPG de mesmo nome. Possui em seu currículo dois outros títulos, dessa vez em cenário próprio: “O caçador de apóstolos” e “Deus máquina”. Com seu “O código élfico”, Caldela reforça suas marcas registradas e seu talento para criar histórias complexas e bem contadas, onde nem tudo é tão simples quanto parece. E assim, “O código élfico” é um livro para ser apreciado por quem nutre gosto por aventuras e desafios e por aqueles que gostam de ser surpreendidos por um desfecho inesperado.




Bibliografia de Leonel Caldela (ordem cronológica):

Livros:
  • O inimigo do mundo – Jambô (2004);
  • O crânio e o corvo – Jambô (2007);
  • O Terceiro Deus – Jambô (2008);
  • O caçador de apóstolos – Jambô (2010);
  • Deus máquina – Jambô (2011);
  • O código élfico – Fantasy Casa da Palavra (2013).


Participações:
  • Crônicas da Tormenta – Jambô (2011) com os contos “História de Herói” e "Ressurreição". 
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17/02/2014

Parceria: Faro Editorial



Boa tarde, leitores!                                                                        
             É com muita alegria e satisfação que anuncio mais um parceiro da Academia: Faro Editorial!  Gostaríamos de agradecer à editora pela oportunidade de parceria e pela confiança que vocês estão depositando no grupo da Academia e agradecemos também aos nossos leitores, que têm acompanhado dia e noite as postagens do blog.
                Vamos falar um pouco sobre a nossa editora parceria:

                “Num mundo em acelerada transformação, como o da comunicação, é preciso ter “faro” para escolher e lançar o melhor. Esta poderia ser uma boa explicação para o nome da mais nova editora do mercado: Faro Editorial. Mas não foi assim que o nome surgiu. Na verdade, Faro é o sobrenome dos avós italianos do Pedro Almeida, editor já com longa e consagrada carreira no segmento de livros, tanto dentro de grandes e pequenos grupos como em atuação solo. Pedro agora se associa a Karine Pansa e Diego Drumond, dois nomes também bastante conhecidos no meio, para lançar uma editora própria. Os três sócios vão somar expertises diferenciadas e complementares para surpreender agradavelmente seu público-alvo – adulto e jovem — e também atrair novos leitores de comunidades que surgem e crescem em função de novos comportamentos originados na interatividade proporcionada pelos avanços da tecnologia. A Faro Editorial nasce também com um selo específico, a Edição Limitada, para atender a essa demanda latente, levando ao mercado desde títulos clássicos — produzidos com requinte artesanal e tiragens limitadas de colecionador — enquanto se encarrega das obras de autores best-sellers e clássicos, alguns já conhecidos nacional e mundialmente e outros ainda em busca do reconhecimento e público”.


                Vocês leram? Edições limitadas! Aguardem por novidades interessantes, leitores.

Publicações da editora:








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14/02/2014

Curiosidades Literárias - Literatura, Livros e Autores

Você já se perguntou como o autor escreveu aquele livro? Ou qual livro é o mais vendido do mundo? Muitas pessoas apenas pegam livros para ler, sem saber nem do que se trata se existe ou não uma história por trás da história que se está lendo. A literatura e seus autores também têm histórias através desses livros.

O mundo dos livros, dos autores e do mundo literário é cheio de curiosidades bem interessantes, umas até absurdas. Confira algumas aqui:


As Duas Faces do Destino

O poeta português Fernando Pessoa foi criado na África do Sul e teve o inglês como a sua segunda língua. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa.





As Duas Faces do Destino
Fundada em 1897, a Academia Brasileira de Letras só admitiu a primeira mulher em seus quadros 70 anos depois. A pioneira foi a escritora cearense Rachel de Queiroz. Em compensação, a ABL foi a primeira academia no mundo a eleger uma mulher para a presidência, a escritora Nélida Pinõn, que assumiu o cargo em 1995.



As Duas Faces do Destino

A Bíblia Sagrada é o livro mais vendido do mundo. Calcula-se que os números de exemplares já ultrapassaram 6 bilhões.





As Duas Faces do Destino

Em uma época em que o Brasil tinha pouquíssimas livrarias, Monteiro Lobato colocou livros em mercearias, provocando uma demanda e praticamente criando a indústria editorial no país.





As Duas Faces do Destino

Guimarães Rosa, famoso escritor brasileiro, morreu três dias depois da sua posse na Academia Brasileira de Letras.







As Duas Faces do Destino

Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.





As Duas Faces do Destino

A caligrafia do escritor Machado de Assis era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.






As Duas Faces do Destino
Machado de Assis era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).



As Duas Faces do Destino


Conforme inventário da UNESCO de traduções de livros, Agatha Christie é a autora mais traduzida em todo o mundo, com 6.598 traduções de seus contos, romances e peças teatrais.




As Duas Faces do Destino

Paulo Coelho é o autor brasileiro mais publicado em todo o mundo. Sua obra já foi editada em 52 países e vertida para 48 idiomas e dialetos. O segundo é o baiano Jorge Amado.





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Fontes:
Revista Literária
Listas Literárias
Mais que Curiosidadel
So Literatura
Wagner lemos
Alcionei de Oliveira
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